De facto, são estas as duas dimensões basilares do problema. Mas nunca a causa se pode pôr ao mesmo nível dos respetivos efeitos. Porque a eliminação dos efeitos não implica necessariamente a eliminação da causa. Quando muito, reprime-a. E a repressão é sempre um vulcão adormecido, sempre pronto a explodir.
A forma salomónica e ilusoriamente equilibrada e tolerante com que o autor aborda a questão não é mais que um meio termo, que agrada ao senso comum, mas que mais não faz que induzir nas pessoas uma aceitação conformada, um fatalismo regado e sublimado por uma borbulhante caneca de cerveja, tão alienante como as virgens prometidas no outro lado da barricada.
“Una es la culpa; la otra, la autoridad.”
De facto, são estas as duas dimensões basilares do problema.
Mas nunca a causa se pode pôr ao mesmo nível dos respetivos efeitos.
Porque a eliminação dos efeitos não implica necessariamente a eliminação da causa.
Quando muito, reprime-a.
E a repressão é sempre um vulcão adormecido, sempre pronto a explodir.
A forma salomónica e ilusoriamente equilibrada e tolerante com que o autor aborda a questão não é mais que um meio termo, que agrada ao senso comum, mas que mais não faz que induzir nas pessoas uma aceitação conformada, um fatalismo regado e sublimado por uma borbulhante caneca de cerveja, tão alienante como as virgens prometidas no outro lado da barricada.
João de Brito