A investigação do Público torna o assunto ainda mais premente. E as questões são muito simples. Recebeu Passos Coelho, ou não, contrapartidas económicas pelos serviços prestados à Tecnoforma? Em caso afirmativo, declarou, ou não, tais importâncias em sede de imposto sobre o rendimento? E, ainda em caso afirmativo, omitiu ou não tais rendimentos para obter algum tipo de benefício cuja atribuição estivesse dependente do exercício de funções de deputado em regime de exclusividade? Independentemente da aplicabilidade ou não do regime de prescrição, dos registos mais ou menos fiáveis do Parlamento ou de quaisquer outras questões administrativas ou burocráticas, há uma pessoa que sabe, tem de saber, a verdade dos factos. Essa pessoa é Passos Coelho. O primeiro-ministro de Portugal, o mesmo que pediu sacrifícios sem precedentes aos portugueses, que usou e abusou da imagem da frugalidade, que prometeu cortar gorduras e resquícios, que introduziu na discussão política um discurso baseado na ética e numa suposta superioridade moral em ruptura com o passado recente, não pode ficar calado sobre este assunto. Não pode escudar-se em dificuldades de memória, nem remeter esclarecimentos para terceiros. A situação do país é demasiado grave, a vida dos portugueses está demasiado difícil, foram já quebradas demasiadas promessas eleitorais, para que seja possível manter em funções um primeiro-ministro (ainda mais) ferido na sua credibilidade. Passos Coelho nunca poupou nas palavras. Dos rótulos de piegas aos conselhos sobre emigração, nada ficou por dizer. Pois bem. Agora é o momento de falar claro. Recebeu ou não recebeu? Declarou ou não declarou? Omitiu ou não omitiu em benefício próprio? Em resumo, abusou ou não abusou do sistema? É só isto que Passos Coelho tem de dizer. É a tudo isto que Passos Coelho tem urgentemente de responder.
A salsicha ética de Passos Coelho
Rui Rocha,

Basculhei o Jornalinho “Borboletas” da escola B*4, onde passou estudou a primária. Fiquei estarrecido com a noticia do cabeçalho: Passos roubou o pião do Tião… Desconheço se pião foi devolvido. Porém, a noticia, por muito grave, carece um esclarecimento imediato do meliante!
…
O Publico e o Sr Rocha, ganham o Céu se nos garantirem que hoje nenhum deputado “ganha” o dele por fora e naquele tempo só o Passos prevaricou!
Tenham juízo!
Chiça, que ganda boy!
Não vou defender Pedro Passos Coelho, porque não merece defesa. Se vamos todos fazer exercícios de memória, podemos passar recuar e muito para perguntar a ex-governantes e atuais, sobre Ética. Mas se vamos atrás de um, vamos atrás de todos, correto? Ora, assim sendo, vamos até Macau? E umas contrapartidas? Vamos? Vamos recuar até ao tempo de um velho senhor? Vamos? Ou será que a Ética só tem uma cor? Cadé a coragem de questionar os senadores desta nação? É jornalismo a sério ou apenas de uma forma de manter o povinho ocupado com ódios de estimação?
Quantos nos pediram sacrifícios e neste momento estão a viver bem melhor do que quando começaram a vida política? Vamos investigar a Ética deles? Vamos? Vamos fazer um exercício? Não é conveniente? Então fiquemos em silêncio.
Ando a pagar aos anos os erros de uns quantos velhos do Restelo que querem manter o status quo. Não podem ser questionados, não podem ser encarados como sacanas. Colocamos esses seres em pedestais e pagamos-lhes umas alcavalas elevadas. E depois admiramo-nos que os aprendizes os ultrapassem?
Querem ver que descobriram que há gente corrupta na política e sem Ética? Parabéns. Mas em caso de dúvida é favor culpar os senhores da meteorologia. Esses seres.
M.Lopes
Se vamos atrás de um vamos atrás de todos. Este é o melhor argumento para não se ir atrás de nenhum.
Claro que não. Devemos ficar quietos e arranjar um problema por dia. Mas nunca resolvendo nenhum. E assim vamos vivendo, assobiando para o lado.
M.Lopes
Embora eu concorde integralmente com o post, considero tudo isto ridículo e insignificante. Trata-se de pecadilhos de há 20 anos atrás, irrelevantes para a atualidade, cometidos quando o homem era jovem e quando, de facto, esses pecadilhos (e outros bem piores) eram extremamente comuns.
Pense-se naquilo que o homem faz na atualidade, critique-se as políticas dele e as falhas éticas atuais dele. Não se ande a vasculhar o passado longínquo.
Se a Tecnoforma lhe pagou o que dizem os media, cerca de 30 mil contos em dois anos e tal, e se Passos Coelho não liquidou os respectivos impostos, então o caso é muito sério. Acresce a isto, que se ele não teve como atestam os serviços administrativos do Parlamento, exclusividade entre 1995-99, e depois pediu o respectivo subsidio de integração como se tivesse, torna a situação ainda mais grave.
Pedro Passos Coelho é o 1º ministro de Portugal, goste-se ou não. Por isso ele tem de rápidamente esclarecer estas situações de uma vez por todas, para o bem e para o mal. E se for verdade o que diz o Público de hoje, então só lhe resta demitir-se. Não há prescrições que lhe valham!
Há no meio disto, pelo menos para mim, um enigma que gostava de ver explicado: quando é que de facto Passos Coelho trabalhou para a Tecnoforma. Dizem os media que foi entre 1995 e 1999, mas o 1º ministro garantiu hoje que só lá trabalhou DEPOIS de deixar de ser deputado, ou seja depois de 1999.
De facto, aqui aparece como “consultor da Tecnoforma SA” apenas entre 2000-2004.
Passos Coelho anda mal em deixar arrastar esta situação e pedir à PGR que esclareça o assunto; o PCP, o Bloco e até o Tozé já começaram a surfar a onda. Ele pode até estar inocente, mas o mal está feito e da fama de receber dinheiro indevidamente ninguém o livra.
Quer dizer, mermão, que a nova estratégia é encher “chóriços”. Bem, também precisamos da refundação da indústria transformadora.
Se há merda que sempre me deixa puto da vida são os discursos moralistas, eu, pobre coitado imoral.
Há uma leitura bastante interessante que pode ser feita no livro do Deuteronómio, e que nos diz que “os filhos pagarão pêlos erros de seus pais, até a terceira e quarta geração”. Quer isto dizer que a iniquidade é gordura que se entranha de forma subtil e que marca todas as gerações.
Tenho desenvolvido, por várias palavras, este alerta, tentando chamar a atenção que este gene só pode ser combatido quando questionarmos as nossas heranças. E heranças são isso mesmo, são coisas que aceitamos e que tiramos benefícios delas mas que pretendemos negar a outros.
A única forma de começarmos a limpar o nosso “ADN” é assumirmos de uma vez por todas que em iguais circunstâncias agiríamos de igual forma. Todavia, se entendemos pelos resultados e atitudes que somos idênticos, não menos importante será abstermo-nos de julgar o passado com o olhar do presente.
Mas há uma coisa que devemos fazer, cada um e cada geração, e isto traduz-se em melhorar o erro, melhorando-nos. E os nossos filhos e filhos dos nossos filhos que façam o mesmo ou então foder-se-ão todos como nós estamos fodidos se não quisermos lutar contra nós mesmos.
Passos Coelho e esta geração de moralistas que agora começa a emergir, e que se nota também nos procedimentos judiciais, chamados de convicção (que também é matéria do passado), acabarão por morrer de seu próprio veneno.
Alerto para o facto de Hitler também ter agido por convicção. Significa isto que a convicção jamais poderá fazer parte da justiça.
“Eu quero o amor, mais que os sacrifícios; e o conhecimento (sabedoria) de Deus, mais que os holocaustos”.
Na minha opinião, a questão é: que fazia exactamente o hoje 1º ministro na Tecnoforma enquanto estava no Parlamento? Espero que não fosse ajudar a angariar uns trocos/fundos europeus para formação profissional daquela que se limitava a esbanjar o dinheiro dos contribuintes europeus. O 1º ministro ajudou a torrar milhares de milhões desses fundos em coisa nenhuma. Aliás, vemos que grande parte dos nossos governantes, actuais e passados, que procedem do “privado”, nunca trabalharam em empresas sérias, apenas em empresas abaixo de medíocres, que nada acrescentam à sociedade portuguesa e cuja gestão se limita ao esquema.
Se estava “incompatível” ou não, é mero detalhe ligado ao esquema. Cada um faz os esquemas ao seu alcance dentro do nível a que consegue chegar…
Se declarou ou não às finanças já é algo tipo cereja no bolo, mas expectável.
Gostava de me ter enganado em tudo isto
CF
Num país, onde o corruptor é condenado e o corrupto absolvido ( ou vice-versa?) está tudo dito.
Não é verdade tio Mateus?
Num país, onde por se “microfonar” meia dúzia de bacoradas se aufere uma pensão na RDP, está tudo dito.
Não é verdade tio Manel?
Ou há moralidade ou comem todos!
E sai mais um pedido de desculpas para a mesa do can… desculpem para o Palacio de S. Bento.
É assim se resolvem os problemas, não é?
Como diiza alguem ali atras… façam o que eu digo, nao o que eu faço… Austeridade?
A noticia desperta interesse porque se trata do 1º ministro. Mas não sejamos ingenuos visa prejudicar? golpe de mestre? ou branqueamento?. Eu que não acredito em supertições tenho o meu numero de azar=14.
Porquê só se sabe depois de prescrever? Porquê se sugere uma coisa que depois de minima investigação não existia(incompatibilidade)?
Quem foi o “distraido” que achou oportuno perto do inicio da corrida eleitoral vir com esta bombastica meia verdade? Porque ninguem investiga o que se fez a tantos milhoes que foram torrados em “formação profissional” inutil e se tambem aí estão as formações de guardadores de campos onde tambem podem aterrar avionetas? é que da Partex ninguem mais ouviu falar mas os bons jornalistas que os temos gostavam de mostrar muito mais. Tenho aqui materiais dum curso de jornalismo de dados e ferramentas digitais que indico a todos os blogers e cidadãos jornalistas que gostem de tenham tempo livre.
Esta mer** cheira a troca de “condenados” e investigados :
Um Vara por um Menezes
Uma Maria de Lurdes por um Passos Coelho !
O Tribunal Constitucional – deve pronunciar-se: – parece estarmos perante casos de “Falta-de Equidade”
Nos cargos e nos robalos!
É de Admirar o BE ainda não ter proposto uma comissão de inquérito!
É normal ele não se lembrar se recebia 5000 euros por mês dessa empresa, eu por exemplo não me lembro se alguma vez recebi, é provável que não, mas não me lembro mesmo.
Apure e pergunte quantos milhões o Seu Costa pediu aos empreiteiros para legalizar terrenos em Loures em 1993.
Infelizmente, nem todos tiveram a oportunidade de subirem na vida a pulso , como o patrão do “Público”
A história, como exemplo, devia ser contada.
Está aqui:
http://avaria.no.sapo.pt/cv_ppc.pdf
O senhor do aguenta é que tem razão, há que continuar a aguentar e a pagar ………
Caro Rui Rocha convença-se de uma coisa, os Portugueses são uns BANANAS que preferem beber umas minis, injuriar os árbitros da bola e de vez em quando dar umas arrochadas nas mulheres para libertar o stress, a evolução do povo nos últimos 200 anos foi pouca ou nenhuma, os hábitos continuam os mesmos os gadjets é que são diferentes.
Além de que a esmagadora maioria faz igual ou pior quando tem oportunidade.
Ser 1º ministro ou banqueiro é tudo a mesma cepa e ainda existem tristes que os defendem e apoiam, um tirou um curso a um domingo e fechou uma universidade por causa disso, só sendo foi corrido porque já não havia dinheiro para distribuir mais prebendas, o outro mentiu (e mente) para ganhar as eleições e a seguir ou vem o que está ou um qualquer choninhas ou socretino e continuará tudo na mesma sem que um qualquer banana tuga tenha uma restea de amor próprio.
Após 10 anos disto também começo a concordar com o do aguenta, só temos o que merecemos e o resto é conversa.
Mais depressa alguém critica um desempregado por receber um subsidio para o qual descontou do que um presidente da junta por torrar dinheiro numa rotunda e a partir daí o padrão mantém-se e só os valores das rotundas é que aumentam.