Dizem-me que o PS está reunido em congresso. Em Espinho, nome adequadíssimo ao partido da rosa. Não tenho acompanhado a referida reunião, aliás certamente destinada a debater coisa nenhuma, mas já fui brindado com alguns comentários à dita cuja. Escutei alguém preocupadíssimo com o futuro político de José Sócrates, alertando os portugueses para o "perigo" de não haver maioria absoluta na próxima legislatura: por momentos, imaginei este eminente vulto a emitir um apelo à ressurreição da defunta União Nacional. Escutei também uma isentíssima análise de alguém que dá já como garantida a renovação da maioria socialista, esquecendo que todo o mundo é composto de mudança: por momentos, imaginei tão imparcial analista proclamando aos indígenas que o S de Sócrates é sinónimo de sucesso. E exibindo até essa consoante gravada na fivela do cinto.


Também não acompanho este congresso do regime e de exaltação do líder.
Sinceramente, senti MEDO ao ver e ouvir, esta noite, o homem na tv.
É que o timbre de voz e a arrogância fizeram-me lembrar outro político europeu, da primeira metade do séc. XX, que também chegou ao poder por via eleitoral e terminou numa tragédia de milhões de mortos.
Só que os tempos são outros e há a União Europeia…
Impressionou-me, sobretudo, a desfaçatez com que disse que todas as “campanhas negras” que o têm atingido foram, com o tempo, desmentidas.
Ora, nada foi até agora desmentido: nem a falsa licenciatura, nem as casinhas projectadas, nem a nebulosa da compra da casa onde vive, nem o envolvimento no processo Freeport. NADA!
Como é que podemos continuar a ser governados por alguém tão avesso à verdade?
Adorei este título, Pedro! Nunca me teria ocorrido! “A rosa em Espinho”! Fantáaastico!
A fotografia também é fenomenal!
Obrigado, Ana. É sempre um gosto vê-la por cá.