A fruta da presidente da junta


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No Padrinho 2 a ascensão de Corleone (De Niro) é soberbamente retratada. E culmina com a cena na banca de fruta: o recente “padrinho” deixa de pagar, os produtos passaram a ser-lhe ofertados. Em 2021, em Lisboa, reporta a “Sábado“, a gula de uma socialista (claro) presidente da Junta de Freguesia de Arroios é tamanha que também cruza os mercados locais cobrando ofertas de comestíveis. 

 

Tipos como Sócrates há em todos os partidos e todos os regimes. Lacaios desses tipos (os Jugulares e afins) também. Mas isto, políticos a sacar a fruta do mercado? É um nojo. Mas é também algo extremo, até radical. O sinal claro do estado a que o PS chegou. É o grau zero. E a partir daqui nada mais haverá, pois não há espaço para queda nem redenção possível. 

 

E há pessoas que votam nesta escumalha.

 

27 comentários em “A fruta da presidente da junta”

  1. Se o dinheiro é do PS, o mercado é do PS, o carro é do PS e os funcionários da Junta são do PS, sendo a Sra. do Abraço do PS, não vejo o problema.

    1. Sim. E até tinha aquelas funcionárias que se deixavam fotografar como coitadinhas desempregadas.
      Do piorio. Sempre foi e vai aumentando a jogada e a verdade é que a ela não lhe acontece a “esparrela-zé-neves” para perder num instante toda a credibilidade.

        1. Acho que é demasiado óbvio e não inventei nada.
          Quem assinou aquele comunicado do IHC que foi enviado para os jornais como “informação anónima”?
          O Zé Neves!

          Quem é o comuna Zé Neves? essa é demasiado fácil.
          Foi ele que tramou a kamarad@ dissidente. Agora é assim, há uns tempos era a tiro.

        2. Aliás a coisa é até demasiado complicada para a própria faculdade.
          Já havia lutas internas e ela mailo seu grupinho mudaram para outro nicho. As lutas só podia ser com a direcção do IHC (os tais do marxismo 21- coisa mailinda).
          Quem é que chegou a presidente do IHC?
          O Zé Neves que é mais um que veio da blogosfera. É fácil ver o percurso.
          Foi ele que enviou a dita denúncia anónima para o Público e até depois dela se ter demitido.
          E depois do dito escândalo que as pessoas atribuíram ao jornal (patetice, nunca um jornal conseguia isso sem informação interna académica) o que é que ele faz?
          Manda um comunicado em nome do IHC para os jornais.

          Assinado por quem?
          Por ele e mais um melro clone.
          Ora bem- um Instituto de Universidade tem uma decisão destas sem reuniões e sem haver aprovação dos membros?
          E bastam duas assinaturas- do Presidente e do clone para ser considerada deliberação oficial?

          Foi assassinato político, como é mais que óbvio.
          Basta ver como a côncia andou logo aos pulinhos toda excitada contra a Varela.
          Mas foi o mesmo Zé Neves que lhe aprovou o falso cv que lhe permitiu ascender a lugares de topo e ia levar ao topo máximo.
          Nada de novo em termos do que se passa nas Universidades e a vergonha é a existência desta chungaria de pseudos institutos que servem para doutrina e passeios e tachos até para os reformados.
          Mas estão bem enganados se pensam que se tratou apenas de disputas académicas.
          Foi encomenda a atirador. E o Zé Neves fez o servicinho

          1. Nem acompanhei isso – decerto que é da situação “Raquel Varela”. Nem quero acompanhar. Nem “passo” digo, que não me sento à mesa de jogo dessas tricas. Sobre esse estabelecimento (o global) apenas pergunto se houve reacção (individual, colectiva, institucional) ao facto de um investigador associado a um dos Centros ter denunciado um professor à sua entidade patronal por ter participado num colóquio, ainda para falsificando-lhe os argumentos. E perguntei-me da (im)pertinência dos órgãos colegiais terem cancelado uma palestra de um outro professor universitário devido a ameaças das milícias estudantis do BE. Do resto, das questiúnculas corporativas, nem quero blogar. Já me basta o lixo que vou ouvindo.

  2. Ainda bem que os outros concorrentes têm todos carros e não têm penhoras.
    Mas, isto da ida mercados faz pensar quem trabalha no Mercado dos Lavradores, do Funchal.

    1. O regime é Socialista logo o Estado está em tudo. Logo o nível de dependência do status squo é elevado.

      1. É uma oligarquia esquerdista e ela sempre foi vigarista, para rimar.

        Só não percebo o motivo pelo qual nenhum partido se lembra de contar as histórias desta porteira do Frágil.
        Claro que nem pergunto por jornalistas porque esses fazem agit prop.
        Mas, parece que nenhum partido se chateou.

  3. A cada funcionário, a cada fornecedor de serviços ou bens, a todos que dependem da CML, directa ou indirectamente -e são muitos- junte-se 3 ou 4 familiares e tem o eleitorado Medina.
    Além disso há muitos jóvens que querem -o tradicional ovo no c* da galinha- ou seja: casa própria, renda baixinha, ao lado da Universidade, do “Alto” ou do “Sodré” para se divertirem. Prometem andar só de trotineta ou bicileta eléctrica para não poluir. Electricidade para carregar as baterias, só das eólicas ou das plantações de paineis. Votam no anunciador de promessas, claro.

    1. A questão sociológica que bem coloca é relevante (as famílias dos funcionários camarários mas também dos públicos), muito em particular em Lisboa.

  4. Sempre se soube que a Presidente da Junta de Arroios fez do mercado 31 de janeiro o seu banco de alimentar e com a conivência de algumas pessoas do referido. Porquê? Porque a represálias eram e são o pão nosso de cada dia. Ou seja, a senhora não sabe viver em democracia e acha vai sair sempre impune das ações que tem tomado, porque o Medina a acha uma pessoa honesta. Ou seja, o conceito de honestidade e carácter não fazem parte do ADN de pessoas deste calibre. E a culpa é de quem fecha os olhos e encolhe os olhos, dando força a quem faz mal, com a desculpa de que são todos iguais.
    Maria L.

    1. Pois, ao ler a reportagem (publicada na véspera das eleições e que foi produzida ao longo de um mês) logo depreendi que estas vis práticas presidenciais fossem do conhecimento público e que alguém terá convocado a revista (e se calhar outros órgãos de comunicaçõ social) para o assunto.

      1. A reportagem devia ter sido feita quando se começou a falar sobre este assunto e outros praticados pela senhora, com a conivência de quem apoiava os atos e sobre quem ela ia exercendo a sua prática. Anos de queixas que caíram em saco roto. Qualquer conversa sobre este assunto ou sobre a indisponibilidade para ouvir quem tivesse uma ideia/ação e que não fosse da sua cor política, tinha direito a gritaria, virar de costas. Lamento que tenha sido assim que tenha saído, mas a senhora tem feito as suas escolhas. A mesma figura triste, fez no funeral de Jorge Sampaio. Também pode alegar loucura temporária ou quem sabe nem se lembra.
        Todos os políticos têm de ser responsáveis e responsabilizados por atos que em nada dignificam o cargo. E enquanto continuarmos calados, estamos a ser apoiantes. E estar em cima do muro, aguardando o resultado? Não é meritório.
        Maria L.

        1. Maria Lopes, tem toda a razão. Se este tipo de práticas eram conhecidas – pela população em geral, pela imprensa – deveriam ter sido explicitadas em público bem antes. É certo que mais vale tarde do que nunca, mas nisto do escrutínio dos eleitos as coisas devem ser céleres. E sim, em termos gerais, o silêncio é apoio, conivência. Farto-me de dizer isto sobre todos, governantes, políticos, jornalistas, bloguistas, letrados politizados, que passaram anos a apoiar Sócrates (desses que quando o homem voltou de Paris logo retomaram o coro de elogios, ao magnífico PEC4, reclamando-lhe o legado como Ferro Rodrigues). E sabiam da missa muito mais do que a metade. E estão no poder. E na imprensa.

          Voltando a Arroios. Eu estive aboletado na freguesia algum tempo, em registo intermitente, até antes do Covid. Não tinha grande interacção com os residentes mas tinha alguma atenção (flanante) sobre o que ali se passava. E nunca ouvira falar deste tipo de desatinos. Aliás, a única vez que ouvi falar da presidente da junta foi num enorme dislate que ela fez. E sobre isso aqui escrevi: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/destituicao-10346459

  5. É verdade. É muito mau votar nessa escumalha. Mas também não é melhor, e é igualamente mau votar na escumalha em que V. Exa. vota. No futebol, politica … e no resto … é sempre bom deixar o cabresto de lado.

  6. Mas não percebo uma coisa,o que leva as pessoas a dizer que a criatura não pagou? Tem provas? E atenção que não votei Medina.Obrigada

    1. Convém ler a reportagem. Não é prova, no sentido jurídico, mas está um texto muito consistente. Eu deixei ligação à Sábado (ao texto disponível) no postal.

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