A realidade ultrapassa a ficção – cortesia da al-Qaeda


Diogo Novo,

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 Última edição da revista Beituki, páginas 10 e 11, com conselhos matrimoniais

 

 

Sempre preocupada com o bem-estar do lar, a revista feminina Beituki (“A Tua Casa”), editada pela al-Qaeda, sugere às mulheres 17 maneiras de evitar o divórcio. É díficil escolher dois exemplos no meio de tantas pérolas, mas optei por estes:   

 

– Não invejar as restantes esposas;

– Se não engravidar por culpa do marido, aceite a situação e console-o.

 

Sim, há secção de correio sentimental. E não, não é piada.

12 comentários em “A realidade ultrapassa a ficção – cortesia da al-Qaeda”

  1. Confesso que não vejo nada nisto digno de riso.
    São conselhos que também poderiam ser dados a qualquer mulher casada no Ocidente.
    E há correio sentimental tal e qual como nas revistas femininas portuguesas.
    Enfim, as mulheres em territórios da Al Qaeda não são assim tão diferentes das mulheres em Portugal. E as revistas a elas dedicadas, também não.

    1. Se não o tivesse visto ao vivo e a cores, Luís Lavoura, pensaria que o meu caro era uma personagem fictícia criada com o propósito de testar a cordura de quem escreve em blogues.

      1. Onde é que o Diogo Noivo me viu ao vivo e a cores? E como tem a certeza de que era eu? Sabe, há mais do que um Luís Lavoura em Portugal (e no Brasil ainda deve haver alguns mais)…
        Já agora, “cordura” é uma palavra catita, que eu não conhecia. Só conhecia “gordura”…

      2. O LL é tão prolífico que cheguei a suspeitar que fosse um comité. Parece que afinal ele é um comité.
        Seja quem fôr, é-me utilíssimo. Quando tenho dúvidas vou ver o que LL disse. É como ter uma bússola que aponta sempre para Sul. Também dá para um tipo se orientar.

  2. Vamos tentar ver o lado positivo da coisa: admite-se que “não engravidar” pode ser culpa do marido…de certeza que traduziram isso bem…

    1. Exatamente, também reparei nisso.
      Os machistas tradicionais (antigos) atribuíam sempre a culpa de não engravidar à mulher.

      1. ” machistas tradicionais”. Não é uma questão e machismo, pensava-se mesmo isso e havia boas razões para tal.

  3. Diogo, mas os maridos de tais mulheres deixá-las-iam ler? Ou aprender a ler? Ou sequer vislumbrar um meio de comunicação escrito? Há aqui um qualquer paradoxo que não alcanço…

    1. Não te esqueças, João, que uma parte importante destas mulheres nasceram e cresceram na Europa. As que são oriundas do Magrebe, Médio Oriente e Golfo tiveram uma educação formal e não são poucas as que provêm de famílias com ‘modus vivendi’ ocidentalizados.
      Porque as organizações como a al-Qaeda são mais pragmáticas do que muitas vezes parece, criaram diversas publicações para melhor enquadrar pessoas com este perfil (perceberam cedo que força-las de maneira repentina a uma vida completamente medieval era contraproducente).

  4. Uma mulher consegue sempre ler, nem que seja, até, nas costas de um dromedário…, os homens é que nem sempre conseguem…- xi-coração!

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