Afinal, qual é a cor deste vestido política de Costa? A polémica parece não ter fim e há opiniões para todos os gostos. Alfredo Barroso vê laranja. Capoulas Santos diz que é rosa. Quem é o daltónico? Vieira da Silva, por seu lado, diz que esta polémica sobre a cor do político pretende desviar a atenção das questões que realmente importam. Os portugueses, em geral, veem a coisa muito negra. Entretanto, uma especialista em tratamento de imagem garante que é uma questão de saturação da cor política. Cansados de mudanças constantes de tom de discurso, os eleitores ficam saturados e passam a ver as coisas cada vez mais sombrias. Estes resultados são confirmados pelo uso da ferramenta de conta-gotas do software que captura amostras de áreas específicas do tecido político. Este software identifica o código de cor de qualquer pixel do discurso. E neste caso também gera resultados em tons muito escuros. As conclusões são confirmadas por parte de sectores que foram responsáveis pela promoção da imagem de Costa, que não escondem o seu desconforto. Apesar das expectativas iniciais, depois de sucessivas gaffes de Costa, falam agora de um futuro cinzento. O site de tecnologia Wired.com, por seu lado, refere que a chave para decifrar o enigma da cor política de Costa está na forma como os olhos e o cérebro evoluíram para ver cores ideológicas. Como os seres humanos evoluíram para ver as coisas de acordo com os seus interesses, os seus cérebros começaram a levar em conta o facto de a sua visão ter o poder de mudar as cores. Os objetos têm um certo tom vermelho rosado de madrugada, mais azul-branco ao meio-dia, e voltam a ser mais avermelhadas no pôr-do-sol. Tal como o discurso de Costa. O cérebro tenta então descontar o efeito da luz ideológica para chegar a uma cor “verdadeira”. No final, é uma questão de filtro usado por cada um. Se virmos bem, trata-se de um fenómeno que existe há milhares de anos, mas há algo especial na intervenção de Costa que tornou as diferenças na forma como vemos a cor política mais claras do que nunca. Ou é isto, ou Costa é um camaleão.
A polémica da semana: qual é a cor política de Costa?
Rui Rocha,

![18075011_DYGbp[1].jpg 18075011_DYGbp[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/Bc906cea6/18117755_SQkwo.jpeg)
«Da cor de burro quando foge»
«[…] designa uma cor incaracterística, vagamente desagradável e insípida. Há uma tese para explicar esta expressão (que, em rigor, como tantas outras, não se sabe bem quando surgiu). Assim, a frase seria uma corrupção de um provérbio antigo que recomendava “Corra do burro quando foge”, numa clara recomendação para evitar burros quando estes se enraiveciam. A corruptela do provérbio deu origem a um tipo de cor… que não existe.»
Sobre «da cor de burro quando foge» , deve observar-se que a ocorrência da palavra burro na expressão pode remeter efectivamente para uma cor. É que o sugere Vasco Botelho do Amaral, no Grande Dicionário de Dificuldades e Subtilezas do Idioma Português (pág. 686):
«O burro envolve problema de cor. Parece na verdade que o nome do animal veio da sua cor ruiva, porquanto em latim burrus significa ruivo, sendo asinus o asno.
Surgem na loquela, às vezes, picarescas expressões de colorido irónico, qual este assim — cor de burro quando foge.»
No caso, da cor da cabra quando foge.
Não é nada disso, mermão. A culpa é do espectro que não contempla a cor estadista com sentido. Ou será sentido de estado? Olhe, já não entendo nada de cores. Para mim o centro é todo pardo.
Exacto. Pardacentro.
Ofender os burros, as cores, a fruta, as gaffes , as flores e os camaleões é que não. Nem os aldrabões.
Não estamos cansados se estivéssemos, já tínhamos dito basta. Basta de tanta incompetência porque há quarenta anos que Portugal vota PS, PSD e se há coligação só existe o CDS e com estes génios estamos no lodo. Onde está o cansaço se insistimos no mais do mesmo? Nós gostamos de sofrer, caso contrário, já tínhamos aberto os olhos e dito, a estes partidos, o mesmo que os gregos disseram. Costa tem a cor que lhe der mais jeito, por isso, é que não diz nada, do que vai fazer se for primeiro ministro. É mais um, igual aos outros………