A final dos dois candidatos socialistas


Rui Rocha,

Com tanto alarido sobre a final dos dois Papas, esquecemos que a de hoje é também a final dos dois candidatos socialistas. E, ao contrário de Bergoglio e Ratzinger que adoptam uma certa neutralidade, aquele porque não quer utilizar o canal de comunicação privilegiado que terá com Deus para inclinar o relvado a favor da Argentina e este por só encontrar estremecimento de fé se o ludopédio se jogasse de cilício, é claro que os dois Antónios têm posição clara sobre a partida. Para Tó Zé, o cenário ideal seria aquele em que a Alemanha prescindisse da sua vitória egoísta e austeritária para deixar ganhar a Argentina das bancarrotas. Já para Tó Costa, se lhe perguntássemos, ganhariam as duas selecções. Porque só vamos lá com crescimento. E com riqueza. E com desenvolvimento. E com livros do Paulo Coelho. Para tudo e para todos. Como é óbvio, os dois Antónios estão completamente alheados da realidade. 

3 comentários em “A final dos dois candidatos socialistas”

  1. Para não falhar nada, nessa final do Vaticano, o árbitro será italiano.
    Convém não esquecer que do lado alviceleste está o prometido Messi.
    Portanto, uma judiaria pagã que os cavaleiros teutónicos tratam no fio da espada, nem que para isso tenham que pôr à prova Schweinsteiger.

  2. A posteriori dir-se-ia que no final do ludopédio o divíno cilício mudou-se para as pampas. Aparentemente a austera parcimónia de Francisco nem sempre resulta a contento de alguns dos seus afiliados ….
    Por cá com qualquer um dos vencedores o cilício vai continuar a ser sina dos mesmos de sempre. Muito triste o prognóstico de qualquer uma das realidades Tó-concebidas.

  3. A papal final até fez renascer uma coisa chamada MIC, que em absoluto se ignorava que ainda existia, assim como o que tem feito na última meia dúzia de anos!

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