Duvido que algum dia os portugueses venham a perceber por que razão esta gente ainda está toda à solta e o processo dos submarinos continua em águas turvas, mas o que fica desta parte do depoimento de mais um dos senhores da família Espírito Santo foi o de que o 25 de Abril não aconteceu, o PREC nunca existiu, o 25 de Novembro foi uma gravação para uma novela que contou com a participação de alguns oficiais superiores do Exército português, o Estado de direito é uma pura ilusão e de vez em quando enfiam-se uns tipos mais desbocados e delirantes na prisão apenas para “inglês ver”. Alguns safam-se como podem e chegam a secretários de Estado, ministros e primeiros-ministros, antes de se tornarem avençados das empresas do regime. Um ou outro mais manhoso recebe os dividendos e vai a “supremo magistrado da nação” com o ar mais sério deste mundo. Os restantes, os milhares que são miseravelmente pagos pelo que trabalham, que pagam impostos a tempo e horas, que não gozam de isenções nem planos especiais para escaparem às taxas gerais de tributação e assim pagarem menos, que depositam o seu salário, por vezes por imposição das entidades patronais, nos bancos que o regime acolhe e esta malta “gere”, são os que são sempre chamados a pagar as crises, a apertar o cinto e a sustentar os parasitas.
Não há nenhum português que não gostasse de receber um milhão de euros para resolver os seus problemas, pagar as dívidas (os que as têm), liquidar o empréstimo do T2 ao banco ou fazer a viagem da sua vida, sem que para isso tivesse que fazer alguma coisa ou ter algo mais do que um simples apelido.
Se têm horror a investigar de forma competente e atempada, se a Justiça não passa de uma miragem longínqua num país de cidadãos medrosos e acomodados, se tremem perante um nome, só têm uma solução para compensar todos os portugueses honrados que trabalham para cumprir as suas obrigações: criarem um imposto sobre a parasitagem. À falta de melhores ideias para se acabar com esta pouca vergonha, sempre seria mais sério, mais justo e mais equilibrado do que a criminalização do enriquecimento ilícito com a inversão do ónus da prova. E este seria um caso flagrante. Porque agora já ninguém tem dúvidas que daquilo que os portugueses pagaram, e vão continuar a pagar, pelos submarinos, uma parte acabou nas contas dos parasitas do regime ou a financiar campanhas políticas. E isto é ética e moralmente inaceitável, ofensivo da consciência colectiva e viola os mais elementares padrões de decência, justiça e respeito pela comunidade.

E depois não há direito que a justiça lance bombas atómicas sobre a democracia e que um símbolo de uma instituição que foi eleito por milhões esteja a ver o Sol aos quadradinhos.
Não me parece que esse seu símbolo da democracia tenha sido eleito por milhões, para enriquecer de forma aparentemente ilícita, através de alegados esquemas conjugados com empresas que se tornaram do regime, obtendo benefícios aparentemente ilegais e criando regimes legais especiais em seu próprio beneficio… ou foi?
O Engenheiro Alves dos Reis foi condenado, mas pelo arbustivo Oliveira, porque na 1ª república era a bandalheira igual a esta 2ª república.
Nada funciona e nada funcionava até 1933.
Afinal os arbustivos Oliveira e Cerejeira, eram topados por Mário Soares porque os dois eram colegas do progenitor, os três eram padrecas.
Daí Soares saber tanto, herdou os mesmos livros.
Num DN desta semana é que Soares explicou.
Apesar de concordar lembro que viver em democracia é bem mais exigente que viver numa ditadura salazarista. E por muito que se tenha andado, muito eleitor ainda não se capacitou que não há paizinho a aconselhar onde se deve votar; cada um assume as suas responsabilidades. E três bancas rotas depois já nem o painatal acredita que votaram(ou abstiveram-se) porque não sabiam