
Se as eleições autárquicas serviram para alguma coisa foi para derrotar estrondosamente a estratégia suicida de candidatar dinossauros às câmaras vizinhas numa clara fraude à lei de limitação de mandatos, escandalosamente sancionada pelo Tribunal Constitucional. De facto, com as excepções de Ribau Esteves em Aveiro e Álvaro Amaro na Guarda, as candidaturas de dinossauros autárquicos foram estrondosamente derrotadas. Seara teve um resultado humilhante em Lisboa e Luís Filipe Menezes deixou que a Câmara do Porto fosse parar às mãos de um independente sem qualquer currículo político. De Fernando Costa em Loures e Moita Flores em Oeiras nem vale a pena falar. Para a próxima é bom que os partidos aprendam a lição e saibam sobrepor ao interesse pessoal dos candidatos a concorrer eternamente às autarquias o interesse público da renovação de mandatos. Se não o fizerem nunca conseguirão ter o respeito dos eleitores.

Ia escrever sobre isto, mas já te antecipaste (e com melhor prosa). Há que saudar a reacção das populações ao “cacicosaurus”, a única espécie cujo estatuto de “em vias de extinção” deve ser celebrado.
A omissão dos dois dinossauros comunistas (vencedores, às custas do PS) foi esquecimento ou foi propositado?
Nem ouvi falar desses. São aonde? De qualquer forma, se sobreviveram ao meteoro, não sobreviverão à alteração do clima político.
Está ali em baixo, em post do seu co-blogger Pedro Correia: “Beja (João Rocha), Évora (Carlos Pinto de Sá)”.
Caro LMN,
Eu até gostava de concordar consigo, mas olhe para o Alentejo e a CDU…
Curioso o esquecimento dos dinossauros que ganharam. Enfim…
Muito bem observado!