Em “O Bem Amado” não havia meio de alguém morrer na cidade fictícia de Sucupira para se poder inaugurar o cemitério que o Prefeito Odorico Paraguaçu, acolitado pelo incondicional Dirceu Borboleta, tinha mandado construir. Em Portugal, uma espécie de Sucupira real mas em ponto maiorzinho, desde que Marcelo anunciou as comendas para os futebolistas, ainda não parámos de ganhar títulos desportivos. Marcelo é um Odorico Paraguaçu ao contrário. Vê-se sem mãos a medir para distribuir comendas da mesma forma que ao Prefeito de Sucupira escasseavam defuntos. E nem lhe falta o acólito Borboleta, agora interpretado por Costa, o Primeiro. Em matéria de ridículo, a realidade parece encarregar-se uma vez mais de superar a ficção.
A farsa repete-se como realidade
Rui Rocha,

Acabei de escrever sobre isso…
(…) é um exercício completamente ridículo querer comparar um evento que levou o nome de Portugal a aparecer em todas as primeiras páginas internacionais, com outros que talvez, e sublinho, talvez, mereçam menção numa lista secundária de jornais desportivos, excepto em Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa foi no som da flauta, e caiu na armadilha de equiparar um grupo que se junta na Betesga com a multidão que se junta no Rossio.
Qualquer dia está a distribuir comendas aos campeões europeus de chinquilho.
Ora nem mais.
Já prometeu receber e condecorar:
Os cerca de 15.000 participantes da meia-maratona EDP.
Uns heróis.