A minha candidata na Catalunha


Pedro Correia,

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É Inés Arrimadas, líder regional do Cidadãos – o partido mais bem colocado nas sondagens.

Se eu lá votasse, não tinha a menor dúvida em entregar-lhe o voto na próxima quinta-feira.

32 comentários em “A minha candidata na Catalunha”

      1. “Entregava-lhe o voto e não só” “”Regressarei ao tema”….mas sobre que diabo falam?

  1. Discordo.
    Acho que a posição correta sobre o conflito catalão foi a assumida pelo Podemos: que (seja isso inconstitucional ou não seja – a Constituição pode ser modificada, se necessário) os catalães devem ter o direito de votar sobre a sua independência.
    Os Cidadãos negam esse direito e querem usar a força sobre os independentistas. Eu discordo totalmente deles.

      1. Vai a votos sob a sigla Catalunya en Comú-Podem. É a candidatura pela qual torço. Pelo menos na questão da independência, é a que tem uma posição razoável, sensata.

        1. Isso não é Podemos. É uma mescla de vários agrupamentos. Uma “confluência”, como eles dizem. Nem carne nem peixe. Aliás o líder do Podemos catalão foi corrido há menos de um mês por discordar desta coligação eleitoral.

    1. a Constituição pode ser modificada, se necessário

      Vou registar esta para mais tarde o lembrar das suas próprias palavras — quando for necessário limpar a Constituição do socialismo forçado para passarmos a ser uma meritocracia e um país livre.

      1. Os mesmos que andaram estes anos a gritar “ai, Jesus”, clamando pelo tribunal constitucional a propósito de tudo e de nada, acentuando que a lei fundamental portuguesa é “intocável”, são os primeiros a dizer que a Constituição espanhola pode ser desrespeitada ao sabor de conveniências políticas ou partidárias do momento. Como se fosse papel molhado.
        Enfim, é a habitual “coerência” de geometria variável.

      2. limpar a Constituição do socialismo forçado para passarmos a ser uma meritocracia e um país livre

        Sem dúvida, estou totalmente de acordo consigo quanto a estes objetivos.

        1. Alguém me pode explicar no quê a Constituição portuguesa é ou continua a ser um obstáculo ao progresso? Não são os textos constitucionais que objectam ao bem agir, à justiça, dos governantes ou cidadãos. Mas sim, aqueles que abjectamente se servem das leis, ou de ideologia, para justificarem a sua forma imoral de agir.

          1. Nem é a portuguesa nem é a espanhola. Espanha vive o maior período de paz, progresso e prosperidade da sua História desde a vigência da Constituição de 1978.

          2. Nem mais. Assim como Portugal e a Europa. E quem sabe, o mundo desde os T-Rex.

          3. A Constituição contém muitos elementos que ultrapassam o carácter de uma lei fundamental e protege o aparelho de Estado e mostra alguma resistência a novas formas de organização social — o modelo social-democrata do final século XX está esgotados e todos temos evidências disso. A ausência de perspectivas de futuro para jovens e adultos até aos 50 anos é o maior sinal disso. Nem todos temos casas para alugar a turistas como os comentadores de Esquerda, nem todos temos casas em Lisboa para vender 8x mais caras do que o empréstimo que pedimos ao banco como os amigos dos socialistas.

            A cosmética da Geringonça apenas está a garantir lugares para os seus para o próximo embate daqui a 5 ou 6 anos. O que impediu a reforma essencial do Estado para uma economia livre e versátil em 2011 — mudança que os Portugueses até votaram maioritariamente nessa altura e contra todas as expectativas em 2015? Estávamos todos enganados?

          4. Protegendo o Estado, protege o cidadão da arbitrariedade das forças sociais mais fortes. Protege também os Serviços Sociais, fundamentais num país pobre como o nosso (acesso à saúde, à justiça, segurança, por exemplo)

            O problema do desemprego deriva da globalização selvagem e de não ter sido precedida por uma homogeneização das regras laborais (privilegiou sobretudo os países mais desenvolvidos, ou paradoxalmente, aqueles com menos forças sociais activas, a exemplo dos regimes autoritários asiáticos, onde a Ideia de Direitos Sociais e Humanos nunca tiveram grande escola). Para não falar da revolução tecnológica…e do desemprego tecnológico

            Quanto à Social Democracia não entendo como pode estar ultrapassada. O que existe aí de melhor? Ela foi ,isso sim atraiçoada, pelos partidos/políticos sociais democratas, às forças económicas que pretendem acabar com o Estado (veja-se a crise bancária de 2008; paraísos fiscais…).

            O que podemos dizer sobre a fraqueza do nosso Estado é que ela surge não da imperfeição da lei mas da incompetência e porosidade moral de quem a deveria cumprir. Fragilizando o Estado aumentaria-mos ainda mais a influência dessa gente e a sua corrupção….a revisão deve começar nos valores que nos guiam

      1. Pena ser só o tempo que nos passa….

        Pedro, a bem dizer, apenas o amor resiste ao tempo. O amor não passa com ele….resiste ao espaço, pela distância, e ao tempo, através dos anos….abençoado que sou por ter casado com quem casei….uma sorte do caraças

    1. A sondagem mais credível é a do El País. Essa que indica, de qualquer modo, indica que os separatistas todos somados recuam dois pontos percentuais e perdem a maioria no parlamento catalão.

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