
Britain’s ‘disgraceful’ pre-handover efforts to deny nationality to Hongkongers revealed in declassified cabinet files
“(…) Portugal had remained adamant that its constitution did not allow it to distinguish between holders of Portuguese nationality, unlike Britain, which had a two-tier system, according to the files. “

Mas parece que aquando da descolonização (de Angola, etc), Portugal elaborou uma lei da nacionalidade explicitamente racista com o fim de impedir que todos os angolanos, etc pudessem reclamar nacionalidade portuguesa.
Parvos dos ingleses. Tivessem dado nacionalidade a todos os HongKongers e teriam agora mais meio milhão de cidadãos altamente trabalhadores, diligentes e inteligentes. Perderam uma excelente oportunidade de enriquecer o país deles.
O problema é que se a maioria optasse pela nacionalidade britânica criar-se-ia um problema com a entrega de Hong-Kong à China. Qual seria a resposta britânica à arbitrariedade das políticas chinesas actuais de segurança e liberdade naquele território?
Eu visitei Macau em 1999, antes da sua entrega à China. Na altura disseram-me que a população macaense que ocupava o funcionalismo público já tinha partido para Portugal ou para a Austrália. Segundo me explicaram, a China afirmara que não admitiria nenhum funcionário público que não soubesse escrever mandarim, Ora, os macaenses, quer eram habitualmente filhos de pai português e de mãe chinesa, falavam cantonês, mas não conheciam a escrita, razão pela qual já sabiam que não tinham condições para manter o cargo que ocupavam.
Quanto à diferença de atribuição da nacionalidade, penso que o resultado prático acabou por ser o mesmo, uma vez que a China garantiu que nunca reconheceria a nacionalidade inglesa ou portuguesa a quem não fosse de etnia europeia. Na altura lembro-me de ter causado indignação um episódio de um cidadão de Hong-Kong de etnia chinesa que quis atravessar a fronteira para a China exibindo um passaporte inglês. O guarda fronteiriço pôs-lhe um espelho à frente da testa, e disse que olhasse para os seus olhos e lhe dissesse a que país pertencia. Querer manter a nacionalidade do anterior ocupante só faz sentido se for para regressar a esse país. Quem queira ficar onde está, tem que aceitar a mudança.
Caríssimo Luís, a meu ver, o único sentido que vejo na sua respeitável opinião é um sentido semântico. Tendo sido Hong Kong território britânico durante séculos não me parece razoável obrigar cidadãos britânicos a escolherem de chofre a nacionalidade chinesa, sobretudo tendo como critério a morfologia.
Como tenho dito várias vezes, os europeus são os menos racistas de todos — para seu próprio prejuízo e ulterior destruição.
“uma vez que a China garantiu que nunca reconheceria a nacionalidade inglesa ou portuguesa a quem não fosse de etnia europeia”
Xenophobia much?
Caro Luís,
Não sei que te “vendeu” isso mas foi pouco sério. Aliás, não tem sido verdade.
E calculo de onde tenha saído. Dos que se apressaram a mandar os portugueses de volta enquanto enchiam contentores.
Ao contrário da opinião frequentemente publicada, Portugal não fica sempre mal na fotografia.
Nem por sombras, sobretudo quando comparados com os anglo-saxónicos