Serviço publico de informação, em original ou divulgação é aqui, e por cá deixo o meu sintético mas revoltado comentário sobre a figura sinistra que nos assola como uma persistente praga: Costa lá se apresentou já com as nalgas a queimar e mais uma vez na forma do costume, carregando um pulverizador com cinzas e água suja para se regar a ele próprio. Que grande reservatório de descaramento este trampolineiro transporta. Fazer-lhe um furo no bidão é preciso.
Costa, no ano passado, reagiu aos incêndios encomendando uma sondagem ao impacto daqueles na popularidade do governo. Costa, este ano, reagiu aos incêndios encomendando umas fotografias encenadas num gabinete.
Costa, no próximo ano, reagirá aos incêndios derramando algumas lágrimas em directo na TV e guardando-as num frasquinho.
Brutamontes de excepção bem colada ao cadáver resgatado das próprias cinzas. Cilindrado nas urnas içado chefe de governo, bruta e apalhaçada excepção que confirma a regra do regabofe.
Vergonhoso é também haver destes “profissionais “que, não esperam pela extinção do fogo, para criticar quem anda ainda no terreno. Há aqui muitos Interesses políticos. Muito jogo sujo.
“Uma “estratégia e táctica” que “não estão a dar resultados”, “má coordenação de homens e meios” e uma “desorganização total em que ninguém se entende” – Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP).
“Vergonhoso é também haver destes “profissionais “que, não esperam pela extinção do fogo”
É boa… Só exigem cavalheirismo quando é a seu favor. Eles deviam era ser corridos a pontapé. Ainda melhor era aproveitar a noite para enfiar uma máquina de “rasto” na sede da “autoridade”. Revoltem-se, estúpidos!
O meu relatório está feito. A culpa é do Governo: a protecção civil não devia existir porque é um mecanismo político que atrapalha os bombeiros e quem quer apagar os fogos. Os fogos são para apagar, não são para gerir. Vão brincar com a pilinha dos amigos deles lá nas casinhas da Expo e nos Audis de luxo e deixem as pessoas em paz. Aliás, deixem o País em paz, a gente cá se arranja. Párem de sugar na mama, desabitem, vão lá para Londres ou coisa assim, que é a terra do caril e das carnes sangradas como mandam os profetas dos barbudos.
“Mais uma acha Acha, acha… que a verdade também arde na vontade cinza dos cemitérios”
Prazeres, 1985, tarde, 15h
O ministro da Agricultura reiterou hoje a ideia que deixou ontem no Parlamento, quando afirmou que “em Portugal não se sabe atacar fogos florestais”. Apesar de manter a afirmação polémica, Sevinate Pinto assegura que “jamais pretendeu atribuir aos bombeiros a responsabilidade dos trágicos acontecimentos deste ano”.
“os fogos são para apagar, não são para gerir. Vão brincar com a pilinha dos amigos deles lá nas casinhas da Expo e nos Audis de luxo e deixem as pessoas em paz. Aliás, deixem o País em paz, a gente cá se arranja. Párem de sugar na mama, desabitem”
Lembrando, recordando….
Meu patê de gambas
Eras indiano, assim me aparecias Mas para mim eras sueco De mãos rectas e fecundas Pátria marítima, sensação muda Calçadas de cálculo
Olhar de zimbro Ouvido de timbalão Ah, eras um gatão miau…miau Mas faltando-te a espada Calcei-te as botas do bichano
Foz do Moncorvo, numa noite de trovoada, 1982.
Eu cá não sou de intrigas, mas “Olhar de zimbro” é um grande verso. Uau. Estou a falar a sério. Hmm, isto não é de um artolas qualquer.
V.que te pousas de manso no quarto da lua Busca desenfreada nesta língua nocturna És tu que ouço na água de prata? Rua de alma e marfim Descansa da tua inversa certeza.
Pinhal de Leiria, amores núbeis, 1971.
Atenção aos espantalhos!! Ou, é isto mau jornalismo?
E se houver um cartel do fogo, que ateia os incêndios e lucra com a tragédia? E se o pior dia do ano para uns, tiver sido o melhor negócio da vida de outros? Uma grande investigação TVI mostra-lhe um negócio de milhões sob suspeita, entregue a empresas privadas e que conta com a conivência do próprio Estado. Conheça os Governos que protagonizaram os negócios mais ruinosos pagos pelo contribuinte.
Uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de Pedro Soares e edição de Miguel Freitas, para ver no Jornal das 8, segunda-feira, 30 de outubro
O jornalismo da TVI, meu caro, é renomado pela sua indigência moral e preguiça! A reportagem que refere, do ano passado, é o maior exemplo do pior jornalismo!! O Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, se não estou em erro, há-de proferir um juízo definitivo sobre essa peça de incendiarismo jornalístico!!
Arranjam sempre desculpas para a sua própria incompetência e por andarem a destruir Portugal desde 1910. Não vêem que é por demérito próprio??
Inventam relâmpagos, calor no verão, árvores, eucaliptos, máfias, os “populares” (os que verdadeiramente apagam os fogos porque mais ninguém o faz), todo o tipo de coisas menos o óbvio: as autoridades do Estado, viciadas na política e no poder socialista que distribui benesses pelos amigos (essa é a verdadeira máfia portuguesa) estão dotados de uma incompetência assassina e deviam ser todos despedidos por terem destruído os centros operacionais locais que existiam e funcionavam bem. Já o ano passado mataram mais de 200 pessoas e este ano só não morre gente porque agora arrastam as pessoas de casa —obrigando-as a deixar os animais morrerem queimados nos currais— sem poderem defender o que é seu. Porque é que haveriam de sair se sabem que mais ninguém vai ficar a ali a tentar apagar o fogo?
Onde está o PAN e os auto-intitulados amigos dos animais e essa merda toda quando é preciso? Canalhas. Cobardes. Estúpidos. Estúpidos. Nunca vi gente tão estúpida.
E os negócios dos aviões/avionetas/ Siresp…. Com ganhou (ganha) com as negociatas?
É uma autentica loucura e descaramento ouvir os responsáveis dizerem-nos:
… Mil e tal combatentes / centenas de viaturas… O patético é falarem em “dezenas de maquinas de arrasto…. Seus parvalhões sem qualquer pingo de vergonha: – As maquinas de arrasto deveriam ter aberto os caminhos…. muito antes do fogo….! Na serra não havia uma única torre de vigia!
Betinha, Betinha… não seja mais papista do que o PapaCosta!
Alguém se lembra do que disse o PR no ano passado? Não me recordo bem se disse que se houvesse outro incêndio assim se demitia, ou se houvesse outra tragédia assim se demitia. O PR é muito ardiloso com as palavras que usa – embora até agora não haja tantas vítimas, para mim isto é uma tragédia na mesma, para ele talvez não. Não o vejo com vontade de se demitir. E mais uma vez temos o PM de férias e ao fresco enquanto o país arde – não é que faça cá falta, o problema é que há-de voltar. O que tenho lido nos media é mau demais. Planos de prevenção embrulhados na burocracia, o 112 a desejar boa sorte, em 3 dias só haver 3 pessoas a atender no 112 para a metade sul do país – que no Verão é a mais populosa. Só falta os bombeiros também tirarem férias, e deviam fazê-lo, são eles que dão o corpo ao manifesto da incompetência dos políticos. Eu creio que o país se está a desintegrar à vista de todos. Não vou dizer que a culpa é de agora, mas não vejo este trio harmonia que nos governa(…) fazer nada para impedir, pelo contrário. Enquanto não arderem algumas sedes e palácios em Lisboa não se passa nada. Quando isto terminar virão os discursos de meter nojo, a merda dos afectos, os planos de ajuda que não se cumprirão, os planos para que isto não se repita que ficam na gaveta, os apelos à população para fazer uns donativos que desaparecem, ou seja, Pedrógão 2.0. E depois a vida continua, e haverá um novo OE, e os impostos subirão, e inventam-se mais uns, porque já se percebeu que é sacar enquanto não rebenta. Mas já rebentou. O pessoal ainda não se convenceu todo, mas já rebentou.
A tão clamada preparação para fogos, a verba disponibilizada e gasta em meios e prevenção, a basófia desregulada de um governo que quer tirar dividendos de verão anormalmente fresco mas por fazer, condições ambientais que apelam à catástrofe… e temos mais um incêndio terrível para quem o vive na pele, nova machadada no já tão mutilado ambiente de nós todos. O que fica? Para além da desgraça de duplo nível, a certeza de que este governo não serve, em cada catástrofe mais se revela a mesma incompetência. Já merecíamos um conjunto de pessoas idóneas e justas que lutassem por nós que é para isso que são pagos dos nossos bolsos e eleitos pela maioria. Nem bons profissionais sabem ser. Deviam demitir-se.
“Não, não é um problema do Governo, deste ou doutro qualquer, a única coisa um bocadinho mais específica deste Governo é a ridícula tendência para governar como se os governados estivessem sentados à espera de um espectáculo de ilusionismo, nos fogos ou noutra coisa qualquer.”
Henrique Pereira dos Santos, Antologia – Público, 9 Agosto de 2018
Henrique Pereira dos Santos, Antologia…Público…hoje
“…e o Governo estivesse a sofrer uma inominável injustiça é deprimente.” Deprimente é, sem dúvida, a palavra certa!!
Não me canso de louvar o Henrique P. dos Santos, é o meu pequeno contributo de alento e forteza, que bem necessitará! Conhecendo a chusma que nos desgoverna, especialmente o Cabrita que se empoleira a cabo de armas da congregação, não descansará enquanto o não calar ou desacreditar!!
O Henrique Pereira dos Santos é um bom bocado exagerado a desculpar os eucaliptos, quando se sabe que essa árvore tem tendência em lançar projeções de fogo a grande distância. É verdade que as outras árvores ardem tal e qual como o eucalipto arde, mas não espalham o fogo tanto como o eucalipto espalha.
Sim, na Coreia do Norte até têm uma divisão mecanizada de eucaliptos, para além dos vinte regimentos de artilharia!! Não creio que o Henrique P. dos Santos tenha tentado desculpar os eucaliptos. Tal exercício seria absurdo!!
No artigo a que este post se refere Henrique Pereira dos Santos, entre outras coisas, cita Paulo Fernandes como tendo escrito que “não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”. É para mim evidente que esta frase desculpabiliza os eucaliptos. Mais adiante, no mesmo artigo, Henrique Pereira dos Santos escreve “quem se arriscar, como faço neste post, a dizer que a ligação entre fogos e eucalipto é uma treta”. Ou seja, Henrique Pereira dos Santos diz no artigo que a ligação entre fogos e eucalipto “é uma treta”. Portanto, é claro como água que Henrique Pereira dos Santos está a desculpabilizar os eucaliptos. Q.E.D.
“não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”. É para mim evidente que esta frase desculpabiliza os eucaliptos.”
Leio de maneira diversa. Interpreto assim:
“não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”
Lavourinha, a ver se te entra na cabecinha: há neste país muitas áreas de eucaliptal que raramente pegam fogo e onde mais raramente ainda o fogo toma proporções significativas. Por outro lado, contempla o incêndio ainda em curso. A plantação de eucalipto equivalia em área à da vegetação autoctone. Adivinha em que área o incêndio lavrou mais rapidamente e de forma mais descontrolada.
O que eu disse é que o eucalipto tem o perigo de lançar projeções de fogo a longa distância. Mais nada.
Tomemos um campo de estevas e outro de eucaliptos. Suponhamos que ambos estão a arder violentamente. Nas estevas o incêndio propaga-se muito mais rapidamente e a enorme velocidade; mas, chegado a uma estrada, para. Nos eucaliptos o incêndio propaga-se muitíssimo mais lentamente; porém, ainda antes de chegar à estrada, já lançou uma projeção que a atravessou em muitos metros e já está a arder de ambos os lados da estrada.
Também disse que Henrique Pereira dos Santos desculpabilizou o eucalipto, o que é um facto objetivo. A meu ver HPS tem bastante razão, mas é um bocado exagerado nessa desculpabilização. É um facto que um campo de eucaliptos arde muito mais lentamente que um canavial ou um campo de silvas. Mas não deixa de ser verdade que, se o fogo chega às copas, começa a lançar projeções a dezenas de metros de distância, coisa que um fogo em canavial não faz.
“Se eu não tivesse nascido não estava aqui. Contudo se estou aqui é porque me deram nascimento. “
Mato-Grosso, charada após pequeno almoço de ayahuasca, 1980.
A nossa floresta arde descontroladamente porque existe uma estratégia de combate errada e ineficaz. Desde 2004 que isso se tem tornado evidente — com incêndios cada vez maiores que andam dezenas de quilómetros sem que ninguém verdadeiramente os chateie. Os bombeiros vão esperar os fogos a estradões lá no alto do caraças mais velho e entretanto arde tudo pelo meio e quando o querem agarrar está ainda maior porque vem a subir. O tipo de árvores é irrelevante.
Sobretudo desde que acabaram com os vigias, o número de ignições que não são controladas na primeira meia-hora ou na primeira hora (quando ainda é possível controlar um incêndio numa área restrita e com aeronaves — porque depois os aviões e os helis já não apagam quase nada e andam para ali a impedir que outros o façam) é muito maior do que quando havia uma rede de detecção em cada CO que funcionava em paralelo com o 118 para o qual muitas pessoas ligavam logo assim que viam um incêndio. Acabaram com isso tudo e agora está como está. Há culpados.
Também já li e gostei. Receio é que o nosso Primeiro não leia, que se fique pelas notas dos assessores. Infelizmente.
“Exceção que confirma o sucesso”… Nao dá mais, mesmo assessorado…
Jorg
Serviço publico de informação, em original ou divulgação é aqui, e por cá deixo o meu sintético mas revoltado comentário sobre a figura sinistra que nos assola como uma persistente praga:
Costa lá se apresentou já com as nalgas a queimar e mais uma vez na forma do costume, carregando um pulverizador com cinzas e água suja para se regar a ele próprio.
Que grande reservatório de descaramento este trampolineiro transporta.
Fazer-lhe um furo no bidão é preciso.
Costa, no ano passado, reagiu aos incêndios encomendando uma sondagem ao impacto daqueles na popularidade do governo. Costa, este ano, reagiu aos incêndios encomendando umas fotografias encenadas num gabinete.
Costa, no próximo ano, reagirá aos incêndios derramando algumas lágrimas em directo na TV e guardando-as num frasquinho.
Brutamontes de excepção bem colada ao cadáver resgatado das próprias cinzas.
Cilindrado nas urnas içado chefe de governo, bruta e apalhaçada excepção que confirma a regra do regabofe.
Vergonhoso é também haver destes “profissionais “que, não esperam pela extinção do fogo, para criticar quem anda ainda no terreno. Há aqui muitos Interesses políticos. Muito jogo sujo.
“Uma “estratégia e táctica” que “não estão a dar resultados”, “má coordenação de homens e meios” e uma “desorganização total em que ninguém se entende” – Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP).
“Vergonhoso é também haver destes “profissionais “que, não esperam pela extinção do fogo”
É boa… Só exigem cavalheirismo quando é a seu favor. Eles deviam era ser corridos a pontapé. Ainda melhor era aproveitar a noite para enfiar uma máquina de “rasto” na sede da “autoridade”. Revoltem-se, estúpidos!
V. esperemos por um Relatório, finalizado o Fogo,e aja-se em conformidade.
O meu relatório está feito. A culpa é do Governo: a protecção civil não devia existir porque é um mecanismo político que atrapalha os bombeiros e quem quer apagar os fogos. Os fogos são para apagar, não são para gerir. Vão brincar com a pilinha dos amigos deles lá nas casinhas da Expo e nos Audis de luxo e deixem as pessoas em paz. Aliás, deixem o País em paz, a gente cá se arranja. Párem de sugar na mama, desabitem, vão lá para Londres ou coisa assim, que é a terra do caril e das carnes sangradas como mandam os profetas dos barbudos.
“Mais uma acha
Acha, acha…
que a verdade também arde
na vontade cinza dos cemitérios”
Prazeres, 1985, tarde, 15h
O ministro da Agricultura reiterou hoje a ideia que deixou ontem no Parlamento, quando afirmou que “em Portugal não se sabe atacar fogos florestais”. Apesar de manter a afirmação polémica, Sevinate Pinto assegura que “jamais pretendeu atribuir aos bombeiros a responsabilidade dos trágicos acontecimentos deste ano”.
https://www.publico.pt/2003/11/05/socied ade/noticia/sevinate-pinto-reafirma-que-b ombeiros-tem-pouca-formacao-1174058
“os fogos são para apagar, não são para gerir. Vão brincar com a pilinha dos amigos deles lá nas casinhas da Expo e nos Audis de luxo e deixem as pessoas em paz. Aliás, deixem o País em paz, a gente cá se arranja. Párem de sugar na mama, desabitem”
Lembrando, recordando….
Meu patê de gambas
Eras indiano, assim me aparecias
Mas para mim eras sueco
De mãos rectas e fecundas
Pátria marítima, sensação muda
Calçadas de cálculo
Olhar de zimbro
Ouvido de timbalão
Ah, eras um gatão
miau…miau
Mas faltando-te a espada
Calcei-te as botas do bichano
Foz do Moncorvo, numa noite de trovoada, 1982.
Eu cá não sou de intrigas, mas “Olhar de zimbro” é um grande verso. Uau. Estou a falar a sério. Hmm, isto não é de um artolas qualquer.
V.que te pousas de manso no quarto da lua
Busca desenfreada nesta língua nocturna
És tu que ouço na água de prata?
Rua de alma e marfim
Descansa da tua inversa certeza.
Pinhal de Leiria, amores núbeis, 1971.
Atenção aos espantalhos!! Ou, é isto mau jornalismo?
E se houver um cartel do fogo, que ateia os incêndios e lucra com a tragédia? E se o pior dia do ano para uns, tiver sido o melhor negócio da vida de outros? Uma grande investigação TVI mostra-lhe um negócio de milhões sob suspeita, entregue a empresas privadas e que conta com a conivência do próprio Estado. Conheça os Governos que protagonizaram os negócios mais ruinosos pagos pelo contribuinte.
Uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de Pedro Soares e edição de Miguel Freitas, para ver no Jornal das 8, segunda-feira, 30 de outubro
http://tviplayer.iol.pt/programa/reporte r-tvi/53c6b3483004dc006243bd77/video/59f 332d30cf2a3bc49b3ee81
Tal como o PCP aponta baterias ao capitalismo verde, outros poderão “desviar-se” em nome do negócio .
É mau.
Escreva aí os preços e a que industrias se consegue vender madeira ardida vs industrias a que se consegue vender madeira não ardida…
A Máfia do Pinhal
http://tviplayer.iol.pt/programa/reporte r-tvi/53c6b3483004dc006243bd77/episodio/t 5e10
O jornalismo da TVI, meu caro, é renomado pela sua indigência moral e preguiça! A reportagem que refere, do ano passado, é o maior exemplo do pior jornalismo!!
O Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, se não estou em erro, há-de proferir um juízo definitivo sobre essa peça de incendiarismo jornalístico!!
https://www.google.pt/amp/s/www.sabado.p t/opiniao/convidados/joao-brandao-ferrei ra/amp/o-negocio-dos-incendios
https://www.google.pt/amp/s/www.publico.p t/2016/08/11/sociedade/noticia/a-industr ia-do-fogo-da-dinheiro-a-muita-gente-adm ite-secretario-de-estado-1741037/amp
Hernâni Carvalho: «Há uma indústria do Fogo escondida dos portugueses»
https://youtu.be/iUOv2NS_6QA
Arranjam sempre desculpas para a sua própria incompetência e por andarem a destruir Portugal desde 1910. Não vêem que é por demérito próprio??
Inventam relâmpagos, calor no verão, árvores, eucaliptos, máfias, os “populares” (os que verdadeiramente apagam os fogos porque mais ninguém o faz), todo o tipo de coisas menos o óbvio: as autoridades do Estado, viciadas na política e no poder socialista que distribui benesses pelos amigos (essa é a verdadeira máfia portuguesa) estão dotados de uma incompetência assassina e deviam ser todos despedidos por terem destruído os centros operacionais locais que existiam e funcionavam bem. Já o ano passado mataram mais de 200 pessoas e este ano só não morre gente porque agora arrastam as pessoas de casa —obrigando-as a deixar os animais morrerem queimados nos currais— sem poderem defender o que é seu. Porque é que haveriam de sair se sabem que mais ninguém vai ficar a ali a tentar apagar o fogo?
Onde está o PAN e os auto-intitulados amigos dos animais e essa merda toda quando é preciso? Canalhas. Cobardes. Estúpidos. Estúpidos. Nunca vi gente tão estúpida.
E os negócios dos aviões/avionetas/ Siresp…. Com ganhou (ganha) com as negociatas?
É uma autentica loucura e descaramento ouvir os responsáveis dizerem-nos:
… Mil e tal combatentes / centenas de viaturas…
O patético é falarem em “dezenas de maquinas de arrasto….
Seus parvalhões sem qualquer pingo de vergonha:
– As maquinas de arrasto deveriam ter aberto os caminhos…. muito antes do fogo….! Na serra não havia uma única torre de vigia!
Betinha, Betinha… não seja mais papista do que o PapaCosta!
Amendes
Águas roubadas
Esperanças desfeitas
Degraus inacabados
Águas furtadas
Comida já feita
Companhia já desfeita
(Ouve-se um bater de janela….será o vento, ou o António?)
Ao almoço, Lisboa, Martim Moniz, 1964
Alguém se lembra do que disse o PR no ano passado?
Não me recordo bem se disse que se houvesse outro incêndio assim se demitia, ou se houvesse outra tragédia assim se demitia.
O PR é muito ardiloso com as palavras que usa – embora até agora não haja tantas vítimas, para mim isto é uma tragédia na mesma, para ele talvez não. Não o vejo com vontade de se demitir.
E mais uma vez temos o PM de férias e ao fresco enquanto o país arde – não é que faça cá falta, o problema é que há-de voltar.
O que tenho lido nos media é mau demais. Planos de prevenção embrulhados na burocracia, o 112 a desejar boa sorte, em 3 dias só haver 3 pessoas a atender no 112 para a metade sul do país – que no Verão é a mais populosa. Só falta os bombeiros também tirarem férias, e deviam fazê-lo, são eles que dão o corpo ao manifesto da incompetência dos políticos.
Eu creio que o país se está a desintegrar à vista de todos. Não vou dizer que a culpa é de agora, mas não vejo este trio harmonia que nos governa(…) fazer nada para impedir, pelo contrário. Enquanto não arderem algumas sedes e palácios em Lisboa não se passa nada.
Quando isto terminar virão os discursos de meter nojo, a merda dos afectos, os planos de ajuda que não se cumprirão, os planos para que isto não se repita que ficam na gaveta, os apelos à população para fazer uns donativos que desaparecem, ou seja, Pedrógão 2.0. E depois a vida continua, e haverá um novo OE, e os impostos subirão, e inventam-se mais uns, porque já se percebeu que é sacar enquanto não rebenta. Mas já rebentou.
O pessoal ainda não se convenceu todo, mas já rebentou.
Comentário da semana
Subscrevo, frisando “não é que faça cá falta, o problema é que há-de voltar.”
A tão clamada preparação para fogos, a verba disponibilizada e gasta em meios e prevenção, a basófia desregulada de um governo que quer tirar dividendos de verão anormalmente fresco mas por fazer, condições ambientais que apelam à catástrofe… e temos mais um incêndio terrível para quem o vive na pele, nova machadada no já tão mutilado ambiente de nós todos. O que fica? Para além da desgraça de duplo nível, a certeza de que este governo não serve, em cada catástrofe mais se revela a mesma incompetência. Já merecíamos um conjunto de pessoas idóneas e justas que lutassem por nós que é para isso que são pagos dos nossos bolsos e eleitos pela maioria. Nem bons profissionais sabem ser. Deviam demitir-se.
Sim, mas alguém recorda o que disse Marcelo?
O PR é muito ardiloso com as palavras que usa
E a mais ardilosa é comp’tividade. Para ele é semelhante a potlatch.
Melhor ainda, o mais recente: pidez-pode-ser-uma-fatalidade-mas-669482 5
https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/a-estu
Em grande forma, o caríssimo Henrique Pereira dos Santos!!
Um bem haja,
Vai daqui um grande bem haja ao Henrique P. dos Santos!!
E que não lhe doam as mãos!!
Óde aos gebos!
“Não, não é um problema do Governo, deste ou doutro qualquer, a única coisa um bocadinho mais específica deste Governo é a ridícula tendência para governar como se os governados estivessem sentados à espera de um espectáculo de ilusionismo, nos fogos ou noutra coisa qualquer.”
Henrique Pereira dos Santos, Antologia – Público, 9 Agosto de 2018
E ainda mais excelente: ade/opiniao/excepcoes-e-espantalhos-1840 499
https://www.publico.pt/2018/08/09/socied
Henrique Pereira dos Santos, Antologia…Público…hoje
“…e o Governo estivesse a sofrer uma inominável injustiça é deprimente.”
Deprimente é, sem dúvida, a palavra certa!!
Não me canso de louvar o Henrique P. dos Santos, é o meu pequeno contributo de alento e forteza, que bem necessitará!
Conhecendo a chusma que nos desgoverna, especialmente o Cabrita que se empoleira a cabo de armas da congregação, não descansará enquanto o não calar ou desacreditar!!
Este Cabrita é o cretino que pôs os seguranças fora de casa porque lhe incomodavam os cães?
O Henrique Pereira dos Santos é um bom bocado exagerado a desculpar os eucaliptos, quando se sabe que essa árvore tem tendência em lançar projeções de fogo a grande distância.
É verdade que as outras árvores ardem tal e qual como o eucalipto arde, mas não espalham o fogo tanto como o eucalipto espalha.
Sim, na Coreia do Norte até têm uma divisão mecanizada de eucaliptos, para além dos vinte regimentos de artilharia!!
Não creio que o Henrique P. dos Santos tenha tentado desculpar os eucaliptos. Tal exercício seria absurdo!!
No artigo a que este post se refere Henrique Pereira dos Santos, entre outras coisas, cita Paulo Fernandes como tendo escrito que “não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”. É para mim evidente que esta frase desculpabiliza os eucaliptos.
Mais adiante, no mesmo artigo, Henrique Pereira dos Santos escreve “quem se arriscar, como faço neste post, a dizer que a ligação entre fogos e eucalipto é uma treta”. Ou seja, Henrique Pereira dos Santos diz no artigo que a ligação entre fogos e eucalipto “é uma treta”.
Portanto, é claro como água que Henrique Pereira dos Santos está a desculpabilizar os eucaliptos. Q.E.D.
“não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”. É para mim evidente que esta frase desculpabiliza os eucaliptos.”
Leio de maneira diversa. Interpreto assim:
“não há um único estudo que mostre que os incêndios em Portugal são maiores ou mais severos por causa do eucalipto”
Lavourinha, a ver se te entra na cabecinha: há neste país muitas áreas de eucaliptal que raramente pegam fogo e onde mais raramente ainda o fogo toma proporções significativas.
Por outro lado, contempla o incêndio ainda em curso. A plantação de eucalipto equivalia em área à da vegetação autoctone. Adivinha em que área o incêndio lavrou mais rapidamente e de forma mais descontrolada.
O que eu disse é que o eucalipto tem o perigo de lançar projeções de fogo a longa distância. Mais nada.
Tomemos um campo de estevas e outro de eucaliptos. Suponhamos que ambos estão a arder violentamente. Nas estevas o incêndio propaga-se muito mais rapidamente e a enorme velocidade; mas, chegado a uma estrada, para. Nos eucaliptos o incêndio propaga-se muitíssimo mais lentamente; porém, ainda antes de chegar à estrada, já lançou uma projeção que a atravessou em muitos metros e já está a arder de ambos os lados da estrada.
Também disse que Henrique Pereira dos Santos desculpabilizou o eucalipto, o que é um facto objetivo. A meu ver HPS tem bastante razão, mas é um bocado exagerado nessa desculpabilização. É um facto que um campo de eucaliptos arde muito mais lentamente que um canavial ou um campo de silvas. Mas não deixa de ser verdade que, se o fogo chega às copas, começa a lançar projeções a dezenas de metros de distância, coisa que um fogo em canavial não faz.
“Se eu não tivesse nascido não estava aqui. Contudo se estou aqui é porque me deram nascimento. “
Mato-Grosso, charada após pequeno almoço de ayahuasca, 1980.
A nossa floresta arde descontroladamente porque existe uma estratégia de combate errada e ineficaz. Desde 2004 que isso se tem tornado evidente — com incêndios cada vez maiores que andam dezenas de quilómetros sem que ninguém verdadeiramente os chateie. Os bombeiros vão esperar os fogos a estradões lá no alto do caraças mais velho e entretanto arde tudo pelo meio e quando o querem agarrar está ainda maior porque vem a subir. O tipo de árvores é irrelevante.
Sobretudo desde que acabaram com os vigias, o número de ignições que não são controladas na primeira meia-hora ou na primeira hora (quando ainda é possível controlar um incêndio numa área restrita e com aeronaves — porque depois os aviões e os helis já não apagam quase nada e andam para ali a impedir que outros o façam) é muito maior do que quando havia uma rede de detecção em cada CO que funcionava em paralelo com o 118 para o qual muitas pessoas ligavam logo assim que viam um incêndio. Acabaram com isso tudo e agora está como está. Há culpados.