A incompetente mediocridade


Pedro Correia,

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Tanto se fala hoje em dia no crescente desinteresse que suscita a leitura dos jornais. Os teóricos do costume adiantam as mais diversas teses para o fenómeno – sociais, económicas e até “civilizacionais”.

Eu proponho uma tese menos bombástica mas talvez mais colada à realidade. E muito mais benévola para a capacidade de discernimento dos leitores, divorciados da galopante mediocridade evidenciada em tantos textos que nunca deveriam ter saído do tinteiro e fartos de lerem tanta frase grosseiramente incompetente naquilo a que se convencionou chamar “imprensa de referência”. 

Eis aqui um exemplo, entre tantos outros – neste caso, um título publicado há dias num jornal de grande expansão nacional. Se coisas destas afugentam leitores, é sinal de inteligência e lucidez da parte destes.

6 comentários em “A incompetente mediocridade”

  1. até eu sem formação em Letras sei que o ‘jornalista’ deveria ter escrito !…

    interveio – (verbo intervir, pretérito perfeito do Indicativo na 3ª pessoa do singular, salvo erro !)

  2. Até pode ser uma extensão progressista da reforma ortográfica. Sabe-se lá.
    Há gralhas engraçadas. Um jornal local, no fim de ano, desejou aos leitores Boas Bestas. Uns dias depois pediram desculpas pela “grelha”.
    Isto não é de agora, não recordo detalhes, mas um dos nossos reis chegou do Brasil lesionado, e um jornal da época anunciou que o Rei vinha apoiado em duas maletas. Na correcção vinha apoiado em duas mulatas…
    Também há o caso do repórter italiano que noticiou a morte dum Papa cedo demais, e corrigiu dizendo que “lamentávelmente, o Papa ainda não morreu”.
    E temos por cá as reportagens de incêndios – “arderam 200 Ha de pinhal de eucalipto”, e “em princípio tratou-se de incêndio”.

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