A felicidade possível


Pedro Correia,

 

 

"E chega a felicidade possível: Hunter em silêncio, quase a medo, surpreendido com Jane a entrar no quarto, e depois tão natural como um filho e uma mãe, a mexer-lhe no cabelo louro, louro como o dele, e depois um abraço que é uma dança. E Harry Dean Stanton, noite e luzes no rosto de meia-idade, desaparece de novo, cantou já, agora vai chorando, e o seu último sinal de tristeza é um sorriso. O casal acabou, mas teremos sempre Paris, Texas."

 

Pedro Mexia, extracto d’ «A Sagrada Família», hoje no Público. Um dos mais belos textos que li nos últimos anos num jornal português.

4 comentários em “A felicidade possível”

  1. Também gostei muito do texto de Pedro Mexia.
    Acontece que “Paris,Texas” é, como se diz, um dos filmes da minha vida… Já o vi dezenas de vezes, talvez, mas é sempre tempo de voltar a ele. Aliás, que melhor programa para esta noite?
    Obrigado e um abraço.

    1. Coincidência: também é um dos filmes da minha vida. Por isso gostei tanto deste texto do Pedro Mexia. Ele ilumina, como nenhum outro que tenha lido até agora, este filme absolutamente deslumbrante, que fica para sempre a fazer parte de nós.
      Um abraço, caríssimo Torquato (gostei muito desta visita).

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