Lembrei-me do que anotei há tempos aqui. Não tanto pela importância isolada do caso, mas porque mostra bem o que podem ter de mesquinho os excessos de um ditador. Não admira que Mubarak esteja a sentir tanta dificuldade para largar o poder que tem há 30 anos.
A mesquinhez do ditador
jmmcc,

Fizeste muito bem em lembrar isto, compadre. É também nos pormenores – ou sobretudo nos pormenores – que se avalia um ditador.
É o que eu acho, compadre: os tiques dizem-nos tudo.
o problema é que ele não tem a quem deixar o poder. Quando ele sair vai ser mesmo o caos!!!
é o principio..
Não era para deixar o poder ao filho? À esquerda e à direita, as repúblicas dinásticas estão muito em voga. Como os profetas da desgraça, que preferem sempre a manutenção carinhosa e acautelada dos ditadores.
Confesso não entender como podem continuar a intitular-se ‘repúblicas’ os países em que o poder é transmitido, sem eleições, de pai para filho. Países como a Síria e a Coreia do Norte. A Líbia vai pelo mesmo caminho. Ia sucedendo o mesmo à Roménia do Ceaucescu e ao Egipto do Mubarak. E também no Iémen. E no Iraque do Saddam.
É um fartote. E depois vêm os vesgos que vivem longe desses regimes alertar-nos para o aqui-d’el-rei-que-podem-aparecer-os-papõe s.
Esses vesgos, como são republicanos, deviam gritar aqui d’el presidente.
Eheh…