A quadratura do ciclo


Teresa Ribeiro,

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Concordo plenamente com a paternidade responsável, mas o que Francisco não explicou é como se há-de fazer planeamento familiar sem contracepção, porque isto de fazer contas é um bom método para… coelhos.

0 comentários em “A quadratura do ciclo”

  1. O matematico italiano Fibonacci considerou o crescimento duma população idealizada de coelhos, partindo dos seguintes pressupostos:
    No primeiro mês nasce um casal;
    Os casais amadurecem sexualmente e reproduzem-se após o segundo mês;
    Não há problemas genéticos no cruzamento consanguíneo;
    Todos os meses cada casal fértil dá a luz a um novo casal;
    Os coelhos nunca morrem.

    Ao fim dum ano existiriam no campo 144 coelhos [0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,…]

      1. Errado. Esses Passos duplicam no mês em que vão à vida.
        Os Coelhos que se governam fazem contas antes de dar à Costa.

  2. O Papa falava para uma minoria que são os heteros, no caso tuga.

    Em breve o paralamento de São Bento parece que a maioria vai aprovar a homo-adoção e aí o Papa fica a falar para o boneco.

  3. “concordo plenamente com a paternidade responsável,”.Maternidade, maternidade. A paternidade é sempre irresponsável.

  4. Quem estiver interessado em aprender, pode consultar a Associação Família e Sociedade, onde estão técnicas qualificadas para ensinar a utilizar estes métodos.
    http://www.familiaesociedade.org/

    E não, não é preciso fazer contas… e todos podem aprender, não apenas os Coelho, como os Silva, os Mendes… e por aí fora!

    1. Consultei o site que linkou, não fosse ter-me escapado alguma coisa sobre o que sei acerca dos métodos “naturais” de contracepção. Afinal não aprendi nada. A proposta é a abstinência, o que induz os casais a fazer as tais contas, sempre tão falíveis. E lá vem mais uma criancinha não desejada, ou uma decisão difícil, tão difícil que essa sim, põe em risco a vida do casal e a da mulher em particular, já para não falar da vida do bebé que não chegou a sê-lo. E afinal, para quê complicar se, nas palavras do Papa, “Deus até nos deu meios para sermos responsáveis”

      1. Na verdade não existem meios naturais de contracepção… existem meios naturais de planeamento familiar e conhecê-los é sem dúvida um aspecto muito positivo, no curso que fiz em Novembro estavam lá muitas profissionais de saúde a aprender e são pessoas bem formadas… por isso penso que vale sempre a pena saber para poder escolher!
        É só uma opinião…

        1. Qual a definição de natural e a de artificial? Provavelmente já todos notaram que, em praticamente todos os casos, o que é artificial é muito superior ao que é natural. Esta muito espalhada a superstição contrária.

        2. Qual a definição de natural e a de artificial? Provavelmente já todos notaram que, em praticamente todos os casos, o que é artificial é muito superior ao que é natural. Está muito espalhada a superstição contrária. Mas não tem base científica, é só superstição.

          1. Não é por aí.
            Os nascimentos exigindo intervenção médica também envolvem artificialidade.
            A abstinência também é artificial, se contraria a vontade natural.
            Quanto ao artificial ser superior ao natural, olhe que não, olhe que não, veja o assunto abordado.

        3. Olívia, sem dúvida que é muito útil conhecer os métodos naturais. Ninguém os quer proibir. O que se questiona, os católicos, é a enorme hipocrisia que transpira de grande parte da encíclica Humanae Vitae, que proíbe para os católicos a contracepção artificial. É claro que a grande maioria dos católicos não fez caso dela.
          Sou católico, casado há muitos anos e sei o quão hipócrita é aquela encíclica.
          Muitos casais jovens nos primeiros anos de casados, com vidas difíceis de emprego, separados por quilómetros, que se encontram ao fim de semana e por vezes nem isso, exigir-lhes que se regulem pelo calendário, é caso para dizer, ide pregar para o inferno.

          1. Vamos ver agora o que foi escrito no nr. 2368 do CIC em 1992: “Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos”. Isto é, por dificuldades económicas, doenças…

            e acrescenta: “Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável”.
            O papa recordou o que sempre a Igreja disse: que não corresponde à dignidade humana agir por puro instinto.

            Sobre a Humanae Vitae:
            http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae_po.html

      2. A proposta é a abstinência

        Isso não me parece muito dramático.

        As pessoas podem fazer sexo sem nele incluírem a penetração vaginal.

        A generalidade das mulheres não extrai extremo prazer dela, pelo que pode perfeitamente dispensá-la.

        Quanto aos homens, é claro que ambicionam sempre a penetração vaginal, mas podem uma vez por outra evitá-la. Nada que um bom broche não resolva…

        1. “A generalidade das mulheres não extrai extremo prazer dela, pelo que pode perfeitamente dispensá-la.”
          Como é que disse? Explique melhor.
          Obrigada
          Joana Cruz

          1. De acordo com o que leio, a quase totalidade das mulheres não consegue atingir o orgasmo através da penetração vaginal, mas somente através de massagens ao clítoris. É isso que lhes dá extremo prazer, e não a penetração vaginal.

        2. Ó Luís Lavoura,
          Por muitas mulheres que tenha “conhecido” no sentido bíblico não faz de si um expert sobre o que as mulheres gostam ou não.
          Quanto aos broches há muito mulher que adora… ao peito, e sobretudo com muitos diamantes…

  5. Sinceramente…abstinência é que não.
    E um copo de agua é um bom “método natural”. Nem antes, nem durante, nem depois. Em vez.

  6. Crescei e
    – multiplicai-vos: 1×1=1
    – somai-vos: 1+1=2
    – diminui-vos: 1-1=0
    – dividi-vos: 1:1=1

    Portanto, o Papa só estará a lembrar o ensino básico, admitindo que a reprodução envolve um de cada, e não mais que isso.

  7. isto de fazer contas é um bom método para… coelhos

    Bem, talvez seja, mas foi esse o método que gerações e gerações de pessoas utilizaram. Ao longo dos séculos, grande parte dos casais não se reproduziram como coelhos. Mesmo sem contracetivos, e só ocasionalmente recorrendo ao aborto, grande parte dos casais ao longo dos séculos controlou a sua fertilidade.

      1. Eu não sei como, mas sei que os meus avós paternos só tiveram dois filhos e os meus pais também só tiveram dois. Mais um primo do meu pai que também só teve dois. E assim por diante. Não sei como eles fizeram, mas fizeram-no num tempo em que não havia contracetivos.

        1. Luís Lavoura,
          Decididamente, e atendendo à sua provecta idade que deve andar pela do Matusalém, deve rever a matéria ensinada no célebre livro do Fritz Kahn. É que preservativos existem há mais de 400 anos. Os de borracha desde 1855 e os de látex desde 1920. Depois havia o coito interrompido que até vem descrito com pormenor no livro do Génesis. E se é assim tão velho, decerto lembrar-se-á de umas pêras de borracha a que se acoplava um bico com furos e que se escondiam nos armários das casas de banho das nossas avós. Imagine lá para o que serviriam?! E quando estes métodos não resultavam, e antes de uma solução mais drástica, havia ervas que faziam maravilhas e que todas as avós conheciam de sobejo. Pode crer que a sua avózinha sabia de coisas que as jovens de hoje nem sonham! E ninguém ia perguntar ao prior!

  8. E Francisco não explicou devidamente que a prática de actividades folgazãs na ausência da finalidade procriadora conduz directamente ao fogo do Inferno?!

  9. Dois excelentes métodos de planeamento familiar sem contracepção são, a meu ver, postar em blogues e comentar em blogues.

  10. “A generalidade das mulheres não extrai extremo prazer dela, pelo que pode perfeitamente dispensá-la.”

    Lavoura não te conheço de lado nenhum e não quero ser abusivo nem convencido, mas:
    Estás a fazer qualquer coisa de errado.

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