No bloco noticioso das 9 horas da RTP1 acabo de ver pela enésima vez a Rita Marrafa de Carvalho, que está há uma temporada no Brasil com uma equipa da televisão pública, talvez à procura de Duarte Lima.
Ainda ontem voltei a ver a Márcia Rodrigues no Telejornal, que está há dias na Grécia com uma equipa de reportagem, julgo que a transmitir por palavras próprias a crise grega e as várias caras de Papandreou que são transmitidas e noticiadas por todo o mundo para todo o mundo.
Quem é que disse que a RTP custa muito dinheiro ao País? Não parece. Custa é muito dinheiro aos nossos bolsos, mas isso não a impede de levar uma vida fácil. O que tem o seu quê de pornográfico e fere os bons costumes.

E o célebre Dentinho? Que consegue falar à frente de um microfone sem dizer nada nos mais mirabolantes palcos do acontecimento depois de os factos já terem acontecido?… E o pouco célebre Piedade que está em Díli há anos à procura de saber a que horas é que Ramos Horta vai andar a cavalo?…
Há dias, por acaso, só por acaso, um funcionário bancário confundiu-me com um produtor de tv e informou-me que a RTP já tinha depositado na minha conta os tais 50 mil euros que eu estava à espera… estive quase a dizer ao funcionário bancário para me entregar o dinheiro… hehehe
Abraço João
Eheh… O Paulo Dentinho não admira: quando o António Esteves Martins acha que é uma maçada, desconforto ou perigo, avança ele!
Um abraço, João.
Totalmente de acordo, João Carvalho. Como vivo no estrangeiro, comparo muito o Telejornal (que vejo pela RTPi) com os noticiários da televisão estatal alemã. Para notícias desse género (mesmo para a crise grega), os alemães (que têm mais dinheiro que os portugueses), limitam-se às informações e às imagens difundidas pelas agências.
As reportagens dos correspondentes portugueses são muito maçadoras, porque se limitam a repetir o que o pivô, em Lisboa, já disse. No fim, ainda fazem um resumo de tudo aquilo que acabaram de dizer, repetindo as informações pela terceira vez! Este método, aliás, é igualmente usado em exteriores nacionais, só que estes sempre são mais baratos.
Além do que tudo esse mau e escusado trabalho nos custa, Cristina, acresce que já não há pachorra para esse pseudo-jornalismo de vida fácil.
Também já estou farto de ver há dias e a toda a hora, esta madame em directo da Praça Sintagma e outros locais de Atenas a fazer entrevistas de rua, em directo e em português, a gregos que, pelos vistos, a entendem perfeitamente, dado que respondem às suas questões com apreciável rapidez. Penso que a explicação para este fenómeno de ‘tradução instantânea’ se deva ao facto de a linguagem da crise ser universal e os gregos terem já a resposta pronta, seja para ela, para um japonês ou para um eslovaco. Eles estão a “ver-se gregos”, e está tudo explicado.
Voltando à madame e equipa acompanhante, visto estarem onde estão, não será possível encomendar-se um referendo ao Papandreous para nos perguntar se nós estamos dispostos a deixar continuar esta brincadeira indefinidamente?
Concordava contigo… mas perguntar ao homem que ora-diz-sim-ora-diz-não…
… A SIC dá-nos precisamente as mesmas noticias sem recorrer a enviados -especiais…
Com a agravante da Dona Marcia não acrescentar nada… ao que é dado saber até á exaustão, pelas agencias noticiosas.
Para serve a Agencia Lusa TV?
É na soma destes “pequenos” pormenores que o governo vai perdendo a credibilidade…
Tal como momear um tal Mestre – obreiro do alastramento das linhas férreas- vir, agora, estudar (!?!?!) a sua redução ( CM)!!!!
Apesar de ser possível que o actual Executivo ainda esteja a dar os primeiros passos na reposição gigantesca de critérios sérios de que o País precisa e há muito não tem, acredito que com ou sem correcções ao que tiver feito tudo será muito melhor em relação ao passado recente. Primeiro, porque não é difícil fazer melhor; segundo, porque creio no regresso de padrões de seriedade na gestão da coisa pública.
O futuro em breve me dará ou não razão, mas acho muito cedo e injusto falar em descrédito, para ser sincero.
É verdade ainda hoje me perguntei, qual e vantagem dos “enviados especiais” para nos dizerem “directamente” o que já as agencias tinham noticiado minutos antes! Só aquelas entrevistas maravilhosas da D. Márcia cujas perguntas ao entrevista, feitas em voz estridente, contêm já resposta… que ela acha adequada!
Felizmente para ela, os gregos falam fluentemente o português, como se tem visto…