
Parece que Sócrates afirmou que “pagar a dívida é uma ideia de criança”. Ou seja, os adultos devem aprender a ser caloteiros. O problema é que depois só os ingénuos lhes dão crédito. Com um Primeiro-Ministro com estas ideias, não admira que Portugal tenha caído a pique nas agências de rating e os juros tenham disparado, fazendo-nos passar pela situação actual. Confesso que não consigo entender tamanho desprezo pelos contribuintes e falta de contrição pelo estado em que deixou o país. Alguém que lhe explique que a dívida de hoje são os impostos de amanhã. E que os credores deixam de emprestar aos países que tiveram governantes que fazem declarações destas.
Adenda: Esta justificação a posteriori perante o escândalo das suas declarações é que parece mesmo uma ideia de criança.

Quanto aos credores, não sei. Mas suspeito que não sejam as “bocas” de ex-governantes, que os façam desistir de emprestar dinheiro a pobretanas, cobrando juros tão altos, quanto maior for a sua dívida.
Agora, quanto ao eleitorado… óh caro Luis Menezes, temo ter uma terrível notícia para lhe dar. É que, talvez não tenha reparado ainda, mas o eleitorado delira com tudo o que cheire a escândalo, preversidade, promiscuidade, vigarice, etc e tal.
é a velha máxima “quanto mais me enganas, mais gosto de ti”.
Declarações destas quando se joga o futuro da Europa e da moeda única não sao infantis, sao incendiarias e irresponsáveis. Ou será que o senhor ex-primeiro ministro acha que os contribuintes europeus andam distraídos e não lêem a imprensa internacional?
Os tempos é que vão ruins para aturar números de circo, mas a tal justificação a posteriori assemelha-se realmente a uma palhaçada para garotos.
Relembrando o recente diferendo Galamba / Carlos Costa fica o mesmo perfeitamente esclarecido…
A alegada “justificação” parece-me mais que razoável, trata-se duma clarificação que seria completamente desnecessária se não houvesse um conjunto relativamente numeroso de pessoas alérgicas a qualquer comentário emitido por José Sócrates. O que é estranho é o relevo dado a um comentário que está em sintonia com o pensamento económico dominante.
a dívida pública é, por definição, eterna. ponto.
abraço,
jtf
Considerando-me insuspeito de simpatia para com o engenheiro filósofo, o que ele disse no video que vi é que a dívida de uma país é uma coisa que se gere, mas que é virtualmente eterna e permanente.
Não é nada de absurdo dizer isto. Dava era para perceber que era uma convicção ainda pouco consolidada e por isso deve tê-la adquirido há pouco tempo. Certamente depois do PEC 4.
O sorriso cândido e irresponsável da foto podia bem ser substituído pela sua ex-vaso-comunicante , em pose libidinosa. Vá aponham aqui uma foto da Câncio e desanuviem o ambiente.
Ena pá…
Temos homem… o Seguro que se segure bem!
O “Zurrinho” dirá: Em cada 100 militantes PS 199 preferem o Sócrates!
Como filosofo… parece e aparece melhor que o engenheiro-domingueiro.
parece que o cândido postador nunca se perguntou, ou perguntou a alguém, porque os países ricos afinal têm dívida pública, que pula e avança em alturas de crise.
qualquer dia o cândido postador também vai ficar surpreendido quando ler ou ouvir que a dívida pública alemã, se repartida “per capita”, é muito superior à dívida pública portuguesa, se repartida “per capita”.
Espero que saiba que o rendimento per capita Alemão é bem maior que o nosso…
Se pagar dívidas é uma ideia própria dos mais pequenos, temos de concluir que Sócrates é um adulto sem estatura.
Não percebo.
Ainda não vi ninguém dizer – excepto uns malucos neoliberais como eu – que se deve pagar boa parte da Dívida e não fazer nova de modo termos um nível de endividamento como Chile 10% ou Salazar 15% .E assim pagar-mos juros baixos.
No máximo há uns que timidamente dizem que seria desejável reduzir 60% em vez de 110%…
O escândalo é que para esta criatura “Gerir a Dívida” foi passá-la de 60% para mais de 110% do PIB, ainda devemos contar a escondida nas EP’s e as subidas de impostos.
Ou seja o que ele disse é o pensamento dominante.
E o que ele fez foi e é a praxis dominante.
25% da Dívida do senhor foi feita com o excelentíssimo apoio do Presidente e do PSD assim com dos outros partidos da oposição.
E a Dívida continua a aumentar.
Sempre achei o anterior primeiro-ministro, além de mal preparado academicamente, um pouco burro e sempre me admirei muito por não haver gente a dar por isso. A falta de escrúpulos será tida por esperteza? São coisas muito diferentes.
Dica: antes de comentar sobre um assunto, informar-se. Algum dos “haters” estudou finanças ou economia? :/ falar sem saber.. Bem-vindo a internet!