7 comentários em “A liberdade depois de Sócrates.”

  1. Aproveitar a tarde livre.
    Ora vejamos, uma coisa é a liberdade de opinião e de imprensa, outra é o tom que uma estação de televisão ou telefonia oficiais – ou oficiosas – devem usar quando se referem a outros países com os quais Portugal mantém fortes laços diplomáticos.
    Há formas a serem respeitadas e assim como não se permite que no Parlamento se use linguagem de taberna, também não se espera que uma estação oficiosa chame “palhaços ricos” a dignitários de um país aliado.
    Mero bom senso. É assim em qualquer lugar do mundo.

    1. Meu caro, no Parlamento nunca se expulsaram deputados por usarem linguagem de taverna. E quanto às subtilezas do tom, folgo muito em saber que para si corporizam um caso certamente raro de suspensão daquela coisa em que você acredita — a liberdade de imprensa — sem que lhê dê qualquer conteúdo. Porque se nem o “tom” se pode infringir, o que é que sobra?

      1. O que sobra? A BBC. O know-how, o saber dizer.

        Nota – Confunde coisas distintas: uma é a necessidade de adequação da linguagem que se verifica em todas as actividades, desde a medicina à diplomacia, seja em nome do interesse dos destinatários dela, seja em nome do estatuto dos seus emissores; outra, as possíveis consequências das infracções a esses usos.
        No caso, nem sequer está estabelecida e provada essa relação de causa-efeito, o que, não querendo dizer que não exista, nos inibe todavia de a discutir como algo mais de que uma conjectura. Em tese lhe direi que não é admissível aquele tom – ouvi a crónica – numa emissora pública. Por isso mesmo sou contra as emissoras e televisões públicas.

        1. Creio que você é que confunde a exigência de uma correcção que imagina ser a da BBC com a necessidade de proteger opiniões diferentes numa estação de srviço público.

          1. Não se trata de imaginar: foi o que a BBC fez durante anos.
            Quanto à necessidade de proteger correntes de opiniões diferentes – mesmo para quem ache que isso justifica um serviço público – não colide tal com a observância de elementares regras de civilidade.

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