O partido LIVRE – do historiador Rui Tavares (ex-coligação trotskistas/estalinistas/maoistas) e do advogado Sá Fernandes (ex-candidato do MDP, ex-membro do governo PS, aquele partido do “socialismo democrático/social-democracia”) e que como tal diz surgir com a inovação de ser esquerda que nada tem a ver com o marxismo – acaba de propor a devolução do “património cultural” aos países africanos.
Eu sou tintinófilo. E como tal nada me choca a ideia. Cresci com ela. [Sim, eu sei que há antropólogos aldrabões e outros funcionários públicos intelectuais ignorantes que dizem ser Tintin obra racista, bem demonstrando a sua desonestidade demagógica]. Só me pergunto a que dinâmicas externas e internas é que responde esta proposta parlamentar e quais as condições da sua realização. Pergunto-me e respondo-me. Isto é demagogia pura do advogado Sá Fernandes e do historiador Rui Tavares. E da tralha restante que os acompanha. Entenda-se, entre outras coisas, trata-se de (mais) um advogado aldrabando na vida pública.
E mais, para não entrar em detalhes mais “técnicos” e políticos sobre esta questão do património e da museologia: o Partido LIVRE (dos tais importantes e ponderados cidadãos, em especial do referido Ilustre Causídico) quer comissões de devolução desse património constituídas por “activistas antiracistas”. O Dr. Ba, deles compagnon de route, propôs há tempos a instalação de “policiamento comunitário” nas cidades. Agora o dr. Sá Fernandes e o historiador Tavares avançam com a ideia da activação de “comissários políticos”.
E a gente não os pode insultar. Tem até que os tratar como “democratas”. Há até gente que lhes soletra os nomes. E há mesmo quem respeite, tipo “Doutor Sá Fernandes”. Que gente …

Tá bem. Mas só que tem bicho. 🤔😇
Ler o Tintin no Congo e achar que a trama não é racista é bastante difícil.
Há uma evolução ao longo da obra de Hergé mas não sei se alguém pensa que os negros são mesmo tão estúpidos e infantis que necessitam de um Tintim para os proteger.
Quanto à devolução de bens artísticos parece aqueles azulejos que aparecem nas tabernas.
“Devolução, com certeza! Mas só amanhã”.
Hoje ainda não é o dia.
Sobre a questão tintinesca a que alude, e já que o simpático filme de animação que coloquei no postal, não é suficiente, junto-lhe esta documentação, que os teóricos antiracistas desconhecem: http://en.tintin.com/
Obrigado, jpt.
Serviço Público , esse de dar nome às formas inferiores de vida ( jamais me perdoaria uma comparação insultuosa para com os úteis e abnegados cornúpetos…).
Mas siga o circo, com o infindável número de infindáveis palhaços…
JSP
Acho mal. A maioria das coisas foram compradas ou eram propriedade de portugueses. E os territórios ultramarinos eram Portugal. Não é o mesmo que levar para Londres os cavalos do frontão do Parthenon ou os obeliscos do Egipto.
O que me choca é o fascismo inerente das pessoas de esquerda. O facciosismo e a ignorância estúpida que lhes tolda o pensamento — que lhes foi inculcado em escolas de má qualidade por gente mal formada. Pensam como indígenas sem cultura e sem raciocínio. E é por isso é que não valem nada.
Boa!
Insulta-se pois. Na blogosfera.
Nos jornais e tv é que não se pode porque são deles.