A floresta arrasada em Moçambique


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(imagem colhida aqui)

 

Em finais de 2017 após 3 anos de ausência fui a Moçambique. Vi, nessa altura, um mapa da involução florestal moçambicana. E vejo agora este partilhado por várias pessoas no Facebook. Durante essa minha viagem todos por lá me perguntavam o que achava que tinha mudado nessa minha ausência. Para quê responder, diante daquela desgraça e da radical inconsciência dos cidadãos e residentes? Quando voltei a Portugal botei um postal sobre as mudanças – para quê falar?, elidi tudo, completamente desiludido. Ainda por cima porque quando um português fala do assunto logo vem a conversa de que somos colonos. Brancos. Que queremos imiscuir-nos, que temos inveja dos chineses, que esse sim fazem, dão, cooperam. A permissividade à rapina externa é gigantesca. E ao boçalismo interno também. Sem rebuço (sem burka, como adoram os multiculturalistas), a capacidade crítica no país é pequeníssima. A devastação ecológica é dramática. A hipoteca do futuro é abissal.


Olhe-se para a desgraça que acontece. A ecológica. E o que significa para o futuro do país. É uma dor de alma. Sim, a minha cor de pele é branca, sou cidadão português. Não sou “dono da terra”. Mas, raisparta, que “donos da terra”, coitada da terra. Da fauna, da flora. E do futuro de tudo aquilo.

5 comentários em “A floresta arrasada em Moçambique”

  1. Em 2012 uma software house portuguesa fez um trabalho de cartografia para uma celulose portuguesa com o objectivo de identificar os locais que eram povoamentos entre as áreas que tinha comprado em lote. Então, achei inacreditável que o estado moçambicano tinha vendido a exploração da floresta, possivelmente a várias empresas, com aldeias pelo meio, como se os indignas fossem um obstáculo que era preciso contornar. Imagine-se a estupefacção dessas pessoas quando as moto-serras derrubaram as florestas que sempre conheceram. O resultado está à vista. Tanta culpa tem quem vende como quem compra – e há portugueses também nesta vergonha.

  2. Bom dia. Partilho a sua consternação.
    Pelo que vou descobrindo, Amazónia, muita parte na Ásia, África, certas zonas na Europa mais longínqua, o cenário é equivalente.
    Consequências locais e para o dito planeta azul.
    António Cabral

  3. Moçambique hoje é mais um exemplo de um País inventado artificialmente.
    Países inventados, como muitos outros, pelas potências coloniais à altura, com as motivações políticas da altura, descurando etnías e todas as outras realidades locais.
    Hoje em dias esses Países são politicamente débeis.
    São alvo fácil para interesses que embora sem o apelido de coloniais são-o, e com a conivência das autoridades locais -centralizadas e apátridas- em exercício.
    Haverá saídas possíveis, realmente vantajosas para as populações ?.

  4. Se fizessem uns mapas do Brasil com a área das florestas e o número de índios etc etc desde a independência até agora — também ficaria ilustrado quem é que de facto destruiu aquele país.

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