Isto é a Lisboa de Medina, mas muitíssimo mais é a Lisboa de quem antecedeu Medina. Antes de Medina era muitíssimo pior. Os passeios eram totalmente descurados. Os peões que se lixassem. Os passeios eram para os automóveis. Medina pode ser mau, mas quem o antecedeu era muito pior.
Pois, referia-me a António Costa e aos outros antes dele. Foram todos muitíssimo piores para os peões do que Medina. Acho bem que se critique Medina, mas Medina foi de facto o primeiro edil a procurar melhorar minimamente a sorte dos peões em Lisboa. Multando carros estacionados em cima dos passeios, colocando pilaretes, melhorando os passeios pela colocação de pavimentos antiderrapantes, e eliminando a calçada em muitos casos.
Encher de pilaretes os passeios de Lisboa – algo inexistente na maioria das capitais europeias – tem também imensas contra-indicações, desde logo no plano estético. E confirma a incapacidade da câmara em fazer cumprir a lei.
Encher de pilaretes os passeios de Lisboa tem também imensas contra-indicações
Eu confesso que não vejo contra-indicação nenhuma. As supostas contra-indicações estéticas são conversa balofa de automobilistas que querem que não haja pilaretes para poderem continuar a estacionar em cima do passeio. Inventam contra-indicações estéticas, mas as suas reais motivações são outras.
Na rua cuja imagem aparece neste post, se houvesse pilaretes o carro não estaria lá, os peões poderiam circular à vontade, e a estética da rua estaria muito melhor do que com aquele mono ali colocado. Os pilaretes não prejudicariam absolutamente ninguém, a não ser os automobilistas infratores.
Balio, os pilaretes são horrorosos. E quanto mais estreitas as ruas mais inestéticos se tornam. Em Alfama parecem uma piada de mau gosto. Mas num ponto concordo consigo, acabam por ser um mal menor. Algumas ruas eram intransitáveis para os peões antes da instalação dos pilaretes.
Eu Alfama não conheço (há décadas que não ponho lá os pés). Mas conheço, por exemplo, a Rua do Passadiço. É estreita e tem passeios estreitíssimos. Com pilaretes. São horrorosos, sim. Mas oferecem segurança aos peões quando um carro passa por eles. E impedem o que havia antes deles, carros estacionados totalmente colados às casas (para deixarem passar outros carros a circular ao lado) que os peões tinham que contornar. A Rua do Passadiço hoje não está muito bonita. Mas dantes (eu ainda me lembro!) estava 100 vezes pior, muito mais feia, muito mais desordenada, muito mais insegura. Mesmo numa rua estreita, muito estreita, e com passeios ainda mais estreitos, é melhor ter pilaretes do que não os ter.
Já vi estrangeiras a tirar fotografias aos pilaretes todas entusiasmadas.
Concordo perfeitamente. Por um lado fala-se muito em mobilidade por outro colocam-se pilaretes para que se tenham de mover bem os olhos porque num olhar em frente podemos encontrar mais depressa o chão. Há sim uma grande dificuldade em fazer cumprir seja o que fôr.
Nem mais.
Leopedro veja fotografias dos anos 67/77 com os automóveis quase dentro da casa das pessoas. Então na baixa de Lisboa era um pandemônio por falta de parques de estacionamento. O automóvel da imagem é de algum político/simpatizante do governo ou câmara? Bem se for temos novela, se não for pode haver ingerência na vida particular do proprietário que pode muito bem ter estacionado assim por qualquer razão autorizado pela polícia. Vamos todos, pela matrícula, ver a quem pertence o carro….deus queira que seja do cabrita ou de quem o apoiar.
Você engatou mesmo a marcha-atrás… Não quer recuar ao tempo das carroças em defesa do seu querido autarca?
E qual é o problema da matrícula num carro que obriga deficientes e mães ou pais com carrinhos de bebés a abandonar o passeio e descer ao asfalto? Estrago a reputação do prevaricador? Que pena…
Este é um dos motivos por que Portugal não segue em frente. Aparece sempre alguém a defender quem abusa, transgride e prevarica usando o espaço público como coutada privada.
E os pilaretes (curioso termo, diria alguém) no alcatrão, também são porteiros?
Porreiros, claro.
Alguns participantes nesta caixa de comentários talvez gostem de sentar-se em cima deles, em momentos de maior cansaço.
quiçá
Lisboa do Medina? Parece-me um comportamento liberal, afinal quem é o estado/câmara/junta para dizer ao livre cidadão onde pode ou não estacionar o veículo?
Os passeios de Lisboa estão pejados de carros estacionados.
Talvez isso seja assim no bairro (de Alvalade) onde o Pedro Correia mora.
No bairro onde moro, e na maior parte dos bairros que normalmente percorro, isso não é assim. Há bastantes carros mal estacionados, mas geralmente não em cima dos passeios.
Deves morar no mesmo bairro e na mesma casa do teu heroi o toino abrilio das alheiras de Chelas,com a bófia á porta não há popós em cima dos passeios nem em frente de portas de casa nem garagens! Tu não sabes,mas é kisto do xuxalismo inté tem algumas vantagens…
E mais pejados ficarão ainda (se de todo isso for possível). Há sem dúvida abundante comodismo e simples má-educação na origem desse estacionamento sobre os passeios. Dele e do estacionamento em segunda fila. Há casos penosamente flagrantes disso. Mas há também décadas de ausência de urbanismo digno desse nome, de construção civil de absurda densidade e imparável em qualquer fragmento de terreno disponível, de dolosa metódica e deliberada desconsideração (só pode ser isso) do automóvel, seja em projecto seja na sua concretização; décadas de ausência de uma rede de transportes públicos que supra com um mínimo de realismo as necessidades de uma população expulsa da cidade quanto ao seu domicílio, mas forçada a frequentar a cidade para trabalhar. Sobre tudo isso, há uma empresa municipal (há muitas, por esse país) criada para, sendo-lhe conferidos poderes de polícia (!), multar, gerar receita e dar emprego conveniente. E modernos, muito modernos parques de estacionamento. Com doce música ambiente. E com preços de verdadeiro insulto a quem pretender mais do que uns poucos minutos de parqueamento.
Medina veio dar um toque adicional de sadismo (para gáudio – e voto, seguramente – da parte da população que se pode dar ao luxo de ser politicamente correcta e pensar de acordo com o cânone alegadamente certo do tempo presente), cuspindo reforçada e descaradamente no rosto de quem paga já tanto imposto (desde logo e de forma directa, imediata, o quarto mais relevante em termos de receita do estado): o automobilista. Fê-lo, e continua a fazê-lo, enchendo a cidade de ciclovias absolutamente desertas, dificultando mais ainda o estacionamento, cortando faixas de rodagem em vias já frequentemente congestionadas, criando o caos onde o absurdo das cargas e descargas perfeitamente desregradas “apenas” criava “dificuldade adicional” num trânsito já sem mais tão difícil. Um paraíso para, mais do que bicicletas, as potencialmente assassinas trotinetas e seus largamente asselvajados, cretinos e irresponsabilizáveis – verdadeiramente inimputáveis – utilizadores (sempre, sempre, eles as vítimas, claro). Tudo isso repetindo à náusea o mantra da cidade sem carros, sem se preocupar (o seu motorista terá essa tarefa, em todo o caso bem simplificada pelo estacionamento reservado para os veículos oficiai) minimamente com o facto da cidade funcionar muito mal com automóveis e ser impraticável sem eles.
Que fácil é matar um debate desconsiderando logo a inteligência da outra parte… Mas tu és então desses que urinam na rua (há muitos da tua laia, há). Aposto que também escarras para o chão, com elaborados efeitos sonoros, e quanto a lixo temo que a minha imaginação não alcance as “proezas” de que és capaz. Um magnífico exemplo de civilidade. Um importantíssimo grupo eleitor.
Vota PS!, pois claro.
Ilegal…isso é termo sem valôr cá na terreola! Tenho o passeio e a garagem da minha casa bloqueada com carros dis vizinhos á frente há 5 anos nem consigo entrar em casa nem sair com a minha mãe com 86 anos em cadeira de rodas. Ao pedir aos vizinhos para não estacionarem em cima do passeio,em frente da porta de casa e em frente da garagem ameaçaram-me de morte! Contactei a policia várias vezes e nunca fizeram nada e ainda me ameaçaram tambem! Contactei camara municipal e juntas de freguesia e recusaram fazer algo contra os infractores! Cães á solta nas ruas atacar e morder pessoas,contactei todas estas entidades acerca disto e recusaram resolver tambem esta situação. Tipos da construção civil sem capacidade para tal destruiram-me a casa em vez de restaurar e depois ainda me assaltaram a casa,queixei-me á policia e depois queixa formal e a bofia nojenta e a nojeir do ministerio publico em vez de ajudar ainda defenderam o criminoso. É isto este portugal podre e este povo cobarde labregão nojento. Enviem-me um email e envio-vos dezenas de fotos com passeios e portas de garagens tudo bloqueado com carros em cima e em frente que fotografo há anos,é espectaculo unico no mundo! E isto apenas nas zonas da linha de Sintra,mas é o mesmo no resto do país! Os portugueses são os maiores canaljões e violadores dos direitos humanos do mundo! É o socialismo e a social democracia podres que reinam aqui há 47 anos que educaram este povo reles a agir desta forma. Ass: Basilio xuxa zog vira casacas direitalho esquerdalho das hortas de Sjntra
um comportamento liberal, afinal quem é o estado/câmara/junta para dizer ao livre cidadão onde pode ou não estacionar o veículo?
De facto, o liberalismo deve ser mesmo isso: ausência de leis, estado semi-selvagem, cada um faz o que quer e os outros que se lixem. Pode-se estacionar em cima do passeio, pode-se estacionar bloqueando a saída de outros carros, pode-se estacionar tapando portas de casas ou de garagens. É isso, certamente, o liberalismo. Liberalismo é também cada um poder livremente esburacar os pneus de carros mal estacionados, como eu em tempos me dediquei a fazer. Nalguns casos até esburacava não somente um mas mesmo dois pneus, para ter a certeza de que o liberal que ali tinha deixado o carro nem com pneu sobressalente se safava.
O anonimismo é o liberalismo dos totós. Gajos como tu.
Se o carro vai a 200 à hora, ai que del rei. Se o carro está parado,está mal. Já vi que você quer imitar a DGS e obrigar os automobilistas a ter comportamentos saudáveis. Eu pensava que as multas eram suficientes mas pelos vistos… Mas pensando bem era capaz de resultar. Recolher obrigatório nas autoestradas a partir das 23 horas. Proibido estacionar em cima dos passeios a partir das 19 horas de sexta feira até às 5 horas de segunda feira. E se quiser entrar dentro do carro tem de mostrar a carta de condução a um empregado qualquer. Tem razão, a malta não se sabe comportar, é mesmo estúpida, isto de cada um pensar pela sua cabeça tem de acabar, não há nada que chegue a um querido líder.
Depende sempre da densidade populacional. É só ir no verão a qualquer cidade de praia e não vê só um, vê centenas mal estacionados, a incomodar outros, e também de matrícula estrangeira. Infelizmente não somos só nós.
Claro que não, claro que não. Falta de respeito de quem estaciona, Incapacidade de fiscalizar de quem deve. Mas por vezes há algo mais que incapacidade. Na rua que ligava a av do colégio militar ao Colombo, na semana das festas da freguesia o passeio estava cheio de carros, obrigando a circular na estrada, estrada essa onde nao se anda devagarinho. A polícia disse que era festa, nao podiam multar. Na Fig da Foz os polícias assumem nao poderem multar, especialmente se for matrícula estrangeira. Na rua onde trabalho no Porto, a emel lá do sítio nao falha, sempre em cima, mas já carros estacionados em raias ou lugares reservados estão seguros.
Dir-se-ia de facto que sendo a questão uma constante em meio urbano, Lisboa é um caso especialmente calamitoso no que ao estacionamento respeita. E sê-lo-á também pela inactividade ou, digamos, peculiarmente selectiva actividade da polícia. E evidentemente pelas prioridades camarárias. No bairro em que habito, estende-se tentacularmente o longo braço da EMEL: gerar receita, sempre receita e mais receita, ainda que a pretexto de disciplinar o estacionamento. Mas a não mais do que centenas de metros dessa tão desvelada preocupação dos poderes públicos (centenas de metros por enquanto), sempre decerto zelosamente fiscalizada, punindo-se diligentemente o infractor, numa rua – um estreito arruamento “sem saída” – destinada apenas ao acesso a garagens de um conjunto de edifícios, onde dois carros se não cruzam, e a manobra de entrada e saída de garagem é bem dificil, se um outro estiver parqueado, um arruamento onde as bermas estão pintadas de um e outro lado a amarelo, arrumam-se carros em perfeita impunidade e cortando descaradamente ângulos de manobra. Telefonemas, mensagens de “email” para a polícia, a junta de freguesia, a câmara municipal nem acusação de recepção produzem quanto mais actuação. Os tais traços amarelos já mal se vêem (todavia repintados há pouco tempo; de alta qualidade a tinta empregue, sem dúvida). A mais elementar sinalização vertical – de necessidade tão evidente que a questão nem seria colocada se governasse a cidade gente de elementar honestidade, pois inteligência nem ali é necessária para perceber a sua aplicabilidade – nunca foi colocada. Usualmente duas vezes por ano a polícia municipal visita a rua e bloqueia ou reboca os carros por lá estacionados: azar dos que lá parquearam nesse dia. Seguem-se dois três dias de civilizado acesso e circulação por ali. Depois há a reconfortante certeza de que tão depressa, pelo próximo semestre pelo menos (mais semana menos semana), a impunidade será total. Em termos de gestão de risco, ali como em tantos lugares, vale muito a pena prevaricar! O cidadão obediente, civilizado, que até se endividou adicionalmente para ter uma habitação com garagem (sem dúvida sinal de burguês enriquecimento a punir social e fiscalmente), que se especialize na arte de manobrar o carro à exasperação. As “autoridades” têm mais que fazer.
Esqueci o caso de uma rotunda abaixo do Dragao, em dia de jogo é estacionamento. O autocarro é que não consegue circular a mesma, mas isso não afecta a polícia
Também me parece que agora está melhor, mas sem dúvida à custa dos horrorosos pilaretes. Alfama parece um bairro punk, com tantos picos de ferro nas ruelas estreitas. E num bairro com entrada condicionada o problema do estacionamento ilegal não deveria existir. Na zona onde moro agora não há muito esse problema, talvez por as estradas permitirem em geral o estacionamento de ambos os lados. Mas lembro-me de atravessar a Rua da Penha de França com as crianças e de ter de caminhar pela estrada. O meio metro de passeio estava sempre totalmente ocupado por automóveis.
Já me irritei tanto com esta questão… E também já discuti muito na rua por causa dos passeios impedidos. Acabei por mudar de trajecto para salvaguardar a minha saúde mental, porque discutir com estranhos todas as manhãs não é saudável. 😉 Em muitos casos os automóveis são dos moradores. Simplesmente não há espaço para para acomodar um (ou dois) automóveis por apartamento. Zonas como a Graça, a Penha de França, Bairro das Ilhas, Bairro de Alvalade, as ruas não são suficientemente largas para permitir o estacionamento, e o passeio está mesmo ali. E como há alguns a fazer, acabam por fazer todos. As pessoas têm de se consciencializar que se querem morar em certos bairros não podem ter o automóvel à porta. Não é possível.
Houve uma altura em que exerci o meu direito a acção directa contra veículos que ocupavam todo o passeio, forçando cadeiras de rodas, carrinhos de bebés e cidadãos com notórias dificuldades de locomoção a circular perigosamente no asfalto. A situação melhorou, mas os abusos são imensos. Em Lisboa, de longe, mais do que em qualquer outra cidade portuguesa – e já nem comparo com outras capitais europeias. Tornou-se fenómeno indissociável da “cultura” alfacinha.
Se no Porto irritam os carros em segunda fila na faixa, às vezes em locais onde há proibição de estacionar como paragens de autocarro ou saídas de garagens, em Lisboa é muito pior: um permanente exercício de contenção para não barafustar. Sempre me fez confusão o estacionamento à toa em cima de passeios e a bloquear saídas de outros carros em Lisboa. Para cúmulo conheço várias pessoas que acham não só normal, mas que os reparos são condenáveis, coisa de gente intransigente e conflituosa. Chegam a falar em acordo tácito: é questão de paciência e tolerância e em Roma se romano. Creio que a maioria de nós se cala para não ter que se confrontar com isto.
Os pilaretes são óptimos para fazer chicana ou desgraçar a vida dos distraídos: já vi gente estatelar-se no chão à conta dos ditos (nos Estados Unidos cada um deles teria um aviso “!Caution”.
A aplicação e cumprimento da lei, tão só: está mal estacionado é rebocado e paga multa. De facto.
Mas não se esforce a imaginar como seria: é muito confuso. Coisa à moda de nórdicos quadrados. É muito mais divertido viver ao estilo relaxado do Sul. O das desculpas esfarrapadas sempre carregadas de situações de excepção. E com os pilaretes é até lúdico. Só me espanta que não sejam pintados de cor-de-rosa e azul bebé e que não dêem música para alegrar as ruas.
Continue a estacionar o carrinho onde quer e a contar com a tolerância dos confusos que se vão desviando dos carros e pilaretes.
Senhora dona Isabel é preciso não escamotear a realidade das estatísticas que dizem que as mulheres têm uma relação prevaricadora com os passeios. São efectivamente elas que estacionam e andam mais nos passeios de Lisboa.
Não escamoteio nada. Não conheço essas estatísticas que invoca. Até pode ser verdade, mas para o caso não interessa o sexo do condutor – só se quiserem pintar os grampos das rodas de cor-de-rosa. O ponto é que deve ser rebocado e pagar multa.
A sua resposta evidência arrependimento. Por esta vez passa senhora dona Isabel para a próxima terá que pagar a multa ou arrisca-se ao reboque da sua viatura.
Vá dar uma curva, anónimo. Com pilarete ou sem pilarete.
O inenarrável Jorge Sampaio, “vaca sagrada” (vá-se lá saber porquê), em tempos permitiu o estacionamento em cima do passeio na Avenida Rio de Janeiro…
Isto é a Lisboa de Medina, mas muitíssimo mais é a Lisboa de quem antecedeu Medina.
Antes de Medina era muitíssimo pior. Os passeios eram totalmente descurados. Os peões que se lixassem. Os passeios eram para os automóveis.
Medina pode ser mau, mas quem o antecedeu era muito pior.
Quem antecedeu Medina foi António Costa.
Pois, referia-me a António Costa e aos outros antes dele. Foram todos muitíssimo piores para os peões do que Medina.
Acho bem que se critique Medina, mas Medina foi de facto o primeiro edil a procurar melhorar minimamente a sorte dos peões em Lisboa. Multando carros estacionados em cima dos passeios, colocando pilaretes, melhorando os passeios pela colocação de pavimentos antiderrapantes, e eliminando a calçada em muitos casos.
Encher de pilaretes os passeios de Lisboa – algo inexistente na maioria das capitais europeias – tem também imensas contra-indicações, desde logo no plano estético. E confirma a incapacidade da câmara em fazer cumprir a lei.
Encher de pilaretes os passeios de Lisboa tem também imensas contra-indicações
Eu confesso que não vejo contra-indicação nenhuma. As supostas contra-indicações estéticas são conversa balofa de automobilistas que querem que não haja pilaretes para poderem continuar a estacionar em cima do passeio. Inventam contra-indicações estéticas, mas as suas reais motivações são outras.
Na rua cuja imagem aparece neste post, se houvesse pilaretes o carro não estaria lá, os peões poderiam circular à vontade, e a estética da rua estaria muito melhor do que com aquele mono ali colocado. Os pilaretes não prejudicariam absolutamente ninguém, a não ser os automobilistas infratores.
Balio, os pilaretes são horrorosos. E quanto mais estreitas as ruas mais inestéticos se tornam. Em Alfama parecem uma piada de mau gosto.
Mas num ponto concordo consigo, acabam por ser um mal menor. Algumas ruas eram intransitáveis para os peões antes da instalação dos pilaretes.
Eu Alfama não conheço (há décadas que não ponho lá os pés). Mas conheço, por exemplo, a Rua do Passadiço. É estreita e tem passeios estreitíssimos. Com pilaretes. São horrorosos, sim. Mas oferecem segurança aos peões quando um carro passa por eles. E impedem o que havia antes deles, carros estacionados totalmente colados às casas (para deixarem passar outros carros a circular ao lado) que os peões tinham que contornar. A Rua do Passadiço hoje não está muito bonita. Mas dantes (eu ainda me lembro!) estava 100 vezes pior, muito mais feia, muito mais desordenada, muito mais insegura.
Mesmo numa rua estreita, muito estreita, e com passeios ainda mais estreitos, é melhor ter pilaretes do que não os ter.
Já vi estrangeiras a tirar fotografias aos pilaretes todas entusiasmadas.
Concordo perfeitamente. Por um lado fala-se muito em mobilidade por outro colocam-se pilaretes para que se tenham de mover bem os olhos porque num olhar em frente podemos encontrar mais depressa o chão. Há sim uma grande dificuldade em fazer cumprir seja o que fôr.
Nem mais.
Leopedro veja fotografias dos anos 67/77 com os automóveis quase dentro da casa das pessoas. Então na baixa de Lisboa era um pandemônio por falta de parques de estacionamento.
O automóvel da imagem é de algum político/simpatizante do governo ou câmara? Bem se for temos novela, se não for pode haver ingerência na vida particular do proprietário que pode muito bem ter estacionado assim por qualquer razão autorizado pela polícia.
Vamos todos, pela matrícula, ver a quem pertence o carro….deus queira que seja do cabrita ou de quem o apoiar.
Você engatou mesmo a marcha-atrás… Não quer recuar ao tempo das carroças em defesa do seu querido autarca?
E qual é o problema da matrícula num carro que obriga deficientes e mães ou pais com carrinhos de bebés a abandonar o passeio e descer ao asfalto?
Estrago a reputação do prevaricador? Que pena…
Este é um dos motivos por que Portugal não segue em frente. Aparece sempre alguém a defender quem abusa, transgride e prevarica usando o espaço público como coutada privada.
E os pilaretes (curioso termo, diria alguém) no alcatrão, também são porteiros?
Porreiros, claro.
Alguns participantes nesta caixa de comentários talvez gostem de sentar-se em cima deles, em momentos de maior cansaço.
quiçá
Lisboa do Medina?
Parece-me um comportamento liberal, afinal quem é o estado/câmara/junta para dizer ao livre cidadão onde pode ou não estacionar o veículo?
Não precisa de dizer nada. Estacionar nos passeios é ilegal. Os passeios de Lisboa estão pejados de carros estacionados.
Os passeios de Lisboa estão pejados de carros estacionados.
Talvez isso seja assim no bairro (de Alvalade) onde o Pedro Correia mora.
No bairro onde moro, e na maior parte dos bairros que normalmente percorro, isso não é assim. Há bastantes carros mal estacionados, mas geralmente não em cima dos passeios.
Eu vejo disto em quase todos os bairros de Lisboa. O seu será a excepção que confirma a regra.
Há bairros civilizados e outros que precisam de aulas de cidadania
Deves morar no mesmo bairro e na mesma casa do teu heroi o toino abrilio das alheiras de Chelas,com a bófia á porta não há popós em cima dos passeios nem em frente de portas de casa nem garagens! Tu não sabes,mas é kisto do xuxalismo inté tem algumas vantagens…
E mais pejados ficarão ainda (se de todo isso for possível). Há sem dúvida abundante comodismo e simples má-educação na origem desse estacionamento sobre os passeios. Dele e do estacionamento em segunda fila. Há casos penosamente flagrantes disso. Mas há também décadas de ausência de urbanismo digno desse nome, de construção civil de absurda densidade e imparável em qualquer fragmento de terreno disponível, de dolosa metódica e deliberada desconsideração (só pode ser isso) do automóvel, seja em projecto seja na sua concretização; décadas de ausência de uma rede de transportes públicos que supra com um mínimo de realismo as necessidades de uma população expulsa da cidade quanto ao seu domicílio, mas forçada a frequentar a cidade para trabalhar. Sobre tudo isso, há uma empresa municipal (há muitas, por esse país) criada para, sendo-lhe conferidos poderes de polícia (!), multar, gerar receita e dar emprego conveniente. E modernos, muito modernos parques de estacionamento. Com doce música ambiente. E com preços de verdadeiro insulto a quem pretender mais do que uns poucos minutos de parqueamento.
Medina veio dar um toque adicional de sadismo (para gáudio – e voto, seguramente – da parte da população que se pode dar ao luxo de ser politicamente correcta e pensar de acordo com o cânone alegadamente certo do tempo presente), cuspindo reforçada e descaradamente no rosto de quem paga já tanto imposto (desde logo e de forma directa, imediata, o quarto mais relevante em termos de receita do estado): o automobilista. Fê-lo, e continua a fazê-lo, enchendo a cidade de ciclovias absolutamente desertas, dificultando mais ainda o estacionamento, cortando faixas de rodagem em vias já frequentemente congestionadas, criando o caos onde o absurdo das cargas e descargas perfeitamente desregradas “apenas” criava “dificuldade adicional” num trânsito já sem mais tão difícil. Um paraíso para, mais do que bicicletas, as potencialmente assassinas trotinetas e seus largamente asselvajados, cretinos e irresponsabilizáveis – verdadeiramente inimputáveis – utilizadores (sempre, sempre, eles as vítimas, claro). Tudo isso repetindo à náusea o mantra da cidade sem carros, sem se preocupar (o seu motorista terá essa tarefa, em todo o caso bem simplificada pelo estacionamento reservado para os veículos oficiai) minimamente com o facto da cidade funcionar muito mal com automóveis e ser impraticável sem eles.
Sabe senhor Costa,
o que me preocupa é ter dificuldade em arranjar um cantinho de parede para fazer xixi quando ando a passear na rua as compras.
Maria Adelina
Adelina, Adelina (“senhora” não és decerto),
Que fácil é matar um debate desconsiderando logo a inteligência da outra parte… Mas tu és então desses que urinam na rua (há muitos da tua laia, há). Aposto que também escarras para o chão, com elaborados efeitos sonoros, e quanto a lixo temo que a minha imaginação não alcance as “proezas” de que és capaz. Um magnífico exemplo de civilidade. Um importantíssimo grupo eleitor.
Vota PS!, pois claro.
Ilegal…isso é termo sem valôr cá na terreola! Tenho o passeio e a garagem da minha casa bloqueada com carros dis vizinhos á frente há 5 anos nem consigo entrar em casa nem sair com a minha mãe com 86 anos em cadeira de rodas. Ao pedir aos vizinhos para não estacionarem em cima do passeio,em frente da porta de casa e em frente da garagem ameaçaram-me de morte! Contactei a policia várias vezes e nunca fizeram nada e ainda me ameaçaram tambem! Contactei camara municipal e juntas de freguesia e recusaram fazer algo contra os infractores! Cães á solta nas ruas atacar e morder pessoas,contactei todas estas entidades acerca disto e recusaram resolver tambem esta situação. Tipos da construção civil sem capacidade para tal destruiram-me a casa em vez de restaurar e depois ainda me assaltaram a casa,queixei-me á policia e depois queixa formal e a bofia nojenta e a nojeir do ministerio publico em vez de ajudar ainda defenderam o criminoso. É isto este portugal podre e este povo cobarde labregão nojento. Enviem-me um email e envio-vos dezenas de fotos com passeios e portas de garagens tudo bloqueado com carros em cima e em frente que fotografo há anos,é espectaculo unico no mundo! E isto apenas nas zonas da linha de Sintra,mas é o mesmo no resto do país! Os portugueses são os maiores canaljões e violadores dos direitos humanos do mundo! É o socialismo e a social democracia podres que reinam aqui há 47 anos que educaram este povo reles a agir desta forma.
Ass: Basilio xuxa zog vira casacas direitalho esquerdalho das hortas de Sjntra
Qual é o problema de estacionar em cima dos passeios? Afinal vivemos em liberdade! Os peões que andem pela estrada.
E os carrinhos de bebés também. O mesmo se aplica aos deficientes: tudo no asfalto.
um comportamento liberal, afinal quem é o estado/câmara/junta para dizer ao livre cidadão onde pode ou não estacionar o veículo?
De facto, o liberalismo deve ser mesmo isso: ausência de leis, estado semi-selvagem, cada um faz o que quer e os outros que se lixem. Pode-se estacionar em cima do passeio, pode-se estacionar bloqueando a saída de outros carros, pode-se estacionar tapando portas de casas ou de garagens. É isso, certamente, o liberalismo.
Liberalismo é também cada um poder livremente esburacar os pneus de carros mal estacionados, como eu em tempos me dediquei a fazer. Nalguns casos até esburacava não somente um mas mesmo dois pneus, para ter a certeza de que o liberal que ali tinha deixado o carro nem com pneu sobressalente se safava.
Há quem confunda liberalismo com anarquia. Consequência da iliteracia política.
O liberalismo é anarquia mas só para os ricos
O anonimismo é o liberalismo dos totós.
Gajos como tu.
Se o carro vai a 200 à hora, ai que del rei.
Se o carro está parado,está mal.
Já vi que você quer imitar a DGS e obrigar os automobilistas a ter comportamentos saudáveis. Eu pensava que as multas eram suficientes mas pelos vistos…
Mas pensando bem era capaz de resultar.
Recolher obrigatório nas autoestradas a partir das 23 horas.
Proibido estacionar em cima dos passeios a partir das 19 horas de sexta feira até às 5 horas de segunda feira.
E se quiser entrar dentro do carro tem de mostrar a carta de condução a um empregado qualquer.
Tem razão, a malta não se sabe comportar, é mesmo estúpida, isto de cada um pensar pela sua cabeça tem de acabar, não há nada que chegue a um querido líder.
Não vejo disto em nenhuma outra cidade portuguesa. Excepto em viaturas de… lisboetas quando as visitam.
Depende sempre da densidade populacional. É só ir no verão a qualquer cidade de praia e não vê só um, vê centenas mal estacionados, a incomodar outros, e também de matrícula estrangeira.
Infelizmente não somos só nós.
Em Roma sê romano, infelizmente.
Claro que não, claro que não.
Falta de respeito de quem estaciona, Incapacidade de fiscalizar de quem deve.
Mas por vezes há algo mais que incapacidade.
Na rua que ligava a av do colégio militar ao Colombo, na semana das festas da freguesia o passeio estava cheio de carros, obrigando a circular na estrada, estrada essa onde nao se anda devagarinho. A polícia disse que era festa, nao podiam multar. Na Fig da Foz os polícias assumem nao poderem multar, especialmente se for matrícula estrangeira. Na rua onde trabalho no Porto, a emel lá do sítio nao falha, sempre em cima, mas já carros estacionados em raias ou lugares reservados estão seguros.
Dir-se-ia de facto que sendo a questão uma constante em meio urbano, Lisboa é um caso especialmente calamitoso no que ao estacionamento respeita. E sê-lo-á também pela inactividade ou, digamos, peculiarmente selectiva actividade da polícia. E evidentemente pelas prioridades camarárias.
No bairro em que habito, estende-se tentacularmente o longo braço da EMEL: gerar receita, sempre receita e mais receita, ainda que a pretexto de disciplinar o estacionamento. Mas a não mais do que centenas de metros dessa tão desvelada preocupação dos poderes públicos (centenas de metros por enquanto), sempre decerto zelosamente fiscalizada, punindo-se diligentemente o infractor, numa rua – um estreito arruamento “sem saída” – destinada apenas ao acesso a garagens de um conjunto de edifícios, onde dois carros se não cruzam, e a manobra de entrada e saída de garagem é bem dificil, se um outro estiver parqueado, um arruamento onde as bermas estão pintadas de um e outro lado a amarelo, arrumam-se carros em perfeita impunidade e cortando descaradamente ângulos de manobra.
Telefonemas, mensagens de “email” para a polícia, a junta de freguesia, a câmara municipal nem acusação de recepção produzem quanto mais actuação. Os tais traços amarelos já mal se vêem (todavia repintados há pouco tempo; de alta qualidade a tinta empregue, sem dúvida). A mais elementar sinalização vertical – de necessidade tão evidente que a questão nem seria colocada se governasse a cidade gente de elementar honestidade, pois inteligência nem ali é necessária para perceber a sua aplicabilidade – nunca foi colocada. Usualmente duas vezes por ano a polícia municipal visita a rua e bloqueia ou reboca os carros por lá estacionados: azar dos que lá parquearam nesse dia. Seguem-se dois três dias de civilizado acesso e circulação por ali. Depois há a reconfortante certeza de que tão depressa, pelo próximo semestre pelo menos (mais semana menos semana), a impunidade será total. Em termos de gestão de risco, ali como em tantos lugares, vale muito a pena prevaricar! O cidadão obediente, civilizado, que até se endividou adicionalmente para ter uma habitação com garagem (sem dúvida sinal de burguês enriquecimento a punir social e fiscalmente), que se especialize na arte de manobrar o carro à exasperação.
As “autoridades” têm mais que fazer.
Não deve ir a nenhuma cidade portuguesa fora de Lisboa
Vou mais do que você, seguramente.
Esqueci o caso de uma rotunda abaixo do Dragao, em dia de jogo é estacionamento. O autocarro é que não consegue circular a mesma, mas isso não afecta a polícia
Do Dragão não cuido eu. Até por ser animal mitológico. Inexistente.
Só para esclarecer que isto não se limita à edilidade do futuro Primeiro. Na terra do Rui Selminho também se estaciona à campeão. Vice campeão.
Protestem vocês aí. Eu protesto com o que está mal na cidade onde vivo.
Disto, há muito: falta de civismo.
Pois. Alguns batem palminhas, como se comprova nesta caixa de comentários.
Pois…mas eu acho que faz muito bem em tornar público esta e outras situações, Pedro. Há uma enorme falta de civismo.
A falta de civismo é endémica na sociedade portuguesa, Té. Nem precisamos de sair desta caixa de comentários para ler hossanas a tal fenómeno.
Também me parece que agora está melhor, mas sem dúvida à custa dos horrorosos pilaretes. Alfama parece um bairro punk, com tantos picos de ferro nas ruelas estreitas. E num bairro com entrada condicionada o problema do estacionamento ilegal não deveria existir. Na zona onde moro agora não há muito esse problema, talvez por as estradas permitirem em geral o estacionamento de ambos os lados. Mas lembro-me de atravessar a Rua da Penha de França com as crianças e de ter de caminhar pela estrada. O meio metro de passeio estava sempre totalmente ocupado por automóveis.
A pandemia contribuiu para melhorar a situação, mas todos os dias continuo a verificar situações aberrantes nesta matéria. Como irei dando nota aqui.
Já me irritei tanto com esta questão… E também já discuti muito na rua por causa dos passeios impedidos. Acabei por mudar de trajecto para salvaguardar a minha saúde mental, porque discutir com estranhos todas as manhãs não é saudável. 😉
Em muitos casos os automóveis são dos moradores. Simplesmente não há espaço para para acomodar um (ou dois) automóveis por apartamento. Zonas como a Graça, a Penha de França, Bairro das Ilhas, Bairro de Alvalade, as ruas não são suficientemente largas para permitir o estacionamento, e o passeio está mesmo ali. E como há alguns a fazer, acabam por fazer todos.
As pessoas têm de se consciencializar que se querem morar em certos bairros não podem ter o automóvel à porta. Não é possível.
Houve uma altura em que exerci o meu direito a acção directa contra veículos que ocupavam todo o passeio, forçando cadeiras de rodas, carrinhos de bebés e cidadãos com notórias dificuldades de locomoção a circular perigosamente no asfalto.
A situação melhorou, mas os abusos são imensos. Em Lisboa, de longe, mais do que em qualquer outra cidade portuguesa – e já nem comparo com outras capitais europeias. Tornou-se fenómeno indissociável da “cultura” alfacinha.
Se no Porto irritam os carros em segunda fila na faixa, às vezes em locais onde há proibição de estacionar como paragens de autocarro ou saídas de garagens, em Lisboa é muito pior: um permanente exercício de contenção para não barafustar. Sempre me fez confusão o estacionamento à toa em cima de passeios e a bloquear saídas de outros carros em Lisboa. Para cúmulo conheço várias pessoas que acham não só normal, mas que os reparos são condenáveis, coisa de gente intransigente e conflituosa. Chegam a falar em acordo tácito: é questão de paciência e tolerância e em Roma se romano. Creio que a maioria de nós se cala para não ter que se confrontar com isto.
Os pilaretes são óptimos para fazer chicana ou desgraçar a vida dos distraídos: já vi gente estatelar-se no chão à conta dos ditos (nos Estados Unidos cada um deles teria um aviso “!Caution”.
O seu pensamento é confuso:
A senhora não quer carros no passeio e também se insurge contra os pilaretes.
E solução tem alguma ?
A aplicação e cumprimento da lei, tão só: está mal estacionado é rebocado e paga multa. De facto.
Mas não se esforce a imaginar como seria: é muito confuso. Coisa à moda de nórdicos quadrados. É muito mais divertido viver ao estilo relaxado do Sul. O das desculpas esfarrapadas sempre carregadas de situações de excepção. E com os pilaretes é até lúdico. Só me espanta que não sejam pintados de cor-de-rosa e azul bebé e que não dêem música para alegrar as ruas.
Continue a estacionar o carrinho onde quer e a contar com a tolerância dos confusos que se vão desviando dos carros e pilaretes.
Até me admira não ter já aparecido aqui algum fervoroso medinista a dizer que em Bombaim ou no Cairo a situação é muito pior.
Senhora dona Isabel é preciso não escamotear a realidade das estatísticas que dizem que as mulheres têm uma relação prevaricadora com os passeios. São efectivamente elas que estacionam e andam mais nos passeios de Lisboa.
Não escamoteio nada. Não conheço essas estatísticas que invoca. Até pode ser verdade, mas para o caso não interessa o sexo do condutor – só se quiserem pintar os grampos das rodas de cor-de-rosa. O ponto é que deve ser rebocado e pagar multa.
A sua resposta evidência arrependimento. Por esta vez passa senhora dona Isabel para a próxima terá que pagar a multa ou arrisca-se ao reboque da sua viatura.
Vá dar uma curva, anónimo. Com pilarete ou sem pilarete.
O inenarrável Jorge Sampaio, “vaca sagrada” (vá-se lá saber porquê), em tempos permitiu o estacionamento em cima do passeio na Avenida Rio de Janeiro…
Sampaio é do século passado. Depois dele houve cinco outros alcaides em Lisboa. O que agora vai ser julgado é Medina.