A França e o triplo A


fiodeprumo,

 

Aquilo que muitos já anunciavam como possível, aconteceu. A agência de notação “Standard & Poor’s” baixou o “rating” da França, que assim perdeu o chamado “triplo A”. Outros países europeus, nomeadamente Portugal, também viram descer as suas respetivas notações.

O mais grave de tudo isto é que pode estar seriamente comprometido o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. O que seria uma péssima noticia para Portugal.

Esta sentença da agência de notação parece-me, nesta altura, uma manobra concertada da libra e do dólar contra o euro… De facto, não deixa de ser estranha uma tal decisão em vésperas de uma reunião na qual a salvação do euro se poderia vir a decidir. E quais poderão ser os países mais interessados em que isso se não dê?

Não tenho teorias conspirativas, mas, para além dos tradicionais especuladores – pouco interessados na estabilidade do euro -, creio que a Grã Bretanha e os EUA não devem ter lamentado muito o que se passou…

15 comentários em “A França e o triplo A”

  1. Os governantes portugueses, marionetes dos países centrais, estão destruindo Portugal. Que vantagem tem o povo português por estar na zona do euro? Será sangrado até o fim. Bom seria ingressar no Mercosul, para sair da periferia da UE e fortalecer-se.

  2. “Esta decisão das agências de notação”

    Agência. Foi uma agência.

    “U.S. Loses AAA Credit Rating as S&P Slams Debt Levels, Political Process
    By John Detrixhe – Aug 6, 2011 6:17 PM GMT+0100″

    E esta “manobra concertada” de Agosto qual foi?
    Que conspiração foi?
    Do Euro contra o Dólar?

    Assim se vê o nível de ignorância que segue na sociedade portuguesa.

      1. Não responde porque o seu caminho é o populismo.
        O fácil. O popular.

        Nem sequer entende que deveria era protestar por só ser esta a agência de rating a fazê-lo e por fazê-lo tarde.

        O consulado Sócrates teria acabado muito mais cedo.
        E as dores porque o país vai passar seriam muito menos profundas. Caso ainda não tenha notado ainda não se começou a pagar dívida. Ainda se está a aumentar.

        Já há muito que as agências de rating deveriam ter baixo os ratings dos diversos países ocidentais com dívida superior a 60% do PIB.
        Não se compreende que um país tenha 70% de dívida e esteja a aumentar esta a 5-10% ao ano e tenha AAA. A França já vai em 90%.

  3. É, exatamente… Uma vasta conspiração anglo-saxônica contra o euro…

    Ai, como teria sido bom ver tanto europeu conspirador nas pavorosas crises da dívida que quase mataram a América Latina nas décadas de 1980 e 1990! Mas não, pelo contrário, só aperto e humilhação, dos credores do Clube de Paris aos “thinkers” do Clube de Roma. Que venha o tempo da justiça, e que venha logo!

  4. Estados Unidos… não sei se lamentou…

    Mas, os ingleses estão eufóricos:

    … “Mulher inglesa assume que tem duas vaginas”
    C.Manhã 14.01.2012

    S&P acaba de aumentar o” ratiinha” ingles aumentou para AA+2

  5. Não me surpreende a frAA+nca ter descido no rating s&p pois tem um problema em comum com Bélgica: dexia.
    Surpreende-me sim a descida do rating Áustria q levou por tabela pelo simples facto de ser vizinha Hungria e Itália. Idem para Eslováquia … Ato ao corte a portugal tb não me assusta pois os testes de stress ditaram q os nossos bancos estão bem saúde. Convém é não haver fuga depósitos mas isso a Helena sabera explicar melhor q eu

    1. A sua análise da Áustria está certíssima, a meu ver. Também admito que o caso Dexia tenha tido importância.
      Mas creio que a semana de tranquilidade do euro e a possibilidade de finalmente haver uma estratégia concertada a 16, começou a inquietar os especuladores, de algum modo a América e sobretudo a Grã Bretanha e a sua libra.
      Agora, como você, estou preocupada com a fuga de dinheiro e a constituição de depósitos em moeda estrangeira que estão a aparecer…

      1. Cara Helena,

        Há aqui uma coisa que no meio disto tudo me preocupa: a questão da recapitalização da banca. É óbvio que para bancos como os franceses, esta parece-me inevitável face à sua exposição da dívida grega, pois caso contrário teremos bancos franceses em versão queijo roquefort: textura aveludada por fora, mas com fungos e buracos por dentro.
        No caso da recapitalização da banca portuguesa, a minha intuição diz-me que isto pode ter um efeito perverso na dívida pública portuguesa: Creio que esta tenderá a aumentar, face à exposição da banca.

  6. A S&P’s desvaloriza a Zona Euro. E a Zona Euro não pode desvalorizar a S&P’s? Quantos Às tem o “rating” dela?

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