10 comentários em “A luz ao fundo do túnel”

  1. Caro Pedro Correia,

    Eu tinha algum cuidado com os “foguetes” ou o fim do túnel.

    É óptimo que a taxa de juro no mercado tenham baixado para menos de 5%, mas o problema de fundo que o País tem, o problema estrutural das contas públicas, necessita não que a taxa seja menos de 5% mas que NÃO tenhamos necessidade de recorrer a esses mesmos empréstimos.

    O que quero eu dizer com isto? Que enquanto não tivermos superavits orçamentais, que permitam a redução efectiva da dívida, apenas estamos a adiar um problema.

    Já agora, boas notícias e eventualmente um pequeno cintiliar ao fundo do tunel será isto (a ser verdade):

    http://desviocolossal.wordpress.com/2014/01/21/quao-estrutural-e-a-correccao-do-defice-externo/

    1. Caro Carlos:

      Foguetes, nenhuns. Longe disso. Quem quer que lance foguetes neste momento é irresponsável.
      Mas luz ao fundo do túnel, sim. Porquê? Porque esta quebra consistente das taxas de juro em todos os prazos – com destaque para a queda dos juros dos empréstimos a dez anos abaixo da chamada “barreira psicológica” dos 5% – parece afastar de vez o famigerado cenário do “segundo resgate” com que fomos bombardeados, dia após dia, durante todo o ano de 2013 por geniais comentadores políticos e económicos, que nunca se enganam e raramente têm dúvidas.

      1. Caro Pedro Correia,

        Eu tenho bastante receio de alguma “intoxicação” que exista pelo evitar do tal segundo resgate. Se, em termos formais, o evitar de um segundo resgate é importante, ao demonstrar a nossa capacidade em atingir um certo número de objectivos, já em termos reais a diferença será mais reduzida – com a eventual agravante que, com um afrouxamento da supervisão externa, caiamos rápido de mais nos maus hábitos que aqui nos trouxeram.

        Como se calhar se lembra de outros comentários meus no Delito, não sou grande admirador da nossa Ministra das Finanças mas tive, no outro dia e com todo o gosto, de lhe tirar o chapéu por ter chamado os bois pelos nomes: o fim da presença da Troika (com ou sem programa cautelar) não representará uma melhoria imediata da chamada austeridade. Essa é para manter e muitas das perdas de rendimentos e regalias (até algumas que foram chamadas de temporárias) serão permanentes, porque o Estado, de facto, não tem capacidade para manter a situação tal qual.

        1. Meu caro: não me parece, de forma alguma, que a supervisão europeia vá afrouxar. A regra do equilíbrio orçamental vigente na zona euro assim o determina. E nós, portugueses, saberemos aprender com os erros de um passado recente. Nenhum de nós quer voltar a uma situação destas.

          1. Só me resta responder que espero, com toda a sinceridade, que esteja correcto e eu errado.

  2. PPCoeho que se cuide:

    À oposição aumentará o tom critico , na mesma proporção da intensidade da luz no fundo do túnel…

    E tuneis há muitos! …

    1. O “pacto de responsabilidade” agora anunciado pelo Presidente francês serve de mote a Seguro, um dos seus maiores admiradores da cena política europeia. O PS não pode ter um discurso muito diferente: só na ficção de Saramago é que a Península Ibérica se tornou uma ‘jangada de pedra’, separada do resto do continente.

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