A importância da construção europeia


cadernoelastico,

"The Commission staff didn’t just speak several languages; they joke in them, fought in them, made love in them. Speaking of making love, there were lots of European marriages in the early years. German married Italians and their children’s first language was French. In the backyards of the suburbs surrounding Brussels lived a polyglot of people who were literally married to the idea of Europe."

George Taber

 

Esta também é a minha Europa.

9 comentários em “A importância da construção europeia”

  1. Se o dr. Soares tem ido (mais cedo) para Bruxelas em vez de ter ido para Paris, a esta hora falava línguas como gente grande, eh eh

  2. Grande citação. A utopia europeia num parágrafo.

    De onde é que é tirada?

    Mas esta ideia da Europa como unificação dos povos europeus está muito longe de existir em algo que não seja povoado pela tecnocracia de Bruxelas/Estrasburgo.

    Que aliás é um dos maiores flagelos que afectam a integração europeia. Bruxelas/Estrasburgo falam cada vez mais para si próprios, e não para os europeus.

    Como utopia não está mau. A realidade é que atrapalha.

    DM

  3. Sim, isso está tudo muito bem e é tudo muito bonito enquanto estamos a falar de um leque de 4 ou 5 línguas com grande expressão universal. Não nos esqueçamos, porém, que na Europa falam-se cerca de 20 línguas. Em minha opinião, (que não é de agora, mas já de há muitos anos), estas diversidade linguística e dispersão cultural, têm sido precisamente as mais sérias barreiras para que processo de união ande ao ritmo a que se sabe e com os solavancos que tem conhecido. Os EEUU são efectivamente uma união, precisamente porque, apesar de uma grande diversidade cultural têm, contudo, uma unidade linguísta. Ou será que alguém consegue imaginar uns EUA com 30 ou mais línguas a serem faladas em 50 estados diferentes?
    E a Europa, quanto a mim, tem de começar a pensar exactamente nisso: – a falar em “europês”

  4. Tenho um especial apreço pela questão das línguas, uma vez que tenho já aprendido umas quantas. A questão dos casais referidos é muito interessante, uma vez que me revejo fortemente nisso. A minha companheira é sérvia, vivemos na Holanda e falamos habitualmente entre nós em inglês (embora comecemos a usar as nossas próprias línguas). Imagino crianças que venhamos a ter a falar 4 línguas de base. Holandês por causa do país, português por minha causa, servo-croata por causa da minha companheira e inglês por nos ouvirem a usar a língua em casa. Conheço até um caso semelhante de Macau.

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