
COSTA ERRÁTICO: VAI PERDER TUDO
Clara Ferreira Alves, SIC Notícias, 27 de Janeiro:
«Não houve discurso mais errático. António Costa foi errático. Isto dá uma aparência de desonestidade intelectual. E é muito grave.»
«António Costa pode estar a milímetros de acabar, ingloriamente, a sua carreira política. Não há cargos europeus para quem perde eleições neste cenário.»
«António Costa acabou a fazer uma espécie de discurso de caixeiro-viajante, à porta, a vender escovas e sabões.»
«António Costa não é capaz de negociar com ninguém, nem com ele mesmo. Sabe que está a muito pouco de perder – de perder tudo. E de rematar uma longuíssima carreira, desde 1995, da pior maneira.»
«Rui Rio foi mais claro desde o início.»
«António Costa tinha propósitos de maioria absoluta, que era evidentemente uma miragem.»
COSTA CORREDOR DE FUNDO: ERA INEVITÁVEL GANHAR
Clara Ferreira Alves, Expresso, 31 de Janeiro:
«Era inevitável. António Costa é um corredor de fundo e desta vez apostou tudo, incluindo ele mesmo. Ganhou.»
«O valor máximo de António Costa foi o de escolher, ou ser obrigado a escolher, ficar em Portugal e governar com as cartas que lhe dão. Não desertou, não ameaçou desertar.»
RIO ERRÁTICO: A GERONTOCRACIA DO PSD
Clara Ferreira Alves, SIC Notícias, 3 de Fevereiro:
«O PSD tem um sistema esfrangalhado e que o próprio Rui Rio, com o seu jeito errático e disperso e temperamental, ajudou ainda… [com] mensagem errada.»
«Olha-se para aquela gerontocracia do PSD e pensa-se: esta gente está toda a cair da tripeça.»
«O PSD era um ponto de interrogação. Era o Rio e o Albino, o gato.»
«De facto, Costa venceu os debates.»

Há quanto tempo não vejo o Eixo do Mal….
Quase sempre defendi Clara Ferreira Alves no mundo que me pertence, onde , sobretudo os mais jovens, a atacavam por isto ou aquilo. Não que concordasse com tudo que expunha, mas reconhecia-lhe conhecimento e perspectiva pessoal sobre os temas. Embora descontextualizados, os fragmentos expostos podem dar azo (dão azo) à ideia de ser uma troca tintas, bandeirinha ao sabor do vento. Não é a opinião que tenho da senhora. Portanto, só posso concluir que as palavras de Janeiro se referiam a situação específica (como o debate televisivo Costa- Rio) e as de Fevereiro, ao resultado das eleições. A não ser assim ou semelhante, diria que muito mudou a jornalista e que é grande pena; apesar dos tiques de garota superior, tenha-a em boa conta.
As palavras proferidas três dias antes da eleição legislativa não poderiam referir-se ao debate Costa-Rio pois esta senhora concluiu (depois de contados os votos) que «Costa venceu os debates».
LIÇÃO
Clara mas não alva, bem desmontada neste postal que engrandece, puxando para a clareza um jornalismo alarve, que teima em se arrastar nos labirintos oportunistas da servidão ondulante.
O Vasco Pulido Valente (que saudades) catalogava esta pespineta como analfabeta funcional, e que andava há décadas para escrever um romance
Nunca o consegui e dedicou-se à comédia política.
Alguém devia inventar um emoji para estes casos que quase provocam dor por vergonha alheia, Pedro.
Parece-me excelente sugestão, Paulo. À consideração dos criativos do Sapo.
Um tudólogo é alguém que diz tudo e o seu contrário. Está correcto!
Um tudólogo é um contorcionista. Sem mácula na cervical.
É o que hoje prevê o que vai acontecer amanhã, e depois de amanhã consegue explicar porque aconteceu o contrário!
Bom Post amigo Pedro!
Leão do Fundão
Um abraço, meu caro patrício.
Uma delícia… (e há décadas que televisão e jornais pagam a este tipo de tudólogos para “formar opiniões” entre a classe média. Mas, pior, há milhares de imbecis que assistem)
O que mais me intriga é a obsessão com o adjectivo errático.
Próprio de mente errática, diria eu. Se fosse tudólogo.
obsessão até errónea…
O Balsemão está lélé da cuca.
O jpt armado em provedor do que os outros podem ver. Tenha tacto e bom senso para perceber que isso não se diz. Cada um vê o que gosta!
filhos de pais incógnitos, eu não estou “armado em provedor” do que os outros podem ou não ver. Estou apenas a dizer que as audiências que ao longo dos anos vão vendo estes tudólogos são constituída por imbecis. Alguns deles têm a vantagem (mas não desculpa) de terem conhecido os pais. Outros são enjeitados apostos na roda, e andam por aqui a botarem as imbecilidades que se lhes brotam
Ter ‘opinião actualizada’ é dizer o que em cada momento parece corresponder à situação vencedora, seja em votos seja em crença dominante..
Neste caso o que parece é, como dizia o outro.
Raras vezes vi tamanhas cambalhotas em tão poucos dias. Parece-me.
É o comentário político que temos,
Tentei lembrar-me de um comentador que não tivesse feite esta espécie de pirueta entre a saída das sondagens da sexta anterior às eleições e o pós eleições e não me lembrei de nenhum que tivesse visto,
Você faz lembrar aqueles “populares” entrevistados na rua que proclamam: “Os políticos são todos iguais.”
Troca políticos por comentadores – e fim de papo.
Em vez de se preocupar com o que eu sou ou não sou experimente indicar um comentador ou jornalista que não tenha ido atrás de uma sondagem que hoje sabemos estar errada.
Seria bom compreender porque a sondagem estava errada e porque a nossa comunicação social dedicou tanto tempo a propagandear produtos de má qualidade evidente.
Os comentadores não são todos iguais mas pode modar a fotografia do post e reutilizá-lo umas quantas vezes sem dificuldade nenhuma.
Blablablá.
Você é dos tais que, se lhe puserem um microfone na rua a perguntar o que pensa dos políticos, dirá que são “todos iguais”.
Se é isso que pensa dos comentadores, por que raio haveria de aplicar uma grelha diferente aos políticos?
E assim vai desculpando os maiores dislates que se uivam por aí. Com esse chavão do “são todos iguais”.
Não pecebo a sua preocupação com a minha humilde pessoa.
Disse que todos os comentadores seguiram a mesma linha de discurso, responde-me que sou o gajo da rua que diz que os políticos são todos iguais.
Não sabia que post era sobre políticos, ou sobre a minha pessoa.
A “sua pessoa” é tão humilde, tão tímida, tão camuflada, que esconde nome e apelido.
Não admira que seja confundida com “o gajo da rua”, igualmente anónimo.
Ainda não me explicou o que pretende fazer com o meu nome e apelido.
Se há coisa que não me apetece de todo hoje é “debater” com um pseudónimo.
Passe bem.
Palavras para quê?
O eixo do mal é um programa precisamente criado só para dizer mal, não apresenta uma única solução, e os comentadeiros de serviço são pagos para destilar os ódios de estimação.
A C.F.A. teve azar, falou demais. Como diz um velho ditado ” É preferível ficar calado e passar por estúpido do que abrir a boca e não deixar dúvidas “.
O EdM não foi criado para dizer mal — foi criado para um determinado sector da opinião pública ter uma opinião que é controlada por dois vectores: um é a introdução bem-pensante do moderador (que corresponde à opinião que um jornalista lisboeta, novo, de esquerda, deve ter: isto é, introduz os chavões e as banalidades que são as ferramentas analíticas da profissão) e outro as opiniões falsamente divergentes dos outros quatros opinadores (convergentes porque correspondem à estratificação política virtual e portanto nada de verdeiramente desalinhado, nenhum mal, pode sair dali).
Na verdade nome do programa é o Eixo do Bem-estar do Regime, porque é um programa que instaura as teses e cria os factos que depois vão estar em cima das mesas. Exemplo: quando Sócrates foi apanhado pela lei miserável que ele próprio criou e assinou, o Eixo do Mal introduziu a tese da maldade inerente do Juiz Carlos Alexandre e, por extensão, desacreditaram todo o processo judicial criando duvidas que sobrevivem até hoje – e que vingaram com fúria e indignação até Antonio Costa ter voltado as costas ao seu próprio camarada.
Como os portugueses são mal informados e estudam pouco, estas coisas são fáceis de fazer, por alguém mais espertinho — e raramente decifradas e expostas em público porque quem publica artigos de op nos meios de comunicação social também come daquela gamela. A um povo com menos bola e menos “serviço público” seria bem mais difícil engolir estas patranhas.
Hoje venho comentar só uma coisita:
Após análise da conjuntura, concluí: Para se governar a vida neste país três coisas são necessárias: ser-se desavergonhado(a) e burro(a), apadrinhado(a) por outro(a)s igualmente.
Ninguém se admire, portanto, do alto desenvolvimento que se atingiu.
E o triste é que dos tudólogos do programa ela ainda assim consegue ser a menos má de todos.
Sr. Correia as pessoas vivem em democracia mudam de opinião. Hoje mudar de camisa dia sim dia não é normal, mudar de cuecas é que não é preciso.
Joana Albuquerque
Os dois mais que saudosos Vascos ( Pulido Valente e Graça Moura ) “tiraram as exactas medidas” a esta cacarejante e serôdia galinácea…
Mas. é bem verdade, só a lê /ouve quem quer…
JSP
CFA foi sempre assim: arquitecta um discurso ultra dramático para envolver uma previsão catastrófica que nunca se cumpre.
E os outros papalvos do EdM é a mesmíssima coisa, especialmente o vira-casacas.
“Arquiteta”: a senhora cultiva o aborto ortográfico.
A errática e ziguezagueante Clara Ferreira Alves é como a água, adquire a forma do recipiente que a contém. Eu lembro-me muito bem, durante o socratismo, de ela alternar (em semanas consecutivas) entre considerar Sócrates como a melhor coisa que Deus colocou em Portugal, Sócrates e companheiros a causa de todos os males do país, e Sócrates um “homem maior” porque um “homem menor” nunca aguentaria os ataques vis de que ele era alvo por causa do Freeport, casas da Beira e etc.
Adenda: Clara Ferreira Alves está errada. A “longuíssima carreira” de Costa não existe desde 1995 mas sim desde 1961 (ano em que nasceu). Ou, falando mais a sério, desde a década de 80, quando o PS o sentou na Assembleia Municipal de Lisboa. O que 1995 marcou foi a sua estreia em funções de governo.
Errática será talvez o adjectivo mais apropriado. Daí a senhora usá-lo tanto.
Pronta a protagonizar um filme do Homem Aranha. Veneno e piruetas…
Ou uma telenovela. No papel de Viúva Torcina. De tanto torcer a linha do raciocínio.