a prisioneira


Patrícia Reis,

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A borboleta está ali a fingir que decora a mesa com estilo. É uma peça com algum requinte. O homem encara aquela prisão de vidro – as asas desenhadas de perfeição máxima – e imagina que a borboleta seja feliz. Feliz com a vida dele, testemunha da sua história. Acaricia a peça de vidro, a casa da borboleta, agradece-lhe a companhia, e volta ao trabalho.

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