A francesa a arranhar inglês em Portugal


Pedro Correia,

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A presidente da TAP, escolhida a dedo pelo ainda ministro Pedro Nuno Santos, é uma francesa incapaz de dizer duas frases em português que concede entrevistas em Portugal falando num inglês macarrónico – e forçando os jornalistas portugueses a dialogarem com ela nesse alegado idioma. 

É dela o rosto daquilo a que alguns ainda chamam a nossa “companhia aérea de bandeira”. Seja lá o que isso for.

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56 comentários em “A francesa a arranhar inglês em Portugal”

      1. Parece que ela foi escolhida por ser entendida em reestruturação a nível da UE, e para variar com o que já lá esteve a falar crioulo.
        Mas, sabe-se lá, se a partir de 30 de Janeiro vai tudo ryonair abaixo e passado o problema.

        1. Se calhar foi escolhida por já não restar mais ninguém na fila.
          Quem vier a seguir vai limitar-se a aferrolhar a porta. Não precisa de apagar a luz: nessa altura já deve ter sido cortada.

          1. Está lançada a campanha dos “postais”: pró ano o PNS vai voar sem poisar os pés no chão.
            Pedro já começou a campanha com a ryonair.
            O “Lisboa de Medina” deu resultado a favor do Moedas.
            Agora “Portugal do Costa” é a favor de quem?
            Não nos diga que sabe o que se passou rio-chega cá para a viabilização nos Açores com a ‘aceitaram todas as nossas exigências’.

  1. Com sorte o Sr Erdogan pagaria 1900 milhões por algo que o governo está disposto a pagar 4000 para salvar.
    Era um alívio para o país, desde que um destes dias a Turquia não chantagiasse a UE de deixar passar os refugiados e de devolver a TAP. Isso é que era assustador.

  2. ‘Todos os Aviões Parados’ em defenitivel
    porque não fala frsbciu?
    parece o ‘portinhol’ da raia de Espanha

      1. TAP= Take Another Plane
        Folha de rosto da candidatura da presidente da TAP traduzido para inglês macarrónico.

  3. Ela pelo menos ainda se esforça para se fazer entender no seu inglês macarrónico, quero ver é como é que os jornalistas vão fazer quando o rosto da companhia for um alemão macambúzio.
    Felizmente vai continuar a ser uma companhia aérea de bandeira, só que vai ser alemã. Mas vai começar logo a dar lucro a partir do momento em que estiver sob o comando do Reichstag. Podemos ficar descansados.

  4. É a paga pelo Soares andar a arranhar a língua dos franciús. Cá se fazem…

    Neste dossier (palavra francesa?), o que menos me preocupa é o dialecto da senhora, até podia falar esperanto ou comunicar por sinais gestuais, o problema é ver uma bazucada de dinheiro a ser ali enterrada sem que qualquer dos envolvidos perceba ou explique o porquê. E isso das bandeiras, é bom é nos estádios de futebol.

  5. Diria que o mais preocupante é ver que os jornalistas portugueses, apenas falam (e, quase sempre, mal) português e inglês. Quem diria, há vinte anos, que íamos ver (e vemos quase sempre) portugueses a entrevistar francófonos em inglês? (ou francófonos a deixarem-se entrevistar nessa língua) PS: a quem diga que um jornalista não tem nada que falar francês, recordo que o estudo de uma segunda língua estrangeira é obrigatória a partir do 7.º ano e que pagamos o ordenado a milhares de professores de francês (e alemão, e, isso sim, faz-me alguma confusão, espanhol) – e que dominar outra língua, para lá de português e inglês, devia ser condição “sine qua non” para alguém se licenciar em comunicação social (quem sabe, se calhar este maduro domina o letão).

    1. Respeitando a sua opinião, e admirando-me de não haver na CNN Portugal um jornalista qualificado que fale francês, aqui a questão central tem a ver com a senhora e não com quem a entrevista.
      A gestora de uma das principais empresas públicas portuguesas, responsável pela imagem do País a nível internacional e alegadamente porta-estandarte da putativa “companhia de bandeira”, é incapaz de se exprimir no nosso idioma.
      Se algo algo semelhante acontecesse em Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha ou no próprio país natal da senhora, seria o bom e o bonito. Nós, aqui. toleramos tudo. A capacidade de indignação, na hora de defendermos o nosso idioma, é quase nula.

      1. Os administradores delegados das munltinacionais que têm sucrusais portuguêsas são geralmente escolhidos pela empresa mãe por concurso internacional e raramente falam português. É muito comum em empresas internacionais.
        De qualquer modo não vejo que possa fazer pior que os falantes de português que os antecederam.

        1. Esta parece mais ter sido escolhida pela madrinha do que pela mãe.
          Entretanto, a TAP “nacionalizada” registou 627,6 milhões de euros de prejuízo nos nove primeiros meses do ano.

  6. Vender a TAP é a melhor solução para acabar a mama da chulice. Se não há um português decente que consiga gerir a TAP, excepto talvez a Cristina Ferreira da TVI, então o melhor é vender ao melhor preço a companhias estrangeiras Chinesas que oferecem uma variedade de serviços de incomparável qualidade a começar pelos comissários de bordo que deixam qualquer mulher caucasiana com os olhos em bico.

    Luísa Costa

  7. Portanto, como diria Costa, vamoláver: Pedro Nuno Santos, para gerir uma TAP já falida e que faliu ainda mais com a pandemia, foi buscar a pessoa que geriu uma transportadora aérea já em dificuldades e que acabou de falir por causa da pandemia. Talvez a senhora tenha mais sorte a gerir uma empresa falida pública do que uma empresa falida privada – até porque a esta empresa pública, por mais falida que esteja, vai ser sempre permitido falir ainda mais.

    1. Estes génios decidiram “reprivatizar” a TAP no pior momento possível, há pouco mais de um ano. Enchendo os bolsos do senhor David Neelman: entregaram-lhe de mão beijada 55 milhões de euros para poderem apregoar que detinham 72,5% da transportadora – com os aviões em terra, como sabemos.
      https://www.publico.pt/2020/10/02/economia/noticia/estado-ja-dono-725-tap-1933815

      Depois, em Maio, enfiaram na empresa outros 462 milhões, inchando ainda mais o peito: o Estado passava a deter, directa ou indirectamente, 98% da TAP.
      https://eco.sapo.pt/2021/05/24/estado-aumenta-capital-da-tap-e-passa-a-deter-98-do-negocio-da-aviacao
      Óptima notícia para o que restava dos privados ainda ali metidos, péssima para todos nós, os que pagamos impostos. Com previsão de novas injecções financeiras, a concretizar no próximo ano: pelo menos mais 1.500 milhões de euros.
      https://eco.sapo.pt/2021/10/12/estado-vai-injetar-mais-15-mil-milhoes-na-tap/

      O ministro que prometia pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer revela afinal capacidade para fazer tremer os contribuintes portugueses…

  8. Mais um fait divers alinhado com as cantigas de escárnio e mal-dizer, de que fomos inventores e contiuamos a ser cultivadores 800 anos depois, e que nada acrescenta de substantivo à questão essencial: porquê e para quê 4000 milhões do bolso dos contribuintes?

  9. É indiferente ser esta senhora ou um beneficiário do RSI analfabeto a gerir a TAP (Excepto no valor do ordenado). Enquanto o Zé for obrigado a sustentar aquilo as portas vão continuar abertas com prejuízos crescentes.

    Pedro Cunha

    1. Quem? Os portugueses desenrascam-se em todos os países. Ao contrário, por exemplo, dos espanhóis.
      Há neste momento treinadores portugueses em dezenas de países- incluindo nos principais campeonatos europeus.

      1. Exactamente, e são quase todos com pouco mais que 4ª. classe.
        Quase todos os treinadores portugueses no estrangeiro têm dois tradutores, um tradutor português-inglês e outro inglês-língua do país.
        Parece que o Jaime Pacheco tinha vários tripeiro-português, português-inglês e inglês-chinês.

        1. Os treinadores hoje são diplomados, têm uma cultura muito acima da do português comum e vêm sendo requisitados ao mais alto nível do futebol internacional, tanto nos clubes como nas selecções.
          Nem vale a pena debitar nomes: são às dezenas, como qualquer cidadão medianamente informado sabe.
          O seu comentário é de alguém que ainda não chegou ao século XXI.

          1. Bem, é verdade que todos têm o curso de treinadores o que dá direito a um diploma, por isso são todos diplomados.
            O JJ tem aquele problema de cacografia oral, mas é só por causa de ser entendido por quem ainda não chegou ao século XXI.
            O resto são todos licenciados (ou diplomados) em Ciências do Desporto.

          2. Você deve ter mestrado e doutoramento em muita coisa. Menos em Revelação da Identidade, o que dá chumbo em qualquer exame elementar.

          3. Mas, é preciso contar a minha vida desde pequenino, o que fiz, o faço, se calço 43 e outras biografias para fazer um comentário?
            Você está identificado por ser autor do blogue, e mesmo assim ninguém o pode prender por dizer o que muito bem entende.
            Parece não apreciar publicar comentários que lhe causem embaraço do gênero ‘então você publicou aquilo’.
            Isto tudo por não se aguentar na do ‘diplomado’ e o diploma do JJ

          4. Pedro Correia, o texto/tema é seu e o contraditório será sempre dos comentadores.
            Mas, os comentários têm de ser delito de opinião, mesmo azulados que nunca ninguém sabe, a não ser o próprio ou então dá jeito publicar para levar com a resposta de grande alcance jornalístico ‘vai falar com a gorda de Arroios’.

          5. Você vive mesmo embeiçado pela gorda de Arroios. Até aqui, totalmente a despropósito, vem falar dela.
            Também tinha fruta à borla lá no mercado?

          1. Nunca percebi por que raio, a partir de certa altura, começaram a chamar “CEO” ao presidentes dos conselhos de administração das empresas.
            Deve soar melhor assim, em siglas “amaricanas”.

          2. Nos bons velhos tempos em que as sociedades anónimas apenas tinham o todo-poderoso conselho de administração, o presidente (PCA) tinha, habitualmente, poderes executivos, bem como alguns outros administradores.
            A páginas tantas, importaram das Américas a moda do Conselho de Administração Executivo e, como PCAE devia ser muito extenso lá para os critérios deles, resolveram adotar o CEO, mais ‘impactante’ como dizem aqueles tipos foleiros sobre os quais publicarei amanhã um artigo (o link há de ser https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/12/originais-viva-forca.html, ou coisa que o valha).
            Não só importam expressões a torto e a direito, como deturpam o significado dos termos portugueses, que utilizam a esmo apenas para impressionar os basbaques que os idolatram.
            Enfim…
            Bom fim de semana!

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