Pela primeira vez o Facebook removeu uma publicação do Presidente Trump com a justificação que a mesma não era verdadeira.
Faço parte do imenso grupo de vários biliões de seres humanos que desprezam o sujeito Donald Trump. Mas este grupo tem uma grande diversidade. Nele junta-se quem ache que os EUA pelo que representam, e pelo que contribuíram para o actual concerto das nações, nunca tiveram um representante de tão baixo nível, em termos humanos inclusivamente. Mas este grupo inclui também os que apoiam regimes autoritários e até totalitários. Esses odeiam Trump pelo que é, mas acima de tudo pelo que os EUA representam.
Uns e outros, com maior ou menor contenção, alegraram-se pela remoção desta publicação de Trump. Mas, pergunto eu, em que outro país com dimensão para ter uma rede social própria (seja a Qzone, a Weibo, a VK, a Odnoklassniki, a TikTok, ou outras) seria possível desmentir desta forma o líder do próprio país?

Acresce que o Facebook acaba de se autonomear para o sistema de “checks and balances”, o que me parece bastante preocupante.
Como se fossem suficientemente poderosos para decidirem sozinhos o que é a verdade.
O poder do Facebook e das restantes grandes empresas tecnológicas é um assunto com que as democracias tem de lidar e para o qual ainda não existe uma resposta definitiva.
Mas sabemos que nas paragens de onde as outras redes são originárias são os respectivos líderes que definem o que é a verdade. E esse será o ponto do post.
Haver alguém que defina o que é a verdade para os outros, está errado.
O poder das tecnológicas e do capital não tem neste momento contrapoder o que é muito perigoso. O facto de na China ser pior é um fraco consolo.
Com esse raciocínio daqui uns tempos andamos a dizer “na Coreia do Norte é pior”, e ficamos satisfeitos com isso.
(Parece que fez confusão entre “fact checking” e “checks and balances”).
Eu compreendo-o e o mesmo se aplica à comunicação social mas muitos não vêem isso.
Eles decidem o que nós devemos saber e o que NÃO devemos saber. Antes do 25 de Abril quem tomava essa decisão eram outros, mas também era assim.
O que eles publicam passa a ser a realidade, o que eles ocultam ou mesmo censuram é como se não existisse. É pior do que “fake news”, pois essas ainda as vemos e assim podemos nos defender.
Assim o sistema de “checks and balances” que tem de ter necessariamente a participação da comunicação social, não funciona, o que é bastante preocupante.
“O poder das tecnológicas e do capital não tem neste momento contrapoder o que é muito perigoso.”
LOL. Não. Perigoso é não haver independência das “tecnológicas” e do “capital” — se não só havia a vossa missa comuna que já matou milhares de milhões ao longo da História.
Este “Facebook” -ou qualquer repositório/destribuidor de informção- ao exercer control nessa informação, deixando de ser neutro, vai ficar sujeito a um estatuto fiscal diferente, adverso.
Espero que o facebook e restantes redes sociais mantenham liberdade de expressao para se falar de ovnis, Terra plana, Deus, Homeopatia e tantos outros temas
“para se falar de ovnis, Terra plana, Deus, Homeopatia e tantos outros temas”
Suponho que eles estão a estudar como acabar com a mentira, o mal e fazer um mundo paradisíaco onde só se pratica o bem, a verdade, tudo é bonito e é habitado por anjinhos.
Desconheço o que as restantes redes sociais acham sobre esses assunto mas o normal é que façam o que os seus líderes políticos lhe mandam.
Se pensa que estas redes sociais não têm líderes ou que estes são anjos sem sexo nem política, desiluda-se.
Apenas indivíduos sem sexo e sem política se entusiasmam por redes sociais como as que descreve.
O Facebook censurou a postagem de Trump sob o pretexto de que ele mentira ao dizer que “as crianças são quase imunes à Covid19”.
O que dizem os números nos EUA?
“U.S. Deaths from Coronavirus by Age Group
(Feb. 1 – June 17, 2020)
Age Group ……. Percentagem
Under 1 year …. 0.0008%
1-4 years ……. 0.0005%
As shown, deaths in young people (from babies to college students) are almost non-existent.”
https://www.acsh.org/news/2020/06/23/cor onavirus-covid-deaths-us-age-race-14863
Este caso nos revela muito mais sobre a fúria censória do Facebook e bem menos sobre as mentiras do Trump.
Não me pronunciei sobre a substância do referido post de Trump, mas apenas me congratulei pela possibilidade de nos EUA ser possível alguém, com ou sem agenda – e todos têm agenda, ter o direito de desmentir um líder político.
Preocupante. Remove-se um post de Trump porque não tem rigor científico numa afirmação. A questão é, algum post no facebook tem rigor científico? é tudo a opinião mais básica, pedinchice ou maledicência. Que distingue este post de milhares de outros? Nada, a não ser a identidade específica daquele utilizador. A verdade é só uma: o facebook removeu um post de um chefe de estado para acomodar as ideias políticas dos seus adversários, tão falsas como as dele — ou piores ainda, porque as de Trump são criancices e as dos democratas são mistificações.
Existe uma agenda anti- que já é bem visível no Facebook e no Instagram que se traduz num problema muito simples: gente que não foi eleita por ninguém a censurar e a boicotar gente que, para o pior e para o melhor, foi legitimamente eleita. Bem ao estilo dos verdadeiros fascistas: os vermelhos.
Os países ocidentais estão cada vez pior por causa deles, e a maioria das pessoas à esquerda do espectro político já não estão à altura do espaço civilizado que o mundo ocidental e livre lhes outorga — a sua capacidade de análise e distanciamento crítico sempre foi má, mas agora é praticamente inexistente.
Bravo!
O que diz sobre quem está à esquerda do espectro político coincide rigorosamente com o que diz quem se propõe a censurar a opinião dos outros.
Em resultado de tipos como Trump, o debate público tem sido transformado num jogo de soma nula, em que para alguém ter razão outro terá de a perder. O seu discurso faz parte dessa tendência.
Não me ponha a defender a esquerda, mas acredito que o debate público pode e deve ser um jogo de soma positiva.
A questão aqui não é bem essa. Trump é um bully, sempre foi, o seu discurso está montado em torno disso — e não ter percebido que este era um momento especial (a pandemia) e que era aqui que ele devia ter pelo menos indicado que por trás da máscara está uma pessoa que não é um total jackass é um erro crasso
E até sabemos que a América tem muitas áreas cinzentas, exploradas em filmes e livros tantas vezes… Mas uma empresa daquelas num país com os direitos constitucionais individuais mais avançados do planeta apagar um post com critérios mal amanhados mostra como não é só Trump que é vulgar — mostra como tudo já está vulgarizado. Como refere no post, não é em todos os sítios que um regulamento interno arrisca confrontar a própria Lei **. Sobretudo quando opera em todo o mundo e agora toda a gente sabe que os posts são apagados quando eles não gostam deles.
…vem a propósito ** tirando os avisos da GALP a dizer que não passam factura se “a mesma” não for pedida no momento do abastecimento — what?? Quer fazer o favor de repetir?? Passam factura sim senhor, antes ou depois ou daí a mês. Quando eu pedir. E não se fala mais nisso. Já fiz uma reclamação por causa disto (da qual nunca obtive resposta). Desde quando é que um avisozinho em A4 do gerente, uma treta qualquer de um regulamento interno de uma loja pespegado algures numa bomba de gasolina, se sobrepõe à Lei? A pessoas são mesmo mansas, comem tudo sem refilar.
Carissimo, o trump recebeu menos três milhões de votos do a sua opositora. Onde é que está a legitimidade.
Chama-se Colégio Eleitoral. As regras são iguais para todos. Limpinho, limpinho.
Isso é um problema das distorções que vem dos métodos de contagem — e do sistema, não é um problema de legitimidade
Por essa lógica, teríamos de concluir que o governo de António Costa é ilegítimo porque teve menos votos do que outros e teve de se coligar sem que o programa governativo que resultou dessas coligações pós-eleitorais tivesse sido submetido ao escrutínio popular. Mais, um programa eleitoral como requer a Lei nem existiu.
Pior ainda.
O Costa chegou a PM às costas de uma mentira.
Foram para eleições com um acordo pós-eleitoral sem informar os eleitores desse entendimento.
“Carissimo, o trump recebeu menos três milhões de votos do a sua opositora. Onde é que está a legitimidade.”
Os Estados Unidos são uma Republica de Estados não uma Democracia.
Agora olhe para a Democracia. Se me lembro para cada deputado do PS foram precisos 20000 votos, para cada um deputado da Iniciativa Liberal foram precisos mais de 50000 votos.
Depois podemos ir aos Ingleses e outros.
lucklucky
“Faço parte do imenso grupo de vários biliões de seres humanos que desprezam o sujeito Donald Trump.”
Pode desprezar
Mas é por causa de Trump que este blog ainda funciona e coisas como belles toujours ainda não são “discurso de ódio”.
lucklucky
Sim tem razão. Antes de aprovar o seu comentário telefonei para a Casa Branca para saber se o podia fazer ou não.
Isto demonstra o que acontece:
https://www.thefire.org/student-faces-po ssible-suspension-fine-for-zoom-backgrou nd-of-president-trump/
E como o seu texto falhou em mostrar o que está em causa:
Se a cultura das pessoas que agora estão no Facebook chegam ao poder político quem não os apoiar passam a ser : Dissidentes.
lucklucky
A intolerância e o maniqueísmo que se vive na academia americana não augura nada de bom para as próximas gerações. E na Europa existem ávidos seguidores dessa tendência. A liberdade está objectivamente ameaçada.
Uau! Não é que, pelos vistos, «Pela primeira vez o Facebook removeu uma publicação do Presidente Trump com a justificação que a mesma não era verdadeira»… Será que alguém até resolveu ultrapassar o Mark Zuckerberg, esse mais do que fiel amigo do Trump? Ou é apenas está a acontecer que ele até descobriu que o Trump começa a ser uma carta fora do baralho?
Bom, nada disso até tem importância segundo o autor do “post”… o essencial a discutir é a velha questão do sexo dos anjos: «em que outro país com dimensão para ter uma rede social própria (seja a Qzone, a Weibo, a VK, a Odnoklassniki, a TikTok, ou outras) seria possível desmentir desta forma o líder do próprio país?» ou a versão “idealista” da teoria “materialista” de que, por lá, até com espinhas de bacalhau se faz fortuna!!!
Suspeito que Anthony Fauci (https://www.dn.pt/mundo/rosto-da-casa-b ranca-no-combate-ao-coronavirus-diz-ter-s ido-ameacado-de-morte-12501782.html) até terá uma opinião um pouco mais concreta sobre o assunto…
Comentar uma pergunta é uma forma de não lhe responder.
As redes sociais são uma Arma de Destruição Maciça (WMD).
Convençam-me do contrário.
Desengane-se quem pensa que os conflitos do século XXI entre as grandes potências se desenrolam da forma convencional que até aqui estamos habituados.
Os novos conflitos desenham-se na guerra assimétrica, acções cirurgicas de forte intensidade, ataques não imputáveis, à economia e à saúde pública, sabotagem e espionagem, promoção de divisionismo e desinformação.
As redes sociais têm a capacidade de alterar o comportamento das pessoas. Quem tiver a capacidade de as instrumentalizar tem o poder de condicionar as decisões dos outros.
O mesmo sempre aconteceu com as religiões e outras ideologias. Este será o novo formato desse mecanismo.
Armas de destruição maciça são coisas diferentes.
1/2
“Mas este grupo inclui também os que apoiam regimes autoritários e até totalitários. Esses odeiam Trump pelo que é, mas acima de tudo pelo que os EUA representam.”
PS, PSD/CDS/Liberal/Chega – apoiam o regime autoritário de Angola, o regime assassino de Kurdos da Turquia, o regime de Apartheid de Israel, e o regime totalitário da Arábia Saudita.
Eu odeio Trump, porque odeio fascistas, nazis, racistas, corruptos anti-democratas, e bilionários ignorantes e sem mérito.
Odeio também os EUA, mas não tenho espaço para dizer tudo, logo deixo só alguns exemplos:
– crimes de guerra sistemáticos, desde as bombas atómicas em zonas civis do Japão, até invasões ilegais com base em provas falsas;
– perseguição (por parte dos EUA e dos seus parceiros da NATO) dos whistleblowers que denunciaram esses mesmos crimes de guerra: Chelsea Manning e Julien Assange.
– presos políticos e sem Estado de Direito, em Guantánamo.
– recusa em garantir acesso à saúde a milhões de cidadãos.
– promoção do NeoLiberalismo, iniciada no apoio ao ditador assassino Pinochet, que derrubou uma DEMOCRACIA no Chile.
– terrorismo económico através de sanções a todos os países que não se curvam perante o seu imperialismo (sanções essas que causam pobreza e mortos).
– um sistema não-proporcional, onde é Presidente quem perdeu o voto popular, onde é governador quem manipula melhor os círculos eleitorais (Gerrymandering), e onde ganha as primárias quem tem uma lista maior de corruptos a comprar-lhe as eleições e as fake-news necessárias para tal.
– o regime oligárquico branco, que mantém um estado autoritário assassino de negros dentro do seu próprio país.
Condeno todas as ditaduras e regimes autoritários, seja Cuba de Castro ou EUA (desde o pós-Kennedy), seja Venezuela de Maduro ou Brasil de Bolsonaro, seja a Arábia esquartejadora de jornalistas ou a Israel assassina de palestinianos, seja a Espanha que prende independentistas ou a Angola que prende democratas, seja a Rússia que invade a Crimeia ou a União Europeia que patrocina um golpe de Estado de EXTREMA-Direita na Ucrânia.
Mas isto sou eu, que tenho princípios democráticos e invioláveis, e uma coerência à prova de lados ideológicos. Ao contrário do autor do post, que é daquele grupo a quem a Venezuela de Chávez (período no qual foi dos países do Mundo que mais se desenvolveu, e com um desenvolvimento para todos e não apenas para alguns, nas palavras da ONU) incomodou muito, mas os EUA pré-Trump (da desigualdade pornográfica, do autoritarismo policial, ou das invasões ilegais e outros crimes de guerra) não incomoda, pois o Capitalismo não pode ser criticado…
Escolher odiar é escolher uma forma de fraqueza que tolhe o discernimento e por isso enfraquece o próprio.
Não apresenta nenhum modelo que lhe sirva de referência política ou moral, o que é uma pena.
Garanto-lhe que bela é a vida, e melhor é o vinho
“Mas isto sou eu, que tenho princípios democráticos e invioláveis, e uma coerência à prova de lados ideológicos.”
Isto só me faz lembrar a história do internado num hospício psiquiátrico a quem perguntaram o motivo e que respondeu:
Eu dizia que o Mundo estava louco; o Mundo respondeu que o louco era eu. Ganhou a maioria!
PS – Quem fala em “princípios democráticos” – aliás o mesmo que fala em “povo soviético” – apenas mostra que não sabe o que é um princípio nem o que é a democracia.
“Condeno todas as ditaduras e regimes autoritários”
Condenas nada, condenas o Hamas, ou a OLP? claro que não.
“Eu odeio Trump, porque odeio fascistas, nazis, racistas, corruptos anti-democratas, e bilionários ignorantes e sem mérito.”
Noto que não odeias Comunistas, Socialistas – logo esses fascistas gostas.
Deixaste destapada a verdade. É mais Pravda.
lucklucky
2/2
E não podias perder uma oportunidade para falar da Esquerda, ou para generalizar e mentir sobre o seu “apoio” a regimes autoritários. É o típico argumentário de quem anda a branquear a Extrema-Direita, como os idiotas no Parlamento Europeu (que só existe graças à libertação de Berlim feita pelos Soviéticos) que compararam o Comunismo ao Nazismo, como se fossem coisas comparáveis, como se houvesse lógica em comparar o pior inimigo de sempre com o NOSSO ALIADO na 2ª Guerra Mundial. Como se os EUA e o Reino Unido não tivessem também os seus ataques contra a democracia, os assassinatos de opositores do regime, e as prisões, algumas bem piores que Gulags (no caso das ex-colónias de “sua majestade”). Enfim, de hipócritas destes está o inferno cheio.
Sabe o que é que a sua Direita ganha com isto? Nada. Está a escancarar as portas aos Salvinis, às Le Pens, aos Orbáns, e aos Venturas. Tal como até 1974, vocês estão sempre do lado errado da história, no lado do “colaboracionismo” em vez do lado do Anti-Fascismo incondicional.
Quer criticar Trump? Critique! Não é preciso relativizar. Não é preciso criticar outros noutros lados ideológicos, de forma a poder ter permissão para criticar fachos.
Faça como eu que, quando critico as aberrações que os Comunistas portugueses dizem, só critico o que tenho de criticar. Não preciso de colocar lá no meio um ataque contra os fachos portugueses instalados na ala Passista do PSD, na ala ultra-conservadora do CDS, e na I.Liberal e Chega.
Estas coisas não se relativizam.
Quanto ao “seria possível desmentir desta forma o líder do próprio país?”
O que lhe digo é que nos últimos anos já morreram vários jornalistas na Europa, que andavam a investigar aquilo a que eufemisticamente se chamou de “livre circulação de capital”. Assim que as notícias sobre os LuxLeaks ou panamaPapers incomodaram os “líderes” errados, lá foi a bomba posta debaixo do carro… Talvez isto ajude a explicar como a resposta ao esquartejamento do jornalista na embaixada Saudita tenha sido inexistente: esta gente vive bem com isto, desde que o seu “capitalismo” esteja assegurado.
PS: já agora, por falar em liberdade de expressão, quantos espaços de TV/jornal conhece, com jornalistas ou opinadores em sinal aberto e em horário nobre, que sejam Eurocéticos, e que falem de como o €uro prejudica o povo português, ou para desmascarar toda a €uro-propaganda que aí anda? ZERO. Assim fica fácil dizer que “não se cala ninguém”, pois os que lá estão, só lá chegaram por se saber que iam dizer as coisas “certas”.
E quando eles apareceram nas redes sociais, sabe o que a UE fez? Uma lei para filtrar as “fake-news”, tendo como argumento que a propaganda dos pró-Brexit não se podia repetir… Assim vai a “democracia” na UE, liderada por uma Comissária escolhida por Orbán e que nem sequer concorreu às eleições… enquanto o candidato eleito foi afastado porque se atreveu a defender o Estado de Direito.
Podia continuar quase ad aeternum a falar sobre a hipocrisia e falta de democracia do seu lado ideológico, o “centro moderado €uropeísta”, que nem é centro, nem é moderado, nem tem hoje em dia qualquer valor do €uropeísmo original, mas por hoje basta.
Bela cassete…
Deve ser das BASF de 30 minutos — daquelas com crómio
O Facebook é uma empresa privada, portanto tem o direito de eliminar comentários. Quem não gosta não come.
O problema é as pessoas verem o facebook como uma plataforma de notícias.
E claro, o motivo pelo qual o comentário foi retirado. Quem raio é o facebook para afirmar que uma declaração é ou não verdadeira? O facebook não tem qualquer suporte científico, jurídico ou sequer deontológico para afirmar a veracidade ou não de uma declaração.
A malta ri-se, porque é o Trump, mas amanhã um qualquer Zé publica no Facebook que o Zuckerberg faz recolha de dados dos utilizadores e os vende a terceiros, e o FB apaga porque “não corresponde à verdade”. Aí veremos se continuam a rir.
Não se trata de desmentir. Um desmentido deve fornecer provas da alegada mentira. Neste caso particular, deviam ter sido fornecidos números, artigos científicos, exemplos do ocorrido noutros países. Nada disso foi feito, tal como nunca o foi noutros casos.
Alguém arrogar-se o direito de censurar, porque é de censura que se trata, opiniões que encontram fundamento nas estatísticas do número de óbitos distribuídos por faixas etárias, essencialmente idênticas em todos os países no que a este vírus diz respeito, sem que haja qualquer evidência em contrário é algo comum em regimes que nada têm de democráticos. Antes pelo contrário.
Esta reacção dos magnatas das ditas redes sociais, que são basicamente um meio para os imbecis a quem vieram dar voz, que vivem da coscuvilhice alheia e própria, da autêntica espionagem que exercem sobre quem as frequenta, afinal o seu produto, onde não existe qualquer prurido científico, cultural, ético ou pedagógico, constitui a forma de se rebelarem contra o pedido de revisão da secção 230 já efectuado à FCC e da qual abusam para impedirem o exercício da liberdade de expressão consagrado na constituição americana. Trata-se duma perversão da lei que pretendia evitar a disseminação da pornografia, entre outras coisas, e nunca teve como objectivo a censura do livre pensamento.
Vamos a alguns factos que fundamentam a opinião do presidente dos EUA.
Na Suécia, onde apenas os estabelecimentos de ensino secundário e superior foram encerrados, quantos crianças morreram em virtude deste vírus?
Até 31 de Julho, como pode ver-se nesta imagem http://prntscr.com/tvmbt1, colhida em statista.com, apenas faleceu uma criança na faixa etária até aos 9 anos, não havendo óbitos a registar na faixa etária 10 – 19 anos.
Noutros países, mesmo com a totalidade das escolas encerradas e com lockdowns drásticos, a distribuição dos óbitos por faixas etárias acompanha a curva sueca, registando-se também óbitos nas faixas etárias mais jovens. Ora isto prova a ineficácia do encerramento de escolas elementares e que as crianças, talvez fruto do papel que a imunidade inata nelas ainda representa – uma das explicações possíveis e a mais plausível – sejam praticamente imunes a este vírus. Os números são prova disso e quem pretende que é falso as crianças apresentarem imunidade robusta relativamente a ele está negar a evidência, algo que é apanágio de imbecis, de ignorantes e de mentirosos, entre outros.
Mais uma vez as redes ditas sociais, talvez mais nacional-socialistas e social-fascistas do que sociais, esses baluartes do conhecimento, da ciência e da cultura, do alto da sua mais que inquestionável supremacia ética e moral, numa postura politicamente neutra, desinteressada e democrática, a incitar ao debate e à liberdade de expressão e de pensamento, brandem a sua espada humanista e redentora em nome dos seus alinhamentos e interesses obscuros, obscurantistas e castradores da liberdade.