A propósito do episódio da alteração do apelido do líder cessante da CGTP no ticker das notícias da SIC, os comentadores mais entendidos nestas matérias salientaram exclusivamente a importância do “v”. Defenderam todos eles que a ausência da dita consoante seria decisiva na deturpação do sentido da palavra. Por acaso, não concordo. Procurarei concretizar o que pretendo afirmar através de um exemplo. Tomemos o apelido Silva. Façamos cair o “v”. Fica Sila, certo? Pois é. Não fica nada de especial. Ora exactamente o mesmo se passa em Carvalho. A corrupção do apelido e a sua transformação naquilo que vocês sabem está relacionada com a queda do “v”, claro. Mas, tal facto, só por si, seria absolutamente irrelevante se antes e depois dessa consoante não existisse no apelido o que existe. Isto é, o car (antes) e o alho (depois). É pois de elementar justiça que se reconheça a importância do car_alho. Permita-se então que aumente em relevância e que ocupe o seu devido lugar.


Será que alguém pode negar que a falta – do que quer que seja – aguça o engenho?!
Caro Rui esta tua cronica leva um Oscar. Com c, claro!
Exactamente, Helena.
Já dizia o Bocage num celebre soneto (Soneto do Pau Decifrado) : Para Carualho falta-lhe o “U”. E quem adivinhar, etc., etc,…
Ora nem mais, Alexandre.
Aqui está a fotografia do Carvalho a falar do Car_alho. Rima e é verdade…
O Rodigo?