Já ouviram falar na história da Praia de Messejana?
Para situar os leitores sem os mandar ir ao Google, Messejana é uma bonita freguesia do interior do concelho de Aljustrel, no distrito de Beja. A Praia de Messejana será provavelmente a piada mais recorrente do Baixo Alentejo, pois sendo antiga, ainda hoje se usa. No entanto, os contornos da história da dita praia são algo nebulosos. Uma pesquisa na Internet – onde se encontra de tudo – levou-me aqui, e a versão que li coincide com aquela que conheço, e que agora vos conto:
Quando Brito Camacho, natural de Aljustrel, foi nomeado ministro (do Fomento, segundo a Wikipedia, e não primeiro-ministro), os messejanenses começaram desde logo em arranjar forma de aproveitar o facto de terem um conterrâneo em tão elevado cargo. Quando o ministro se deslocou à aldeia de Messejana, foi recebido pelos ilustres da terra, que lhe colocaram as suas reivindicações – muitas e, ao que parece, algo despropositadas. Até que Brito Camacho, mordaz, decidiu perguntar aos ilustres messejanenses se, para além de tudo o que tinham acabado de pedir, não quereriam também uma praia. Não compreendendo a ironia, a resposta foi imediata, e de antologia: arranje lá a água, que a areia arranjamos nós!
Também há a história de quando os messejanenses descobriram as bananas, que tantas vezes ouvi contar em miúdo, mas essa fica para outra ocasião. Adiante. Hoje, quando deparei com esta notícia no Público, não pude deixar de pensar na famosa Praia de Messejana. E nas voltas que o mundo dá: quando os messejanenses pediram praia, deixaram todo o Alentejo a rir à gargalhada; mas quem vai agora a banhos são os mangualdenses.
(Para Messejana e Mangualde, duas terras de grande beleza, um grande abraço.)

E não terá umas rotundas espalhadas por lá?
Na praia, ou em Messejana? É que em Viseu já as há de sobra 🙂
O que era importante era prever já um troço de TGV para a Messejana e outro para Mangualde, ambos com ligação a Madrid. Diz-se que os espanhóis têm muita vontade de ir a banhos.
Ora aí está uma grande ideia. Há que falar nisso ao Ministro das Obras Públicas.
Deliciosa, a ironia deste teu texto, caro João. Fizeste-me sorrir várias vezes ao lê-lo.
Obrigado! Dada a notícia que mencionei e a história que me ocorreu, este texto escreveu-se praticamente sozinho 🙂
Sugiro o aprofundamento da questão, pois tanto quanto sei a tão falada praia, originalmente, seria para Aljustrel e não para Messejana. Não sei como, mas parece-me que quando os aljustrelenses cairam neles descartaram-se da situação, “empurrando-a” para Messejana. Aliás, Brito Camacho era de Aljustrel.
Teremos uma nova situação em Mangualde?
a seu comentario é o correto pois foram os aljustrelenses k tudo queriam,que esistiam em messejana “cambra municipal,posto de gnr “emtre outras coisas que nao haviam no coselho, menos a preia que nos foi oferecida….
Resta saber a veracidade da historia. São tantas que eu já lhes perdi a conta. Eu sou de Messejana e ainda não consegui descobrir a verdade.Aqui se aplica a célebre frase: ” Quem conta um conto….aumenta um ponto”
Pois a menina ou sra se é de Messejana deveria conhecer a história da praia que os Aljustrelenses queriam, quando foram alertados para a parvoíce que estavam a reclamar, enviaram-na para Messejana para fazer pirraça pelo facto de Messejana ter perdido o concelho, Messejana nunca quis tirar o conselho a Aljustrel, antes pelo contrário, apenas queria manter o seu conselho dado que era o conselho maior e mais desenvolvido na época, pesou o facto de ser preciso acabar com um destes, Aljustrel. ou Messejana, e a vitória pertenceu mais a quem na altura era sr das minas, claro que a população de Messejana não gostou, por esse facto, de Messejana ninguém trabalhou nas minas durante muitos anos.
Pois a menina ou sra se é de Messejana deveria conhecer a história da praia que os Aljustrelenses queriam, quando foram alertados para a parvoíce que estavam a reclamar, enviaram-na para Messejana para fazer pirraça pelo facto de Messejana ter perdido o concelho, Messejana nunca quis tirar o conselho a Aljustrel, antes pelo contrário, apenas queria manter o seu conselho dado que era o conselho maior e mais desenvolvido na época, pesou o facto de ser preciso acabar com um destes, Aljustrel. ou Messejana, e a vitória pertenceu mais a quem na altura era sr das minas, claro que a população de Messejana não gostou, por esse facto, de Messejana ninguém trabalhou nas minas durante muitos anos.
Diz-se inclusive que quem ficou encarregue de obter a areia fez várias viagens ao Litoral Alentejano para carregar camiões. Ficou a faltar apenas a água.
100% messejanense( baeta)
Fica apenas o reparo que o Messejana é Vila, com Carta de Foral datada de 1512.
Eu sempre ouvi contar assim, a género do que está explicado no post: que era um ministro ou vereador ou o raio, enfim, alguém com poder, natural de Messejana e que até era bastante acessível e compreensivo. Só que cada vez lhe iam pedindo mais coisas: escola, parque infantil, posto da GNR… E nunca estava satisfeitos, havia sempre mais a pedir.Então, já um pouco saturado, ele terá dito “Mas afinal?? Vocês não querem também uma praia??” (no sentido em que já que pediam tudo, no sentido em que se diz “Não queres também rabo lavado com água das malvas?”) Até aí acredito que terá sido verdade… Depois andarem a acarretar areia e isso tudo é que acho que já é piada…
São Martins, era o Dr Brito Camacho que foi ministro na época, ele era natural de Aljustrel, não foi ele que se deslocou, mas sim uma comitiva de aljustrelenses que se deslocaram a Lisboa e foi aí perante tantos pedidos que ele ofereceu se queriam também uma praia.