A Misericórdia dos Mercados


fiodeprumo,

 

A MISERICÓRDIA DOS MERCADOS

Nós vivemos da misericórdia dos mercados.

Não fazemos falta.

O capital regula-se a si próprio e as leis

são meras consequências lógicas dessa regulação,

tão sublime que alguns vêem nela o dedo de Deus.

Enganam-se.

Os mercados são simultaneamente o criador e a própria criação.

Nós é que não fazemos falta.

A 21 de Fevereiro chegará às livrarias “A Misericórdia dos Mercados”, o novo livro de Luís Filipe Castro Mendes.
Sou, de há muito, uma leitora compulsiva de poesia. A leitura da de Castro Mendes vem de muito antes de o ter pessoalmente conhecido. E, se em muitos casos, conhecer o autor é uma desilusão, aqui foi o contrário. A imagem que, durante muitos anos, dele construí não se afastou muito da que encontrei.

“A Misericórdia dos Mercados” será apresentado no dia 22 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim, num evento inserido na 15ª edição das Correntes d’Escritas.

No dia 25 do mesmo mês serão Fernando Pinto do Amaral e Nicolau Santos a apresentá-lo em Lisboa, na livraria Barata, pelas 18:30.

Não estarei em Portugal na primeira apresentação, mas se o avião não falhar, não faltarei à de Lisboa! 

3 comentários em “A Misericórdia dos Mercados”

  1. O livro está à venda? no mercado?! Ora bolas o Luís Filipe Castro Mendes não pensa nas pessoas?

    Deve ser um livro bom para o Artur Baptista da Silva…

    1. “Os mercados”, personagem da nossa História recente, designam os actuais mercados financeiros transnacionais que dominam os Estados e as economias, os governos e os investidores. Não se refere ao conceito de “mercado”, que o velho Adam Smith hoje não reconheceria.

    2. Adam Smith, visita
      da casa da minha avó,
      acharia bem esquisita
      esta finança sem dó!
      Adam Smith diria
      com uma cara de tédio:
      “a licença dos mercados
      não faz o livre comércio,
      nem as especulações
      são Riqueza das Nações.”
      Mas o Adam é careta
      e queria regulação…
      Para ele bola preta
      e para nós reinação.

      Luís Filipe Castro Mendes, parafraseando Ary dos Santos

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