Primeiro, ignorei. Depois, preocupei-me (estouvadamente e em abstracto).
Pouco depois, acossada, tirei-o do banco e meti-o no secreto caseiro, concebido ardilosamente desde a construção do refúgio, para os bules e os brincos de arrecadas.
A seguir, comecei a desconfiar da segurança do reservado (se aquele homem que vinha ler o contador da luz me rouba às descaras, o que não faria em manobras?).
Meti-o então, derrotada, no colchão, sentindo o peso, envergonhada, do retrocesso civilizacional.
(Avô, como te compreendo).
Dentro de muito pouco tempo posso não ter nada: nem para devaneios, nem para livros, nem para iogurtes, nem para patavina. E tenho (isso sim) a quem alimentar debaixo do meu tecto.
Guardei-o, como um filho.
E eis que amanheceu assim.
Amanhã vou às Finanças pagar os meus impostos.
Com isto.
É quanto vale o meu trabalho.
Devolvam-me.
Tudo o que gastaram sem minha autorização.


Excelente. Grande post.
Obrigada, João. (Espere lá, não me diga: – a sua nota também é igual à minha?!)
Sócrates está tão familiarizado e “expert” em vigarices e trafulhices que, quando morrer ( Se!!!) até S.Pedro o absolvirá ….por falta de provas !
Ele volta… ele volta…
palavra de bruxo.
Ó bruxo, faça aí uma cena qualquer para voltar a pôr os números nas minhas notas. E por favor não me diga que o homem é imortal!!
O “cara” é imortal ,não… Simplesmente, S.Pedro o enviará de volta para o inferno português… ….Sorte do “bicho”, nessa altura Portugal não terá mais verba pr’a alimentar caldeira d’agua a ferver!
….
Reza
Meu Deus, embora eu seja pecadora, com toda a humildade vos peço de e amparardes em meus trabalhos, em minha profissão, em meus negócios.
Senhor vós disseste: “Pedi e recebereis”. Com firme confiança em Vossa justiça e mesiricordia rogo V/ amparo, afastando as dificuldades, os obstáculos, os impedimentos de meu caminho.
Concedei-me, a felicidade de ver números sem fim… nesta nota que Vos apresento.
Rezar sete vezes ao dia (30) com a nota na mão direita um Buda na esquerda e voltada para Meca.
Quero o meu!!!
Bruxo, só você para me fazer rir agora ;))
“Tudo o que gastaram sem minha autorização.”
Mas tinham autorização. Na Constituição não existe limite ao poder económico dos políticos.
Não existe: Limite à Dívida na Constituição
Não existe: Limite aos Impostos na Constituição
Infelizmente os portugueses ainda não quiseram Republica na Economia. Ou seja Limites ao Poder que os políticos têm sobre esta.
Não, lucky, não tinham. Há um limite para a má gestão pública. Mas não nesta ‘banana republic’, claro.
Sem palavras…
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Mensais
Jorge Sampaio : 14.300€ + carro+telemovel +500€ por reunião.
Carla Morais: 12.500 +carro+Tmn+ 300 x reunião
Joao B. Serra : 12.500 +carro+Tmn + 300 x reunião
Manuel Alves Monteiro (vogal) 2.000 + 300 x reunião
Em resumo: 1,3 milhoes por ano em salários.
Como “isto” se manterá até 2015… lá vão 8 (OITO) milhões!!!
Acontece no Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15%….
Que vómito, AMendes… Poderia dizer-se que houve condições para isso num passado remoto. Mas o que qualifica essas práticas esbanjadoras como especialmente graves (e mais, culposas) é o facto de envolverem cidadãos que tinham a consciência plena do faraonismo despesista de que beneficiavam. Mas não: passivamente e sem uma palavra, embolsaram, quando tinham obrigação absoluta de se incomodarem com a desproporcionalidade dos proventos face às funções exercidas.
…” O facto de envolverem cidadãos que…”
Jorge Sampaio 500
Freitas do Amaral + 300 € x sessão
Adriano Moreira + 300
Eduardo Lourenço + 300
Pode imaginar quantas sessões serão necessárias, só para chegarem á conclusao de quantas sessoes deverão “ssessear”
Por essas e outras, estamos nesta secessão…
Espere lá, AMendes: essa folha salarial é do CC Vila Flor?
A minha e\’ clone da sua. Bj
É que, se não, tinha de me ensinar o segredo. Ai tinha, tinha! 🙂
Mas posso ensinar outros segredos… 🙂
Do mesmo foro? Sim, please! Mas se for cozinha chinesa, não!!! Detesto 😉
Se tivesse lá algum trocava-o por francos-suiços. Não sei se me valeria de alguma coisa – mas a ilusão é a última a morrer…
A Suíça (cofre forte do pós 25/4 para muitos, afianço), foi chão que deu uva, André…
Parece que os gregos transferiram para lá, desde que o FMI chegou, uma quantia exorbitante que dava p’ra lhes acabar com o défice. Muito capital continua a ser plantado naquele chão. A minha conta de 4 dígitos não dá para essas extravagâncias…
Sortudo…. Conta de 4 dígitods hein?!
1234… Bem se contar com os cêntimos, dá para o 5.º e 6º dígito. Sortudo?! Por acaso ainda não vi a chave do totoloto de 4.ª feira…