
O que caracteriza a geringonça é de facto a sua refinada hipocrisia. Dizem que andam a tentar combater a especulação imobiliária, enquanto se dedicam a ela nos seus negócios privados. Depois de António Costa ter conseguido o enorme prodígio de ganhar 100% na venda de um imóvel no prazo de um ano, enquanto exerce as funções de primeiro-ministro, agora é este rapaz que ultrapassa todos os recordes, comprando um imóvel por 347 mil euros e a seguir pondo-o no mercado por 5,7 milhões. Isto por parte de quem andava a dizer à boca cheia, que Lisboa é uma cidade cada vez mais para ricos e menos para lisboetas. Ele lá saberá do que fala. Estranha-se é que não tenha apresentado o seu passado como investidor imobiliário quando se candidatou no programa do Bloco de Esquerda a Lisboa, onde seguramente teria tido um resultado eleitoral diferente. A hipocrisia e a fraude política estão de facto no coração da geringonça.

A partir do momento em que vendemos algo ,acima do seu valor de compra, estamos a especular. Da mesma forma quando um médico decide, por consulta, cobrar x , especula pois não há maneira de se saber o valor real de uma consulta.
Especula-se quando se vende algo acima do seu preço de custo. Assim a especulação é intrínseca ao mercado livre. Até num pacote de batatas fritas existe especulação
Ao vendermos especulamos sobre o desejo dos outros na coisa vendida.
Aliás especulamos com tudo. Até connosco e com os outros
Por um lado concordo consigo, comprar e vender casas envolve sempre um elemento especulativo, porque o valor de uma casa é uma coisa muitíssimo indefinida e portanto o preço que pedimos por ela, ou que oferecemos por ela, tem sempre muito de “apalpar o terreno” a ver se pega.
Por outro lado discordo de si, uma pessoa fazer obras numa casa e depois vendê-la ou arrendá-la por um preço superior àquele que deu por ela não é especulação, é investimento socialmente útil.
Em minha opinião especulação imobiliária não é fazer isso, especulação é manter prédios abandonados, sem os utilizar, sem se investir neles, apenas à espera que eles aumentem muito de preço. Isso é que é uma atitude socialmente inútil (pior: prejudicial) e condenável.
Agora, fazer um prédio aumentar de preço por via do invsetimento nele realizado não é especulação, é negócio louvável.
“Agora, fazer um prédio aumentar de preço por via do invsetimento nele realizado não é especulação, é negócio louvável.”
Precisamente, caro Lavoura! A hipocrisia do personagem berloqueiro reside no valor (desvalor) que aquele não reconhece à actividade, valorosa, que o mesmo prosseguiu!! Um tonto confesso!!
O jacobinismo do berloqueiro é hipócrita, como habitual, uma vez que enuncia a actividade que prosseguiu como viciosa, e quanto melhor for executada e gizada mais viciosa o seria, mas não lhe repudia as vantagens!! Bem prega frei tomás…
No fundo o animal foi virtuoso contra o que enuncia como falho de virtude!!
Um tonto hipócrita, portanto!
Nada de novo naquele reduto!!
Justiniano,
não estou aqui para defender o “personagem berloqueiro”, aliás, nem sei bem que atividade económica ele desenvolveu, portanto não vou nem criticá-lo nem defendê-lo.
Mas não é para mim automático que Ricardo Robles seja hipócrita. Ele não está necessariamente a especular. Ele comprou uma propriedade, investiu nela para a melhorar, com isso naturalmente que a valorizou, e agora irá fazer com ela o que quiser – se calhar (não sei) até a vai arrendar por uma renda relativamente baixa, ou até a vai vender abaixo do valor de mercado.
Agora, o que acho inaceitável e hipócrita é a atitude de Luís Menezes Leitão, que enquanto presidente de uma associação de proprietários defende que o proprietário tem o absoluto direito de fazer o que quiser com a sua propriedade (incluindo, implicitamente, o direito de especular com ela), mas depois vem criticar o proprietário Ricardo Robles por ele fazer aquilo que muito bem lhe apetece com o seu dinheiro e com a sua propriedade.
Eu não critico — pelo contrário, até defendo — que uma pessoa faça o que muito bem entende com o seu dinheiro e a sua propriedade. O que eu critico são os políticos que fazem isso pela calada e publicamente aparecem a pronunciar-se furiosamente contra os negócios legítimos que os outros fazem. O político tem que dar o exemplo do que defende. Ora o que Robles tem dito é exactamente o contrário do que faz: ticas-que-ricardo-robles-fazia-a-especul acao-imobiliaria-que-lhe-pode-dar-milhoe s/
https://observador.pt/2018/07/27/as-cri
“Em minha opinião especulação imobiliária não é fazer isso, especulação é manter prédios abandonados, sem os utilizar, sem se investir neles, apenas à espera que eles aumentem muito de preço. Isso é que é uma atitude socialmente inútil (pior: prejudicial) e condenável.”
Não a vejo condenável. Vejo apenas uma preocupação, legitima, de se fazer um bom negócio.
“Vejo apenas uma preocupação, legitima, de se fazer um bom negócio.” Mas o pessoal da direita não admite que os de esquerda façam bom negócio. Isso está reservado só para eles e não querem concorrência.
É mais ao contrário. Quando são os da Direita, os da Esquerda dizem que a propriedade é um roubo
A crítica do Luís Menezes Leitão é ambígua e presta-se a más compreensões. O LML escreveu “Dizem que andam a tentar combater a especulação imobiliária, enquanto se dedicam a ela nos seus negócios privados.” Ora, como o LML sabe, a palavra “especulação” tem uma conotação negativa, de crítica. Quando o LML usa a palavra “especulação” presume-se que está a criticar a operação de compra e venda – não que está a criticar o facto de quem a fez ter andado a pronunciar-se contra a “especulação”.
Em suma, dá ideia que o próprio LML se está a pronunciar contra a “especulação”.
Eu convidaria o LML a utilizar palavras neutras, dizendo que Ricardo Robles fez uma operação de compra e venda na qual irá ganhar grande lucro, e não dizendo que ele se dedicou à especulação.
Utilizei o termo que ele utiliza para provar que faz o mesmo que critica. E acho que posso usr os termos que entender. Não há machado que corte a raiz do pensamento.
Lavoura, vamos lá ver!
Eu não referi a palavra especular nem especulação. Quem a aponta a tudo e a todos é o Berloqueiro visado.
Para o tal personagem a mera actividade de ” comprou uma propriedade, investiu nela para a melhorar, com isso naturalmente que a valorizou, e agora irá fazer com ela o que quiser” integra o meta conceito valorativo de “especulação”.
Aliás, a simples metafísica designada de mercado será, para o berloqueiro, especulativo por natureza!! Eu não vou discutir consigo, e muito menos com o tonto do berloqueiro, o que é o acto especulativo! A sua natureza, sentido e alcançe!!
Sou de um tempo em que o açambarcamento era previsto como um tipo de ilícito penal (Se não souber o que é o açambarcamento, pergunte)!! Açambarcamento imobiliário era a realidade dos milhentos prédios devolutos fora do mercado, em Lisboa e Porto, antes deste novo tempo da maldade especulativa, no dizer do berloqueiro!
O berloqueiro adora ligar ventoinhas! E adora largar trampa na ventoinha! É tonto e levou com a trampa nas beiças!
Soube-lhe bem ou mal, não sei!!
“Em minha opinião especulação imobiliária não é fazer isso, especulação é manter prédios abandonados, sem os utilizar, sem se investir neles, apenas à espera que eles aumentem muito de preço”
Não creio que alguém o faça. Arrisca-se a que, no entretanto, o mercado reganhe um equilíbrio nos preços, o que pode implicar uma desvalorização do património – aquilo a que comumente se chama reajustamento do mercado/rebentar da bolha
Mas qual o choque…
Todos os dias as pessoas da Extrema Esquerda faz livremente negócios com multinacionais – “grandes grupos económicos” que dizem que querem destruir.
Nunca nenhum jornalista lhes perguntou a contradição….
A palavra especulação é simplesmente uma palavra armada para quem não gosta do preço atacar socialmente outra pessoa. Historicamente é para os Governo tirarem poder ás pessoas.
Qual o preço do jogo do Ronaldo? da Mona Lisa? O Facebook desceu de valor 19% num dia ou seja 119 B$
Não há preço certo.
“A partir do momento em que vendemos algo ,acima do seu valor de compra, estamos a especular.”
Então não há maior especulação que a educação…
RAy Radiante
Ficas mesmo radiante quando levas no tutu?
Perguntar não ofende!
Amendes
andam a tentar combater a especulação imobiliária, enquanto se dedicam a ela nos seus negócios privados
Mais uma vez fico chocado em ver o porta-voz dos proprietários imobiliários lisbonenses a falar de “especulação imobiliária” como se isso não fosse uma coisa que a associação de que é porta-voz ativaente defende.
Nada na notícia nos diz que Robles especulou. Diz-se que ele comprou um prédio, fez sair os inquilinos (no que provavelmente gastou algum dinheiro em “indemnizações”) e o reabilitou (no que terá gastado ainda mais dinheiro), e que o prédio atualmente vale muito (sem se indicar a fonte para tal valor, o que é relevante já se sabe que o valor de um património imobiliário é uma coisa um bocado indefinida). Isso não constitui especulação, constitui investimento e olho para o negócio. Comprar um prédio e reabilitá-lo é um negócio socialmente valioso, não é especulação. Especulação é manter um prédio fora do mercado, sem investir nele, e sem qualquer utilização, apenas à espera de que ele se valorize.
Como proprietário lisbonense de imóveis, embora não associado da associação do Menezes Leitão, acho que ele se deveria abster de publicar estes posts que são uma agressão a muitos proprietários honestos de imóveis.
O que está em causa não é o negócio legítimo, mas a coerência dele em praticá-lo, depois de tudo o que tem dito contra o mesmo. o-pan-tambem-investiu-numa-ganadaria/
É a mesma coisa que se o líder do PAN quisesse investir numa ganadaria. Para toda a gente é um negócio legítimo. No caso dele, acho que seria grave fazê-lo depois de tudo o que tem feito contra as touradas.
https://www.imprensafalsa.com/lider-d
Que fulano ou cicrano façam bons ou maus negócios imobiliários nos termos das Leis em vigor é, por enquanto, legal.
Afinal o “capitalismo” ainda tem os seus encantos, mesmo na proclamada hora de despedida.
“Bem prega frei Tomás, não faças o que ele diz e faz o que ele faz, senão arrependes-te”, versão correcta e aumentada.
“Coeur à gauche, porte feuille à droite”.
Lugar comum sempre actual…
JSP
Há muita gente que ganha milhões rápida e facilmente.
E são de direita, de esquerda, do centro ou de lado nenhum.
É ocioso, e se calhar invejoso, apontá-los aqui ou ali.
Porque o problema não está aqui nem ali.
Está no regime.
Abaixo o regime!
João de Brito
Ricardo Robles disse em tempos numa assembleia municipal “orgulhamo-nos [o Bloco?] das ocupações, orgulhamo-nos das nacionalizações” e de tudo o que sucedeu nos “11 meses” após o 25 de Abril. Portanto, um homem com um posicionamento político claro e plenamente assumido. Ainda bem, fazem falta mais assim.
Fruto desse mesmo posicionamento transparente e determinado, Robles foi um feroz crítico do “carrossel da especulação imobiliária” em Lisboa. Vê nesta prática uma das principais causas dos problemas de habitação na cidade. Acontece que Robles especulou e não foi pouco. Como bem escreves, Luís, a contradição e a hipocrisia são evidentes.
Há, no entanto, um problema adicional. O Bloco de Esquerda distingue-se dos demais partidos por colocar a ética e a moral num patamar equiparado – se não superior – ao da Lei. O partido fundou-se para propor e criar soluções, mas sobretudo para moralizar a actividade política. De resto, tem sido esse o estribo de toda a comunicação e acção pública do partido. E aqui reside o problema adicional: Ricardo Robles comprou o imóvel em causa ao Estado (Segurança Social) quando já desempenhava funções de deputado na assembleia municipal de Lisboa, órgão público onde perorava contra a tal especulação imobiliária. Mais uma vez, a contradição é manifesta – tal como a hipocrisia. Outro tanto poderia ser dito sobre o facto – admitido pelo próprio – de ter aumentado o valor da renda a um dos inquilinos do prédio, mas seria apenas chover no molhado.
Nada indica que existam ilegalidades no processo. Mas o Bloco nunca precisou de ilegalidades para exigir a demissão dos seus oponentes – a violação de princípios éticos e morais foi sempre mais do que suficiente. Será, por isso, curioso ver que tipo de argumentos serão usados pelo Bloco para defender a manutenção de Ricardo Robles no exercício de funções públicas.
Nada indica que existam ilegalidades no processo.
A Segurança Social vendeu o imóvel como? Em leilão? Se tiver sido esse o caso, como é que Robles conseguiu vencer o leilão – oferecendo mais do que todos os outros? Se não tiver sido em leilão, de que forma é que foi selecionado Robles como comprador?
É que, havendo tanta gente com os bolsos bem cheios para fazer bons negócios imobiliários pagando a pronto, parece-me estranho que Robles tenha conseguido efetuar a compra tendo para isso tido que pedir dinheiro emprestado a dois bancos (segundo li).
Agora o catita vereador bloquista, antes o “Socas”, o alcaide Medina, o Dr. Costa y su “famiglia”…. fazem sempre uns negócios no imobiliário que são ‘muita’ supimpas, nunca lhes correm mal…. – nem os melhores “capitalistas” “especuladores” e “gananciosos” e por ai fora..tem registos tão lucrativos! As maltas da “direita” deviam era aprender com eles, não andar a criticá-los….
Há uma coisa que não consigo compreender embora já tenha perguntado várias vezes sem nunca obter resposta. A questão é esta. Um tipo com umas massas não pode ser de esquerda? É obrigado a ser de direita? Isso já me está a afectar psicologicamente. É que tenho umas massas mas sou de esquerda e ninguém consegue convencer-me a ser de direita. Que é que hei-de fazer? Desfazer-me do que tenho? Entregar tudo não sei a quem e ir pedir esmola? Aqui há uns tempos li um artigo da Professora Fátima Bonifácio sobre isto e fiquei banzado. Não sei se a Senhora estava a falar a sério ou a gozar uma vez que se trata de pessoa inteligente (chegou a catedrática).
Um tipo com umas massas pode ser de esquerda mas….
– como lhe vão parar às mãos negocios da segurança social?
– como arranjam tão rapidamente ( pelo menos segundo o que conheço ) licença para obras com mais um andar?
– como e em que condições arranjam tao rapidamente financiamento para as obras?
– como arranjam casas como a do Medina muito abaixo do preço de custo para o vendedor?
– como arranjam negócios como os das casas do kosta?
Eu gostava de saber o segredo. Esses negócios são anunciados onde?
Esses negócios são anunciados onde?
Obviamente na sua própria vereação uma vez que é vereador desses assuntos e lá dentro têm conhecimento dessas coisas todas tanto pelo pelouro das “questões sociais” como peloS requerimentos e toda a tralha processual que as câmaras emitem.
Em teoria um partido comunista pode ser rico porque represnta um colectivo. Já indivíduos comunistas não. Ao serem ricos individualmente são capitalistas em nome próprio. Guarde para si o necessário e doe o excedente à colectividade. Chama-se a isso colectivismo. Essa é a resposta, pode é não lhe agradar.
parece que o tal Robes cometeu um pecado mortal de ter feito um bom, não, um óptimo negócio. Mas o pecado não é o negócio em si! O pecado é ter tido o descaramento e o topete e se meter em semelhante negócios. É sabido que esses feitos estão guardadas para alguns ungidos como um tal de Cavaco e seus amigos…alguém falou em hipocrisia?
Realmente, vir aqui falar do Cavaco diz tudo do autor do comentário.
A estupidez e o desespero ultrapassam todos os limites do senso comum.
O problema do tal de Robles é ser um vigarista, uma pessoa sem espinha dorsal, um hipócrita sem limites, um esquerdista sem vergonha, que crucifica qualquer um que faça um negócio igualzinho ao dele. Ele pode fazê-lo porque é de esquerda. Quem não for de esquerda não o pode fazer.
A pretensa superioridade moral da esquerda é absolutamente nojenta. Mas ainda existem idiotas que vivem em 1974 ou até em 1917 e ainda não entenderam que o mundo, entretanto, mudou e continua a mudar. Enquanto existir gente desta estirpe nunca poderemos almejar ser um país. Seremos sempre uma anedota.
ok, percebido! o Robles é desonesto porque ´+e de esquerda! quanto ao Cavaco, bem quanto ao Cavaco nem se pode falar porque é de direita. E quem fala assim acha que pode chamar de estúpido aos outros..que tal pensar antes e falar? se conseguir, claro
https://www.esquerda.net/artigo/robles-d esmente-noticia-do-jornal-economico/5634 6
Importa dissertar sobre o fermento.
Se eu fosse um virtuoso das causas coitadinhas, duas coisas deviam acontecer: seria um multimilionário e investiria em imobiliário para arrendar prós coitadinhos, ou, alternativa, seria um político virtuoso e faria com que a sociedade tudo fizesse para que não houvesse nenhum coitadinho ao relento. Mas que se investisse em zonas nobres, porque isto de se ser coitadinho não significa que qualquer espelunca sirva.
Mas para ser virtuoso não necessitaria atacar os outros investidores que aproveitassem a situação para ajudar coitadinhos, isto é, a si mesmos.
Aqui chegado, conclui-se que os coitadinhos têm algo em comum: gostam de massa e de viver bem.
Só que há coitadinhos e coitadinhos. Uns são coitadinhos por falta de fermento para levedar a massa; e outros são coitadinhos porque a massa faz fermento e o fermento faz a massa.
Portanto, a questão substantiva desta prelecção de alto nível consiste em diferenciar os diferentes coitadinhos. Para concluir: “Guardai-vos, isto é, acautelai-vos do fermento dos escribas, fariseus e saduceus”.
Claro está que nos 5 pães multiplicados para alimentar 5 mil e nos 7 pães multiplicados para alimentar 4 mil, usa-se um fermento que em tudo contraria a prática dos fariseus e escribas e saduceus. Sendo que o fermento destes últimos são suas próprias doutrinas, aplicadas em seu próprio benefício. “Fazei o que eles vos dizem, mas não façais como eles fazem”.
Tenho dito.
Estou farto de dizer que “ser de esquerda”, tirando ser bombista anarquista, não tem valor algum — a não ser pelas vantagens de estatuto e as vantagens pecuniárias que confere aos seus sempre auto-intitulados praticantes. Ser de esquerda transformou-se numa moeda valiosa que garante o acesso a informação privilegiada (como o caso deste trapaceiro e dos outros que ainda não foram apanhados nas suas próprias manobras hipócritas) e que confere o estatuto necessário para progredir nas carreiras mais interessantes dentro de um Estado que domina e abafa simultaneamente todos os sectores da nossa sociedade com o beneplácito indecente e amoral de todos os funcionários públicos — os quais se transformaram numa classe tão intocável quanto ineficaz e parasitária.
O velho Lenine é que tinha razão: o esquerdismo é a linguagem dissimulada dos burgueses antes de se revelarem como burgueses. Um abraço ao velho Lenine.
V, o que segrega por aí é um conjunto de banalidades que se podem aplicar aos quakers da Direita. Ou o caríssimo julga que é apenas da Esquerda o moralismo?
É banalidade — a nossa. Tens muita razão.
“o beneplácito indecente e amoral de todos os funcionários públicos — os quais se transformaram numa classe tão intocável quanto ineficaz e parasitária”.
Querem ver que todos os funcionários públicos são de Esquerda!?
Lá estás tu a julgar moralmente, tomando, como fiel da balança, os teus malditos preconceitos.
Bardamerda para ti, em nome dos funcionários que continuam a assegurar os serviços públicos com cada vez menos recursos….
Quanto a vacinar cachorros, vê se necessitas da vacina anti-rábica. Se estiver em falta diz-me que eu deixo contacto.
Gosto muito dos meus preconceitos — e béu béu.
Bardamerda para ti, em nome dos funcionários que continuam a assegurar os serviços públicos com cada vez menos recursos….
Tudo bem. Mas que é uma classe privilegiada ai isso É. E se é o teu caso não leves a minha generalização a peito.
Mas ei se calhar é melhor entregares o cartão do BE e pedires o do INATEL — mas ei não te esqueças de que os tipos do PCP têm aquilo em exclusivo até finais de Setembro já há muitos anos — e conhecem os truques todos. Andam há muito tempo naquilo e não dá para passar à frente sem … enfim… um jeitinho dos amigos.
bla,bla,bla,bla, bla, bla…….vão-se todos fod——. Abaixo este regime de hipocrisia.
Volta Marcelo, nunca me meteste medo, aos menos metias estes fdp na cadeia, começando no Salgado e acabando nestes moços de estribaria.
O BE não são contra a iniciativa privada.
O Ricardo teve a iniciativa de fazer negócio com um imóvel.
Coerente.
O BE é a favor da reabilitação urbana.
O Ricardo rabilitou um imóvel em Lisboa.
Coerente.
O BE é contra os despejos devido à especulação imobiliária.
O Ricardo não despejou ninguém.
Coerente.
O BE é contra a lei da Assunção Cristas (que PSD aprovou e PS não mudou).
O Ricardo não fez o que essa lei permitia (aumentar rendas de forma exorbitante para depois despejar os mais pobres).
Coerente.
O BE é a favor das rendas acessíveis, adequeadas aos rendimentos dos Portugueses.
O Ricardo cobra 170 € por mês ao casal de velhotes que lá mora (Assunção Cristas disse em campanha das autárquicas de 2017 que “rendas acessíveis” em Lisboa eram a partir de 1350 € por mês…).
Coerente.
O BE é a favor do Adicional de IMI para casas de mais de 600 mil €.
O Ricardo paga esse imposto, agora que valorizou a casa que antes só valia 350 mil €.
Coerente.
O BE não se opõe à compra e venda de casas.
O Ricardo comprou, e quis vender, uma casa.
Coerente.
O BE quer medidas para minimizar as causas da bolha do imobiliário, como acabar com os vistos Gold, acabar com as borlas fiscais a expatriados (ex: Madonna), limitar o Alojamento Local, etc.
O Ricardo não fez nenhuma destas coisas.
Coerente.
O BE é a favor da meritocracia.
O Ricardo e a irmã tiveram de merecer para ter lucro. Pediram emprestado ao banco e estão a pagar o que devem. Não herdaram a Sonae…
Coerente.
O BE é a favor da justiça fiscal.
O Ricardo pagou as taxas e os impostos todos. Não usou o off-shore da Madeira nem fez otimização fiscal na Irlanda, nem fez “empresas” na véspera de ir para o cargo político.
Coerente.
O BE não é contra o enriquecimento lícito, o BE é contra o empobrecimento (ao contrário do radical PSD/CDS desde Passos Coelho).
O Ricardo enriqueceu lícitamente, e luta politicamente para diminuir a pobreza.
Coerente.
O BE é a favor de contratos mais longos e que respeitem o direito à habitação.
O Ricardo celebrou um contrato com os seus inquilinos que respeita estes princípios, e que os protege em caso de venda do imóvel.
Coerente.
O BE tem apenas o “Esquerda.net” e a direita controla a comunicação social.
O Ricardo promove e discute ideias políticas no Esquerda.net, mas teve de falar de toda a vida pessoal para se poder defender de um ataque da comunicação social controlada pela direita (Observador, Jornal Económico, Eco, SiC, Expresso, i, Sol, Sapo), comunicação social essa que dá apenas 10% do tempo de antena ao BE, comparativamente com o que dá à direita (que apenas vale 3x o BE eleitoralmente, e não 10x).
Infelizmente, isto é coerente.
A esquerda, concorde-se ou não, debate ideias de forma intelectualmente honesta.
A direita, diz que para ser de esquerda, tem de se ser pobre ou santo. E que se se for de centro (PS) ou de direita (PSD/CDS), não há problema em ser-se vigarista, porque isso é “empreendedorismo”, ou “iniciativa privada”, ou está-se a ser “gente de negócios”.
E infelizmente, também isto é coerente…
Quando alguém de esquerda ganha dinheiro honestamente, faz-se uma caça ao homem. Veja-se este “caso polémico de Ricardo Robles” em todas as manchestes.
Quando alguém de direita ganha dinheiro de forma vigarista, ninguém gasta mais de 10 segundos em notas de rodapé, e no limite até os convida para serem comentadores televisivos (Marques Mendes, Paulo Portas (condenado por corrupção na Alamenha), Jorge Coelho, Marco António Costa, Carlos César, etc).
Isto já não é coerência, é falta de vergonha!
Acresce a tudo isto que o Ricardo comprou, e reabilitou, o prédio antes sequer de alguém ter sequer começado a falar do problema da especulação imobiliária, em 2014, ano em que o que ainda se falava era sobre se a crise estava ou não a acabar.
Finalmente, pôr o prédio à venda em 2018 pelo pelos quase 6 milhões de Euros em que uma empresa o avaliou (mas que já tinha sido retirado do mercado em Abril), sim pode ser considerado especulação, ao contrário do que o Ricardo disse, e ao contrário do que o BE defende, mas é uma consequência do mercado desregulado, que é o que a direita defende, tal como o Luís Menezes Leitão, logo antes de acusar quem quer que seja de “hipocrisia e fraude política”, devia olhar-se ao espelho…
O Ricardo e a irmã tiveram de merecer para ter lucro.
Tiveram mérito… o c*****o é que tiveram. Já nasceram em famílias ricas e usam o esquerdismo para estarem onde devem estar.
Toma lá 370 mil euros + escrituras + empréstimos e investimentos que totalizam 1 milhão de euros. Normalíssimo: quaisquer 2 irmãos de uma família normal dos inúmeros Robles que atafulham a Rinchoa e andam com o L123 ao pendurado ao pescoço andam por aí a comprar casas, a competir com construtores civis e imobiliárias estrangeiras e ganham concursos assim à papo-seco, para além das casinhas para arrendar no Saldanha e sabe-se lá mais onde.
Mérito. Dá vontade de rir. Num país de cabrões oportunistas onde copiar tudo é ser inteligente e não pedir favores a ninguém é um anátema… Esta gente sabe lá o que é mérito — até o curso foi pago por outros. Vão mas é todos para a PQVP. Vocês não têm um pingo de vergonha. Só à porrada é que um dia isto vai ao sítio — e vai ter de ser muita.
A questão não é essa, mas sim as críticas do BE e do deputado, em questão, à especulação imobiliária. Ora o deputado afirmou que o preço de venda pedido pelo imóvel foi calculado com base numa avaliação do mercado. Ora estando os preços de venda sujeitos à chamada especulação do mercado, o deputado em questão está activamente a contribuir para essa mesma especulação imobiliária.
Além de que é um contracenso um deputado do Bloco ser proprietário e ao mesmo tempo o dito partido organizar “acampamentos para jovens”onde se discute ser a propriedade um roubo.
O BE não critica a especulação imobiliária (comprar barato, vender caro) só porque sim. O BE critica os casos em que isso provoca aumento excessivo das rendas, e o uso da lei da Cristas para despejar moradores.
O Ricardo foi 100% coerente com isto. A legalização do casal de idodos, e o respetivo contrato de 8 anos e 170 € mensais de renda, ou a proposta ao dono do café (não morador) de apenas lhe cobrar 400 € de renda no centro de Lisboa.
Se a sua casa valorizou, como todas as outras, era o que faltava ele ser o único a ficar prejudicado, só porque é de esquerda. O que a direita quer, com campanhas destas, é alimentar o mito de que para se ser de esquerda tem de se ser mendigo ou santo. Isso sim é populismo, de direita.
O equivalente a isto, mas trocando os lados, era o Esquerda.net fazer uma “notícia” com um político de direita a levar os filhos a um hospital ou escola públicos, isso passar 3 dias nas manchetes e telejornais, ser quase assunto único de debate, e o BE vir pedir a demissão dessas pessoas. Não sobrava 1 único deputado do PSD.
Eu acho que seria inadmissível, tal como acho inadmissível este ataque ao homem feito ao Ricardo Robles, que deu o exemplo no combate contra as rendas exorbitantes, o exemplo pessoal de recusar despejar moradores, a transparência do processo, e esclarecimento, que só peca por exagerados (não tinha de falar da vida privada, nem justificar com as escolhas de vida da irmã).
Casinhos destes, a única coisa que conseguem, é garantir que a política afasta ainda mais as pessoas boas, e concentra cada vez mais os vigaristas, que mesmo com casos criminais como o “Tutti-Frutti”, as “Ações da SLN/BPN”, a “Tecnoforma”, os “Submarinos”, ou o “Amigo do 1º Ministro”, o “emprego para a família toda do Açoriano”, etc, nunca se demitem.
E isto, mais do que o resto, foi o que mais me indignou, ainda por cima porque após Robles se demitir, vi na SIC um painel de “opinião/propaganda”, de um lado um especulador imobiliário do CDS, do outro lado um sócio-histórico do PSD, a comentarem com enorme dificuldade devido à vontade de se rirem com o sucesso desta operação: tirar do caminho o homem que deu o exemplo ao não despejar ninguém e ao cobrar 170 € de renda num prédio reabilitado no centro de Lisboa, e condicionar a imagem pública do partido que mais tem lutado pela defesa do direito Constitucional à habitação, que está a chocar de frente com o direito Constitucional à propriedade privada.
Entrará aqui a fase 2 deste esquema: uma proposta da direita para revisão da Constituição, para remover, entre outros, o direito à Habitação… quando o que se devia fazer era reforçar o que devia ser óbvio: o direito à habitação tem prioridade sobre o direito à propriedade privada, pois a liberdade de um senhorio despejar um inquilino, não se pode sobrepor à liberdade do inquilino de ter onde morar com a sua família!
PS: nunca mais verei online, quanto mais comprar, o Jornal Económico, que de facto, fez uma manchete falsa (mas a Catarina, que devia saber que os políticos estão “proibidos” de criticar a imprensa, caiu na esparrela e logo foi também atacada num peça em tom jocoso na Sic Notícias, onde o pior do corporativismo dos jornalistas se viu, ao protegerem-se mesmos nos casos, como este, de factual violação do código deontológico). Sim, tinhamos o direito a saber deste negócio. Não, não merecíamos uma manchete falsa, com o habitual Truque da Imprensa Portuguesa.
Suponho que seria interessante saber se a proposta do vereador em carta fechada foi a última a ser entregue.
O que o vereador do BE fez não é surpreendente num político, não é ilegal, e só é hipocrisia porque o vereador pertence a um partido que não gosta que os outros façam o que ele fez. A isso não há volta a dar.
Também é péssimo que a SS ande a vender ao desbarato, ou a entrar em negociatas ruinosas com a CML – cada desperdício significa menos sustentabilidade no sistema de pensões.
Até ver, o vereador pode arrendar o prédio por rendas acessíveis a inquilinos com 65 anos. Seria coerente e uma grande lição para os detractores. Veremos.
Há quem diga por aí que, tal como sucedeu com o pretérito Glorioso Grande Líder Sr. Engenheiro José Sócrates, o Sr. Engenheiro Ricardo Robles está a ser vítima de uma cabala e de uma campanha negra de assassinato de caráter. Mas tal como sucedeu com o pretérito Glorioso Grande Líder Sr. Engenheiro José Sócrates, também não sinto uma pena por aí além do Sr. Engenheiro Ricardo Robles.
Durante anos o Sr. Engenheiro Ricardo Robles andou prá aí armado em virgem vegetal (ou será vestal?) a atirar a primeira pedra ao seu semelhante (mais semelhante ainda do que todos julgávamos…) sempre de boca cheia com a luta contra a especulação imobiliária, a gentrificação, “a paz, o pão, a habitação, saúde, educação, só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir”. Afinal vai-se a ver, e de virgem não tem nada e de vegetal (ou será vestal?) muito menos, pois acabou por demonstrar que se rendeu, incondicionalmente, às delícias do capitalismo selvagem, à inexorabilidade das leis do mercado e, até mesmo, à hegemonia do imperialismo americano e do trumpismo mais desenfreado.
Sr. Engenheiro Ricardo Robles, o Glorioso Grande Combatente contra a Especulação Imobiliária? Pffff… Que deceção…