O Presidente da República, que em tempos fez parar o País por causa de uma alocução às 20.15 que parecia ser de uma enorme gravidade e afinal se destinava apenas a exprimir algumas críticas ao Estatuto dos Açores, volta a prometer hoje outra declaração formal à mesma hora, desta vez sobre o casamento homossexual, que deve promulgar com reservas de forma ou de fundo. Que não devem ser muito fortes, até porque hoje se assinala o Dia Mundial contra a Homofobia.
Tanta espera para quê? Isto diz tudo sobre o ritmo a que funciona a política portuguesa. Cavaco podia já ter falado às 11 horas, podia falar agora às 13, podia dizer o que tem a dizer a meio da tarde. Mas não: só fala a partir das 20 horas. Como se Belém devesse submeter-se aos critérios de audiência das televisões.
Numa altura em que tanto se fala da necessidade de combater o desperdício na nossa vida pública, convém mudar estes maus hábitos: os políticos portugueses devem começar a funcionar segundo os padrões horários dos restantes cidadãos – e dos restantes países da Europa. Com reuniões matinais do plenário do Parlamento, por exemplo. E conferências de imprensa marcadas para o meio-dia, não para as 20 horas.
O exemplo deve vir de cima. Do Presidente da República. Quanto tempo teremos ainda de esperar até que isso aconteça?

Passos Coelho acaba de tirar o tapete à comissão parlamentar de inquérito à actuação do falso engenheiro no caso PT/TVI.
Não há nisto qualquer novidade. Só os cegos ou muito distraídos não viam que Coelho é um mero agente de Sócrates e a sua missão consiste precisamente em destruir por completo o PSD.
É sempre bom saber o que pensam as bases sociais-democratas do Condomínio da Azinheira.
De luxo, meu caro, de luxo…
Upa, upa…
Pois, mas os políticos vivem mancomunados com os jornalistas, cada um deles precisa do outro para viver. Logo, Cavaco Silva faz este favorzinho aos jornalistas e espera que mais tarde estes retribuam. Se Cavaco Silva fosse rude e não marcasse a sua alocução para a hora dos telejornais, da próxima vez que quisesse falar os jornalistas pura e simplesmente recusar-se-iam a transmitir as suas alocuções.
Olhe que não, Luís, olhe que não…
E, pelos vistos, o país iria perder muito com isso…
É assim, se assim não fosse, estariamos numa utopia.
Quantos anos vai demorar para descobrir as falcatruas no TGV, e na nova ponte?
Elas vão existir, vão ser descobertas, o povo vai comer e calar, e nós havemos de escrever sobre isto.
E o que mudou? nada, porquê? não sei.
Andamos demasiado calados … Pobre Lusíada
adorei Maria