A ‘ménàge à trois’ parlamentar


jmmcc,

Portugal desceu de 41.º para 46.º lugar no Global Gender Gap Index, estudo que avalia a igualdade/desigualdade entre homens e mulheres em 134 países. Esta é a primeira vez nos últimos três anos que há uma descida na pontuação portuguesa.

No quadro geral das conclusões, o ranking – apresentado hoje em Nova Iorque durante o Fórum Económico Mundial – incide em quatro pontos essenciais. Nestes, Portugal atinge a igualdade de géneros nas profissões técnicas, também no acesso ao ensino secundário e superior e ainda na esperança média de vida; mas recuou no ponto respeitante à participação de mulheres na vida política (designadamente, na vida parlamentar).

Portanto, nesta matéria e para já, face à participação parlamentar feminina que resultou das recentes eleições, as coisas não estão brilhantes. A "lei da paridade" (eufemismo pelo qual é conhecida a lei da ménàge à trois que obriga a haver uma mulher para cada dois homens) afinal foi só fogacho. Como muito boa gente adivinhava, aliás.

11 comentários em “A ‘ménàge à trois’ parlamentar”

  1. Então mas esse estudo foi feito por americanos??? É que se foi, tem hormonas…! Agora a serio, acho patético ter de se fazer uma lei, para meter mulheres no Parlamento. Então onde fica a capacidade intelectual? A ex-ministra da Educação, Lulu, estava incluída no pacote?

  2. Zapatero formou um Governo paritário em Espanha em 2004. E formou outro Governo paritário em 2008. Sócrates formou um Executivo em 2005 com apenas duas ministras. Entretanto obrigou por lei, na última legislatura, todas as forças políticas a apresentar pelo menos 1/3 de candidaturas femininas em todos os círculos eleitorais. Esqueceu-se, ele próprio, de atribuir essa quota mínima ao Governo que acaba de formar: cinco ministras num total de 16. Ainda pensei que as habituais feministas de serviço – começando pelas do PS – saíssem a terreiro a protestar contra este incumprimento das ‘quotas’ no Executivo rosa, mas parece que ficaram muito satisfeitas. Ainda bem.

  3. A relação insidiosa entre o fogacho eufemístico e…

    A paridade parlamentar
    qual “ménàge” tripartido,
    é fogacho para despistar
    um equilíbrio desmentido.

    Afunda-se a desigualdade
    no meio de eufemismos,
    sendo uma dura realidade
    de ignóbeis endemismos.

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