Um dos resultados tangíveis da “ortografia comum” anunciada por J. M. Casteleiro encontra-se patente em dois textos publicados recentemente e com inegável importância política. No prefácio do livro Roteiros IX, Cavaco Silva escreve “perspetiva de ligação”, “aspetos essenciais” e “respetivos líderes políticos”. Contudo, na Mensagem ao Congresso Nacional (o documento que inaugura oficialmente o ano legislativo no Brasil), podemos ler “perspectiva de redução de custos”, “diversos aspectos da previdência complementar” e “respectivos sistemas estaduais de cultura”. Efectivamente, os próprios poderes públicos que estão na génese do AO90 demonstram a falácia da “ortografia comum”. – Francisco Manuel Valada, Público, 15/03/2015
A prática só confirma a falta de senso do crime
Sérgio de Almeida Correia,

Felizmente nos livros do Santo Costa, do Arcanjo Vitorino mais do Beato Guterres essas coisas não se passam.
O coitadinho do Valada, fosse ele um pouco mais honesto, não deixaria de mencionar a existência, nos dois documentos, de tantos ou mais exemplos de como o AO90 resultou em ortografia comum. A omissão faz com que a acusação de falácia seja escarro no próprio prato.
E o pior é que o Valada sabe perfeitamente que o que está em causa não é a “ortografia comum”, mas a questão de se estabelecer regras ortográficas comuns. E é neste âmbito que a discussão deve e merece ser travada.
Por fim: não passa despercebida a tentativa de fulanizar a coisa.
Coitadinho mas é do sampy que não percebeu patavina do artículo. Então acha que a discussão deve e merece ser travada na questão de se estabelecer regras ortográficas comuns que crioam o caos e a desordem que o Valada denuncia e que Malaca finge não ver? Para que é que serve escrever reação em vez de reacção e reação para simultaneamente se escrever aspecto e aspeto? Até acho que o ataque (certeiro) do Valada ao autor do coiso do horto gráfico foi bastante contido. Se calhar, ó sampy, é melhor ler o artículo todo de novo. Olhem que o Valada é Miguel e não Manuel.