«A palhaçada fiscal»


jmmcc,

 

«The fiscal clown show continues. A few days after Congress and the White House agreed to raise the debt ceiling and cut spending, Standard & Poor’s has downgraded the United States of America’s credit rating from AAA to AA+.» É assim que começa um artigo no blogue Contrary Indicator assinado por Daniel Gross, editor de Economia do Yahoo! Finance, sob o título Is the U.S. Credit Rating a Victim of GOP Sabotage? (no qual se insurge contra a maioria republicana no Congresso).

Com efeito, “continua a palhaçada fiscal do show” que a Standard & Poors está sempre disposta a encabeçar para baralhar e dar de novo. A diferença, agora, é que os norte-americanos já não estão a falar do comportamento dos outros, mas sim das agências que têm dentro de portas e que eles se habituaram a alimentar e sobrevalorizar. Pode ser que ainda venham a alargar as vistas sem a cegueira de quem comanda os mercados mundiais, mas antes com o respeito que os outros devem merecer. É bom que o façam.

O risco, a prazo, é muito simples de enunciar: um dia, o Dólar regressa a casa e encontra o Renminbi com o roupão e os chinelos dele e instalado confortavelmente no sofá da sala.

 

ADENDA — Pequim já lamentou que os EUA tenham deixado cair o seu rating e ralhou com Washington, que se prepara para voltar a receber em breve o presidente chinês. É o renminbi a ganhar terreno, está claro.

14 comentários em “«A palhaçada fiscal»”

  1. Oh ….oh …oh !

    Brilliant minds . só agora é que se aperceberam daquilo que era previsível desde há muito …
    Mas quando os horizontes se ficam pela terrinha e pouco mais, não se tem a percepção do que se passa fora de portas …
    Lamentável é não terem percebido isto há uns mesitos atrás !

      1. Lá diz o povo na sua infinita sabedoria… mais vale prevenir que remediar !
        E, ou muito me engano , ou falta pouco para os ” monstros ” engolirem os seus criadores …
        P.S. monstros aka Rating Agencies !

  2. Quem trabalha, quem cria e quem conserva está no Pacífico.
    Quem gasta, vive do vício, vive no Atlântico.
    Lá como cá.

    O problema é que na Europa ficaremos mais inseguros.

  3. Palhaçada é este texto.
    Mais um de muitos textos que não “respeitam os outros”.
    Pois pelos vistos o dinheiro “dos outros” não interessa a não ser para enriquecer quem pede emprestado para sempre e sem limite.

    São assim a maioria da Esquerda e Direitas Socialistas.
    E quem vota neles tem os Governos e o País que merece.

    1. Não sei se V. não quis explicar-se bem ou se está convencido de o ter feito, mas sem sucesso, sobre essa coisa da «maioria da Esquerda e Direitas Socialistas». Se quiser, explique-se melhor, porque não deve estar a ver-me abrangido nessas suas classificações, pois não?

      Quanto à palhaçada, como a terminologia não é minha, remeto-o para o texto original que aqui citei e que V. parece não ter percebido: «The fiscal clown show continues.» ‘Clown’ é “palhaço”, meu caro, o que não serve para achar o meu texto uma palhaçada, ainda que tenha todo o direito de o achar assim.

      1. Direitas e Esquerdas Socialistas são as forças políticas que acreditam em viver do dinheiro dos outros – seja por impostos seja por dívida ou seja futuros impostos, sem limite e que baseam a estrutura de poder nessa corrupção legal. Ou seja o poder total de um Governo sobre a economia de um Povo.

        As palhaçadas certamente para abrangem a sua classificação no respeitante a este texto, para começar porque não apresenta argumento algum.
        Não “explica”.

        Pode começar por:

        A-Qual deve ser o rating para um país com 100% do PIB de Dívida Publica:

        B-Há anos não tem défice zero e mantém um caminho insustentável,

        C-Nos últimos não deixou de ter défices elevados.

        D-A estrutura de envelhecimento da população e os compromissos assumidos com essa parte da população.

        Depois pode começar por comparar o rating do Chile, Suíça ou outro país com as finanças controladas com o dos EUA, Portugal, Italia e dizer qual devem ser os respectivos valores.

        Já há muito que o rating dos EUA deveria ter sido reduzido pelas Agências(SP,Moody, Fitch) favorecidas pela regulação e pelo poder político.

        As outras como a Weiss já há muito que o baixaram. E Portugal já em 2008 deveria ser lixo.

        Mas provavelmente julga que os mais 30 mil milhões de dívida feitas pelo Governo PS desde 2008- e a partir de 2009 com cumplicidade do PSD – em seu nome não lhe dizem respeito.
        Ou seja acredita ainda hoje que aumentar a dívida é coisa boa.

        1. O que é que V. pode saber sobre aquilo em que eu acredito, se dá mostras de nunca ter andado por aqui a ler-me desde que o DO existe? Uma coisa, porém, lhe digo: não me indique o que eu teria de explicar, pelo simples motivo de que aquilo que eu queria dizer está perfeitamente dito e explicado. Como, aliás, se infere pelos restantes comentários.

          Em suma: V. discorda de algo que descobriu aqui e está no seu pleno direito. Por isso é que aprovamos o(s) seu(s) comentário(s). E fazêmo-lo com gosto; não precisa de ser desagradável, que só lhe fica mal e até me deixa indisposto, entendeu?.

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