
Sempre estive contra a ideia de atirar a Grécia às feras, como parece ser o objectivo de Schäuble, para o que conta com o entusiástico apoio de Maria Luís Albuquerque. No entanto, também sempre achei que Yanis Varoufakis tinha uma visão demasiado simplista dos problemas da Grécia, aliada a uma enorme falta de credibilidade, que era ainda mais acentuada pelo visual que ostentava. Um Ministro das Finanças de qualquer país deve saber que existe um dress code que deve ser adoptado em reuniões internacionais, sob pena de ficar com a imagem de ser o palhaço do grupo. Da mesma forma, um Ministro das Finanças deve saber que nessas reuniões se apresentam propostas concretas e estudadas e não ideias vagas sobre os problemas. E muito menos se apresentam propostas estapafúrdias, como a de colocar turistas, domésticas e estudantes a vigiar os impostos pagos pelos gregos. Há um limite para o amadorismo e para as boas intenções, das quais diz o povo que está o inferno cheio. Se a própria bolsa grega entra em euforia com a despromoção do Ministro das Finanças, está tudo dito. Varoufakis quis comportar-se como um anjinho no Eurogrupo. Como todos os anjos, o seu destino só podia ser a queda.

Busca, Costa.
Fiquei desolado. Estava a pensar seriamente em montar praça durante uns tempos na terra do motoqueiro e ganhar a vida a vigiar os impostos pagos pelos compatriotas dele, tarefa que poderia perfeitamente desempenhar sentado numas esplanadas à beira-mar.
Anjinho motoqueiro…
Uns largam a vespa e passam para o audi , o Varoufakis ao menos é coerente !
Como se diz pela minha terra, goza …goza …. que logo choras, é o que vai acontecer a muitos dos que gozam com os gregos mal eles sabem que serão os próximos.
A queda dum anjo porque os demónios o derrubam. Num mundo, onde impera o egoísmo, o ódio, o dinheiro se sobrepõe ao humano, a indumentária diz mais que a agonia dum povo, está tudo dito. Esta, é uma sociedade, desprovida de sentimentos, onde interessa derrubar, custe o que custar, aqueles que são um estorvo porque se movem estoicamente, pelo bem do seu povo e isso não interessa e estorva… Benditos aqueles que apesar de toda a má vontade e o mal dizer, ainda têm coragem e força, para lutar por aqueles que nada têm e tudo lhes foi tirado.
O Tsipras é um demónio. E um maldito.
E o cavalheiro não se demitiu imediatamente nem ao menos colocou o lugar à disposição?!
Imagine-se que Passos Coelho substituia Maria Luís nesse tipo de reuniões e ela ficava sossegadinha no lugar, o que para aí não ia…
Claro que ficava! O Passos, perante o irrevogável demitiu-se? Não se demitiu, como passou o irrevogável a revogável, com a sua passagem a vice-primeiro ministro?
O Syriza ganhou as eleições unicamente à custa do descontentamento popular e uma mão cheia de nada e ainda de um sistema eleitoral esdrúxulo. A esquerdalha adorou. Aliou-se com a extrema-direita. A esquerdalha adorou. Constituiu governo sem uma única mulher. A esquerdalha adorou. Apelou à delação (como se frisa na “ideia estapafúrdia” do post). A esquerdalha adorou. Anda há meses a endrominar a Europa sem se quererem comprometer com nada. A esquerdalha adorou… É por isso que eu adoro a esquerdalha…
E o caro adorou esta coerência, rectidão de carácter e cumprimento da palavra? WI4
Passos Coelho no seu melhor:
https://www.youtube.com/watch?v=1OhP5592
O Passos com verdadeiro espírito patriótico de missão aguentou o barco. O que foi uma grande lição que muita gente não percebeu e outros fizeram de conta.
Por cá tivemos proposta que não foram estapafúrdias, tivemos contas aldrabadas onde houve de tudo:
Objetivos alterados à medida que se via que não se cumpria, passa culpas entre entidades a propósito do falhanço do programa, uma auditoria rigorosíssima aos bancos que não viu um banco falido, etc..
Quem lhe disse que os palhaços não usam gravata tem andado a enganá-lo.
Já diz o povo que um burro carregado de livros é um doutor.
Talvez seja prudente rever a posição sobre o Schauble, que como diz aquele eis negociador da UE, nada se decide mesmo antes dumas trinta ultimas reunioes. E as palhaçadas é natural que não agradem a quem leva as coisas a sério(Albuquerque), mais sendo alvo do amadorismo syrizico.
Albuquerque leva a sério os seus interesses. Uma Albuquerque que nada fez a não ser tirar, cortar, vender e expropriar que grande mente!… Está claro, claríssimo, só não vê, quem não quer. Se o amadorismo do Syrisa, for dar aos gregos o que lhes tiraram, então benditos sejam no seu amadorismo.
Obrigado pela informação de conhecer tão bem o entusiasmo de Maria Luís Albuquerque, até porque não a ouvi expressar-se sobre o assunto de quem propôs lançar às feras.
Agora sei que muitos deram um apoio entusiástico público a tudo o que Varoufakis fazia, desde o seu visual até às suas propostas estapafúrdias e nuns casos convenientemente mudam de opinião como nunca o tivessem apoiado descaradamente, enquanto outros continuarão obstinadamente a dar razão a tudo o que mexe desde que seja anti-Schauble, Maria Luís e afins e há até alguns que democracia é aceitar as imposições do governo grego de forma, pois há democracias mais democráticas que outras, situando-se neste campo a que resultou das últimas eleições na Grécia.
A Maria Luís, no meio daquela gentinha toda (incluindo o FMI), virou-os todinhos contra o Varoufucker, coisa a que todos se prestaram obedientemente seguindo a vontade dela e só dela e apenas para agradar à portuguesinha.
Claro, assim se vê a força de raça lusa e o peso da influência da sua nação.
—Ca granda Mulher!..!!!
E eu que nem tinha reparado que esta nossa ministra é pessoa tão importante e influente no concerto das nações.
O governo grego não impõe, clama que é diferente e não faz mais que a sua obrigação. Os governos servem para governar, o seu povo e dar-lhes qualidade de vida e não sacrificá-los. Democracia, é olhar os outros, como a nós mesmos e querer o bem dos outros e não o mal. Não havendo humanismo nem solidariedade não há democracia. Afinal o que queremos que aconteça aos gregos? A morte, a fome, o desespero, a angústia, a raiva e que a partir daí, surja o descalabro? Provavelmente é……
dress code
gostei…
“boas intenções”
Mas desde quando é que o Varoufakis tinha boas intenções?
Este governo Grego foi eleito porque prometeu que iria repetir a receita do PASOK e da Nova Democracia: continuar os défices.
Apelou à ganância dos Gregos. E ganhou.
Não apelou a ganância, mas sim, a um mínimo de qualidade de vida. Não se pagam défices, sem dinheiro e os gregos têm falta dele, porque todos os governo em conluio com a UE, BCE, FMI…..lho deram, mesmo sabendo que eles não tinham como pagar. Os gregos, querem viver com dignidade e se isso, é ganância, estamos conversadas quanto à decrépita sociedade que fomos construindo a do altruísmo, frieza, do eu, eu, do cinismo e da hipocrisia.
É suficientemente engraçado e instrutivo analisar a situação passados os meses de Janeiro e Fevereiro.
As coisas pouco ou nada mudaram, e o mesmo impasse esconde uma situação complicada nos bastidores.
Os gregos da “velha democracia”, caminharam agora para a “nova democracia”, não por via do Samaras, mas pela confirmação de Tsipras e Varoufakis na incapacidade de serem alternativa viável.
Ganha o discurso da “ausência de alternativa”… mas como há sempre alternativa, esses discursos duram o tempo que conseguirem durar. Como em todos os tempos da história, é impossível conter uma insatisfação permanente. Pode demorar menos, pode demorar mais, mas quanto mais tempo durar, mais irromperá uma agressividade latente.
Esta malta europeia está a brincar com o fogo de Prometeu, e continua a achar que uns podem comer a carne e deixar os ossos para os outros.
Acho extremamente lamentável aquilo que estão a fazer aos gregos. A ideia do “dictate” é vergá-los ou esmagá-los, para que todos vejam que só há um caminho, o da dita austeridade, que serve que eliminar direitos dos cidadãos em detrimento do grande capital.
Parafraseando uma citação de um escritor norte-americano, “as notícias sobre a minha morte revelam-se manifestamente exageradas”.
Varoufakis continua na equipa de negociação, embora a chefia esteja agora entregue ao ministro dos negócios estrangeiros.
Não me parece que seja a queda de um anjo. Parece-me mais uma afinação da máquina grega de negociação.
Essa do dress code não lembra ao diabo.
Porque ganhou o Syriza? A prometer aumentos de salários, baixas de impostos, é o paraíso. O problema é que, como em Portugal, quando temos dividas, bem podemos prometer que mais dia menos dia vem o dia de pagar o que devemos. Sou mais um pequeno empresário a atravessar o deserto, mas ainda assim, atrevo-me a dizer que depois de termos a casa relativamente arrumada, a duras penas, corremos o risco de virem aí os salvadores dos oprimidos, com promessas irresponsáveis e daqui a uns anos, temos outra vez tudo entornado.
Isto já vai sendo cíclico mas, venha quem vier, infelizmente só vemos os de sempre dos partidos a encherem-se, meninos imberbes acabados de sair das universidades e das jotas diretamente para o governo. Ah, não esquecendo os sobas que ainda gostam de botar palavra. Alternativas temos poucas, infelizmente. E assim vai Portugal. Estranha forma de vida.
Interessante a opinião do blogger, ao tentar desmoralizar o ministro pela oposição ao dress code imposto (sabe lá por quem…). Esquece-se que a diferença entre o herói e o estúpido é apenas o resultado. Quantos supostos estúpidos, amadores, iludidos e bem intencionados transformaram-se em inteligentes, profissionais, visionários e realistas por mostraram aquilo que ninguém queria ver. Num mundo que cada vez mais vive de aparência e daqueles que julgam ter poder (efêmero, muitas vezes), nadar contra a corrente pode ser a única atitude credível. Abaixo o dress code. Abaixo o antiquado e relicário. Que prevaleça a originalidade.
Ministro das Finanças de qualquer país deve saber que existe um dress code que deve ser adoptado em reuniões internacionais, sob pena de ficar com a imagem de ser o palhaço do grupo.
Ridículo este comentário. A forma de vestir não influencia em nada a personagem da pessoa. Se ele usasse fato e gravata, cinzentão como todos os outros, já era mais competente? E depois, quantos incompetentes por lá pululam de fato e gravata.
O varoufakis foi coerente consigo próprio. Manteve a forma de ser e de estar. O resto é politiquice.
Bem parece-me que os Gregos querem mesmo morrer de pé !
O que com Varoufakis era tratado como uma questão de finanças publicas e destruição da capacidade de a Grécia poder ter meios para ir pagando as suas dividas e ao mesmo tempo possibilitar que a sua população pudesse viver, passa agora a ser uma questão de Estado com a promoção do mais importante responsável politico (Ministro dos Negócios Estrangeiros) a seguir a Tsipras para a frente das negociações o que quanto a mim não augura nada de bom no horizonte…
Quem tem deitado os foguetes que vá depois apanhar as canas.
pois, nao percebi nada. Ainda assim o contrario, arrisco, será um que atraicoe o eleitorado. Pois, o post só refere que é um problema de modo, de estar.
acrescento o obvio : a grecia atual, este governo, é um veneno perigossisimo, quanto absolutamente intolerável para a europa dos banqueiros. A europa nao está a ser paciente, tao só na aparencia finge o contrario, finge que nao está a asfixiar a grecia. Se a grecia fosse expulsa da europa, mesmo que tivesse dinheiro na mao, ninguém (os tais mercados ) lhe vendia nada . Sempre foi assim.
Com tudo isto existe por aí uma menina creio que Catarina Martins de nome do famoso Bloco de Esquerda que na altura destes cobóis terem assumido o governo deitou muitos foguetes e que agora anda caladinha que nem um mudo sobre o assunto.
Se anda calada, é porque já viu que não vale a pena falar, para gente que não ouve o bem, os sérios, mas ouvem os corruptos, os quais prevalecem, numa sociedade, onde os valores humanos deixaram de existir para dar lugar à vulgaridade e maldade.
Tinha ideia de que o propósito deste tipo de reuniões internacionais, envolvendo este tipo de pessoas, andava à volta da discussão de ideias e implementação de modelos que ajudassem a Grécia (e não só) a combater a asfixia financeira que tem vindo a sentir e não o facto de se constactar que todos os membros integrantes da mesma, se encontram ou não vestidos uniformemente.
Continuo a pensar que a indumentária não discute nem aplica ideias, claro que é só a minha opinião, que vale aquilo que vale, nada factual aqui.
Num anúncio televisivo de uma qualquer instituição bancária nacional, a solução estava no banco (de suplentes de uma equipa de futebol), aqui pode muito bem estar num Emporio Armani, num Dolce & Gabbana e quiçá até num Gucci.
Tenho no entanto de confessar que por momentos fiquei na dúvida e tive mesmo de fazer scroll up para confirmar se realmente estava a lêr o blog Delito De Opinião, ou, se por distracção tinha entrado na edição online da revista Caras.
Parece-me que não é necessário ninguém atirar a Grécia ás feras, ela mesma (seu povo e governo) a atira. Nunca pensei que a Grécia (como Portugal) ficasse na África,na Ásia ou na América Latina, sempre pensei que ela fosse um país europeu, mas afinal enganei-me. Os gregos (como os portugueses) preferem pertencer a um desses continentes, (sem demérito para os continentes) mas para a ignorância política dos seus povos. Passados décadas, em pleno século XXI, vivendo a era do conhecimento, ainda há gente que se deixa ludibriar pelo canto da sereia socialista, que por onde passou deixou rastros de atraso e pobreza. Nunca em tempo algum, os países (mesmo os mais pobres) tiveram o seu povo dotado de tanto conhecimento, por isso não era para existir uma Grécia como existe uma Venezuela. Um é um, outro é outro.
Prezado Luís,
passando por cima da subserviência a um idioma estrangeiro (não compreendo o porquê de utilizar “dress code” em vez de “código de vestuário”… talvez não seja bem, não dê estilo ou não seja chique escrever em Português…), não é por um qualquer ministro não usar fato e gravata se torna um mau ministro… aliás: eu prefiro ser governado por pessoas que vistam roupas simples, mas que sejam verdadeiras, honestas, justas, íntegras e afins do que por aquelas pessoas todas enfatiotadas (o mais certo é serem fatos comprados a marcas estrangeiras em vez de serem nacionais, apesar de nos incentivarem a adquirir o que é de nossa produção) que nos têm governado desde o 25 de Abril de 1974 e que, para não usar outras expressões, só têm lixado o país e os Portugueses… fazendo isto chegar ao estado a que chegou…