
Tenho acompanhado com um sorriso nos lábios a magna questão sobre a discussão da tolerância de ponto a propósito da vinda do Papa Francisco. Estou particularmente chocado com os deputados intolerantes que se manifestaram contra essa benesse aos funcionários públicos, ansiosos por ir ver o Papa ao Algarve num fim-de-semana prolongado.
O que ninguém está, porém, a referir é a escandalosa discriminação de não conceder a tradicional amnistia pela vinda do Papa Francisco a Portugal. Em anteriores vindas de Papas não havia apenas uma tolerância de ponto, mas também uma amnistia que limpava todas as multas, coimas e quejandos, a bem da caridade cristã, misericordiosa para com esses pecados veniais.
Afinal de contas perante uma vinda de um Papa tão importante como o Papa Francisco, a amnistia era um “must” que se impunha, tendo aliás sido pedida pelo Papa. Pelos vistos os deputados não estão abrangidos pelo espírito da visita papal.
Os deputados que deixem de ser religiosamente intolerantes e aprovem mas é a amnistia. Todo o país cristão — e não apenas os funcionários públicos — o exige.

Penso que a República devia banir o dia de Natal. Em sua substituição proponho celebrar-se o Dia da Família, ou então o Deus Mitra.
Muito bem, Luís.
Petição pela amnistia do 13 de Maio.
Primeiro subscritor: Armando Vara.
O que interessa ao sistema socialista é o dinheiro. Dos outros.
Pois o que interessa é o dinheiro, não o dono. Os socialistas não são mais tolos que os outros.
Pois. Os automobilistas portugueses estão ansiosos por poderem passar um mês a estacionar em cima dos passeios com as multas a serem todas perdoadas. Vai ser bestial, voltar por um mesinho que seja à moda antiga.
Não seja intolerante. Acredite que todo aquele que se arrepende merece ser perdoado.
Nunca vi nenhum automobilista arrependido pelo prejuízo que causou aos peões com o seu mau estacionamento.
Os automobilistas são como os fumadores: arrogantes e impenitentes. A única coisa que funciona com eles é a repressão.
Aí está um exemplo de um discurso de ódio e de intolerância. Que Deus lhe perdoe!
Lavoura, ser assim qualificado por tão alto intelecto como o seu, e de forma tão cristalina e liminar – sem perdas de tempo com minudências de gradação, contexto ou contraditório: ser-se automobilista como condição suficiente e automática para arrogância e impenitência intoleráveis e a castigar implacavelmente (um tudo nada totalitáriozinho, o seu raciocínio, mas releve-se isso em quem, reclamando-se de liberal, deixa por aqui com comovente regularidade notas de verdadeira poesia em prosa jacobina) – é um sinal de reconfortante decência.
Decência minha.
Costa
Os automobilistas são arrogantes e impenitentes, tal como os fumadores; o Lavoura não. Nem é impenitente, nem fumador, nem automobilista, apenas impertinente.