The love of a woman with a funny mind is the definition of paradise, he thought.
Norman Rush, Mortals. Edição Jonathan Cape.
Inteiramente verdade. Bom, também não faz mal que a mulher possua outros atributos, incluindo aqueles mais tridimensionais. O próprio Ray Finch, a personagem que tem este pensamento, adora outras características de Iris, a mulher com quem está casado. Mas a funny mind é, de facto, a mais importante (mais do que a pura inteligência, que frequentemente a acompanha). A funny mind não é banalizada pela familiaridade, permite surpresas regulares, momentos de distensão em que se é recordado do motivo por que se gosta daquela pessoa. Nenhuma característica física tem este poder, ou pelo menos não o tem eternamente. Degenerescências médicas à parte, ainda que por vezes abalada pelas dificuldades da vida, a funny mind consegue resistir à passagem do tempo. Mais: nas mulheres como nos homens, revela-se extremamente útil para aprender a relativizar os seus efeitos, limitando-os ao plano físico.

Suponho que a funny mind seja o oposto do juiz Holden
-:)
Ana Cristina: bem visto. Já agora, com pontos de contacto com McCarthy, e especialmente com “A Estrada” – um pai, um filho, um ambiente hostil, uma prosa seca mas evocativa – mas muito menos apocalíptico (num certo sentido; noutro talvez ainda seja mais duro porque a relação pai-filho é mais, hum, digamos frágil), permita que lhe aconselhe “A Ilha de Sukkwan”, de David Vann, editado pela Ahab. Talvez o melhor livro que li este ano. Até devia escrever um post sobre ele.
Já me falaram; tenho que ler. Obrigada pela sugestão
Brilliant. And not funny at all, jaa.
Many thanks, Laura.
Lovely
E many thanks to you too, Isa.