Uma reflexão do Bruno Faria Lopes, que toca num ponto nevrálgico e merece leitura atenta do princípio ao fim: “A falta de respeito é o detonador da carga de frustrações e de descontentamento colectivo”.
Quem não perceber isto, nada entende do que é essencial. Em política e muito para além dela.

Concordo, Pedro. «Em política e muito para além dela». Conquanto empreguemos este princípio em todos os campos da vida e mesmo com aqueles que julgamos que devem mais respeitar do que serem respeitados. Como as crianças, por exemplo.
Isso mesmo, Cristina.
Perfeito! Há uma falta de respeito, por tudo e por todos que dói. Eles não pensam nas pessoas como seres humanos, mas como coisas que têm de aguentar custe o que custar. Até quando, este povo de alma guerreira vai aguentar tamanha desumanização? A continuarmos por este caminho, estamos a chegar ao auge da saturação e aí chegados vai ser muito mau.
Temo que no caso dos Portugueses não cheguemos lá !
Acho que estamos a ter uma atitude semelhante á dos Judeus na 2ª Guerra : deixar andar a ver se não me toca a mim !
Já os Gregos , Cipriotas , Espanhóis e Italianos pareceram-me os Polacos aquando da Revolta de Varsóvia em 1944 , “lutaram” mas já amocharam.
“deixar andar a ver se não me toca a mim !”
Infelizmente tem razão. A estratégia de “dividir e conquistar” do governo está a resultar plenamente. Sobre determinado prisma todos somos privilegiados, e é sobre esse prisma que as medidas são apresentados. Um dia são os professores, outro dia os viuvos “ricos”, no outro a malta do RSI…
Pedro,
muito para além da falta de respeito revelada por estes tipos, surpreende-me quem aceite ser desrespeitado. Estas situações de desrespeito, a que faz alusão o autor do artigo no “Económico”, no que respeita ao sector privado, já ocorrem desde os anos 90 do século passado. Creio que as ocorrências e a observação dos acontecimentos no sector privado foi o balão de ensaio dos rapazes deste (des)governo e também do anterior.
Por isto mesmo não admira que eles estejam tão empenhados a em tudo equipararem o sector público ao sector privado.
O sector privado, em regra, com poucas e notáveis excepções, socorrendo-se de leizinhas e dos processos dilatórios que as mesmas proporcionam, sempre levou a efeito, entre outras, a técnica do “emprateleiramento” e do terror. Técnica(s) de baixo calibre social, moral e ético. Forçando, assim, o trabalhador, qualquer que fosse sua categoria profissional, a uma humilhação tal por forma a que este entregasse os pontos.
Vai daí, os cortes salariais que muitos preconizam para o sector privado nada mais são que um fait-diver que se socorre do ambiente de crise para satisfazer insaciáveis ganâncias.
Outra coisa é falar-se de despedimentos. Sim, há muitas empresas que necessitam fazer despedimentos fruto da retracção do mercado. Todavia, à semelhança do (des)governo, muitos não só usam os despedimentos como também para os que ficam pretendem sempre ir mais longe.
Por fim, a falta de respeito que o governo revela tem escola nas ditas bases sociais.
Surpreendidos? Eu não!