
Há dias houve (mais) dois episódios bem denotativos do ambiente, muito induzido, vigente nos espectáculos desportivos, que vai passando incólume diante da opinião pública – que continua a considerar muito normal a “oposição” entre adeptos – e do Estado, apesar dos sucessivos governos produzirem declarações de boas intenções e, até, criarem “organismos” destinados à vigilância e pacificação desses espectáculos. Agora as coisas vieram mais para os escaparates dado que havia crianças envolvidas nos dislates, primeiro em Famalicão, depois no Estoril (como a fotografia ilustra).
A ausência de repressão sobre a ralé clubista é notória, bem como o seu acarinhar, tanto pelas “instituições de utilidade pública” que são os clubes desportivos como pela imprensa, que se desdobra em mesuras e atenções para os “dirigentes” e actividades dessas faunas. E nisso há uma inculta incompreensão sobre as características (repito, muito induzidas) destes processos.
Por isso tanto me chamou a atenção um postal do escritor moçambicano Luís José Loforte), que resume bem a ignorância da imprensa portuguesa que aflora o assunto. Pois há dias disse Loforte: “Nos jogos [de futebol] em Moçambique tenho notado que cada um vai com a camiseta do clube da sua predilecção e senta onde bem lhe apetece, ou onde a sua carteira lhe permitir, sem problemas e onde quer que seja. Foi pungente a imagem do menino português, adepto do Benfica, obrigado a assistir o jogo de tronco nu apenas porque estava entre adeptos do Famalicão. Mais triste ainda foi um jornalista [televisivo] a dizer: “Até parece um país do terceiro mundo!”. E quando li tamanha burrice, conclui: como Moçambique, por exemplo!“
Não haja dúvida, uma imprensa do “Terceiro Mundo”. E uma tutela estatal sobre o desporto que é do “Terceiro Mundo”. Isto para se falar de forma a que esta ignorante gente perceba…

Uma boa parte de adeptos que vai ao futebol são animais irracionais, grosseiros, incultos, quartomundistas, …..,e, também, não se percebe, por que razão os pais levam menores para aqueles locais, onde reina o grito selvagem, como nas tribos bárbaras.
Que resultado poderíamos ter que não este quando boa parte dos dirigentes desportivos passa a vida a debitar fel e rigorosamente nada lhes acontece? Pior até os que foram apanhados em escutas a tecer claros esquemas de corrupção continuam a dirigir clubes como se nada se tivesse passado. Um futebol, um desporto, um país sem lei só pode gerar uma horda de selvagens.
O termo “terceiro mundo” não foi inventado por Mao Zedong? Interessante ver que há maoístas neste blog, estilo Durão Barroso.
E o desinteressante neste blog é o ror de comentadores anónimos patetas e ignorantes – https://fr.wikipedia.org/wiki/Tiers_mon de
Ficou triggered?
Não. Apenas enojado com o javardismo da ignorância atrevida.
“javardismo” Cuidado com esta palavra.
Este Moçambicano que escreveu esta observação ficou com uma cultura desportiva muito especial que havia no tempo colonial, tanto em Lourenço Marques como em Luanda, assim como na Beira ou em Benguela.
Alguns restos de qualidade de vida lá ficaram!
Essa ‘até parece do terceiro mundo’ é sempre aplicada a situações de miséria, atraso tecnológico e estruturas gerais como na Europa p.ex.
Mas, nunca a mesma expressão aparece quando há descarado enriquecimento ilícito.
Os casos Socrates, Duarte Lima e outros parecidos, nunca foram apelidados de ‘até parece que estão no terceiro mundo’, e é precisamente em países do terceiro mundo que mais destes casos acontecem.
há 70anos dizia Prof de Medicina
«desista! vá para jornalista»
E os programas da bola nas TV’s? em-condenacao-a-comentador-da-btv-que-in sultou-pinto-da-costa-15214243.html
https://www.jn.pt/desporto/tribunal-mant
E quando em vez de crianças são mulheres? ado-por-insultar-arbitra-o-teu-lugar-e-n a-cozinha-15213236.html
https://www.jn.pt/desporto/medico-conden
Já agora: vamos falar a sério do que se passou com a equipa feminina do Famalicão?