![thumbnail_20180815_233842-1[1].jpg thumbnail_20180815_233842-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21151799_m0hqb.jpeg)
Tanto se fala hoje em dia no crescente desinteresse que suscita a leitura dos jornais. Os teóricos do costume adiantam as mais diversas teses para o fenómeno – sociais, económicas e até “civilizacionais”.
Eu proponho uma tese menos bombástica mas talvez mais colada à realidade. E muito mais benévola para a capacidade de discernimento dos leitores, divorciados da galopante mediocridade evidenciada em tantos textos que nunca deveriam ter saído do tinteiro e fartos de lerem tanta frase grosseiramente incompetente naquilo a que se convencionou chamar “imprensa de referência”.
Eis aqui um exemplo, entre tantos outros – neste caso, um título publicado há dias num jornal de grande expansão nacional. Se coisas destas afugentam leitores, é sinal de inteligência e lucidez da parte destes.

até eu sem formação em Letras sei que o ‘jornalista’ deveria ter escrito !…
interveio – (verbo intervir, pretérito perfeito do Indicativo na 3ª pessoa do singular, salvo erro !)
Pois.
Lembrou-me que os adeptos do sportem deveriam proteger os de Moreira.
Protegê-los de quem? Dos cónegos?…
Bela revista, belas mulheres.
Até pode ser uma extensão progressista da reforma ortográfica. Sabe-se lá.
Há gralhas engraçadas. Um jornal local, no fim de ano, desejou aos leitores Boas Bestas. Uns dias depois pediram desculpas pela “grelha”.
Isto não é de agora, não recordo detalhes, mas um dos nossos reis chegou do Brasil lesionado, e um jornal da época anunciou que o Rei vinha apoiado em duas maletas. Na correcção vinha apoiado em duas mulatas…
Também há o caso do repórter italiano que noticiou a morte dum Papa cedo demais, e corrigiu dizendo que “lamentávelmente, o Papa ainda não morreu”.
E temos por cá as reportagens de incêndios – “arderam 200 Ha de pinhal de eucalipto”, e “em princípio tratou-se de incêndio”.