(a foto pertence ao Expresso e foi tirada daqui)
Gente séria tê-lo-ia admitido desde o princípio, tal como muitos atempadamente alertaram.
É mais um “tecno-embrulho” que, de novo, não constava do pacote testamentário recebido dos antecessores. E volto a dizer que não estou a discutir a bondade da solução encontrada, nem se é melhor ou pior que a do BPN, apesar de sem rebuço admitir que em princípio será menos má.
Em causa está, porque é isso que me preocupa no padrão comportamental dos dirigentes políticos, a actuação política em concreto de quem decidiu e as declarações que a suportaram, destinadas a atirar areia para os olhos dos contribuintes.
Se pode ser estabelecido um paralelo entre este caso e o BPN, para lá da inenarrável actuação do supervisor, ele encontrar-se-á na forma como em ambos os casos se assumiram riscos iludindo a opinião pública sobre os custos inerentes. Sem frontalidade, sem transparência, fazendo dos outros tolos. A começar pelo Presidente da República.

assumiram-se riscos? mas então os riscos não foram colocados na balança pelos espiritos santos? Já lá estão não foram assumidos por ninguem. Agora só é relevante é decidir o que fazer – e aqui decidir bem. Tudo o resto é caminhar no filão de culpar o bobo pela mensagem. como se fez com o BPN já concordamos que não – e não foi feito. Como se fez agora? Quem decidiu que era assim? foi o governo?….ou foi Bruxelas? Li que a UE vai analisar o caso BES,,,, tribunal do Luxemburgo decidiu…governo de Angola vai decidir…
Existe uma solução para preservar os já exauridos bolsos dos contribuintes de mais um encargo: antes de vender o Novo Banco privatize-se a CGD, que desde 2005 sofreu sucessivos aumentos de capital de mais de 7000 milhões de euros, saídos directamente do OGE, portanto dos bolsos dos contribuintes, o que parece nunca ter incomodado tantos dos que se incomodam agora. Feitios…