O entusiasmo “je suis Charlie” sempre me pareceu balofo. Diga-se que se eu fosse responsável por algo semelhante também obviamente pensaria duas vezes. Antes pegas de cernelha.
Pois. Eis-nos perante as indignações com curtíssimo prazo de validade: duram o tempo de um telejornal e de uns cliques no facebook. No dia seguinte, os ‘charlies’ da véspera começam a praticar actos censórios. E nem precisam de ter pela frente um terrorista para dobrarem a cerviz: basta imaginarem que um dia poderão cruzar-se com um barbudo de turbante que lhes lance mau olhado.
Talvez sim ou pior ainda, a mediocridade das nossas cabeças pensantes que não sabem o que é liberdade face a uma ameaça e a mascaram de outros termos. Um exemplo que mostra que são os filhos do ocidente os que pior se comportam nestas situações: http://tempocontado.blogspot.pt/2015/01/achmed-aboutaleb.html Talvez seja por ter um líder deste que a cidade que melhor me impressionou na Holanda tenha sido mesmo Roterdão.
Diga-se o que se disser, é uma decisão razoável. Não faz sentido estar a expôr essa obra de arte quando se arrisca reações violentas. Eu também tenho todo o direito de andar pela rua, mas se passo por um cão potencialmente agressivo evito fazer qualquer coisa que o possa provocar.
É isso “pá”. Os tipos que lutaram contra a PIDE foram uns inconscientes. Os tipos que lutaram contra o Comunismo foram uns inconscientes. Os tipos que lutaram contra os Nazis foram uns inconscientes. Os tipos que lutaram contra a Escravatura foram uns inconscientes. Os tipos que lutam contra o Islamismo são inconscientes.
Ah mas Lavoura já não dizes que os tipos que lutam contra os EUA ou Israel são inconscientes, pois não?
Não tenho a menor dúvida quanto a isso. Lamentavelmente, os partidos tradicionais continuam a recuar na defesa dos direitos mais básicos, cedendo terreno aos extremistas em nome da “correcção política”. Essa defesa acaba por ser feita, em larga medida, pelos populismos emergentes. É o caso do UKIP, no Reino Unido.
Mesmo o jornal colocou: “Warning: this article contains the image of the prophet Muhammad, which some may find offensive.” As imagens de Maomé são tratadas com o mesmo cuidado das imagens de conteúdo sexual. Está tudo a ficar maluco.
O entusiasmo “je suis Charlie” sempre me pareceu balofo. Diga-se que se eu fosse responsável por algo semelhante também obviamente pensaria duas vezes. Antes pegas de cernelha.
Pois. Eis-nos perante as indignações com curtíssimo prazo de validade: duram o tempo de um telejornal e de uns cliques no facebook. No dia seguinte, os ‘charlies’ da véspera começam a praticar actos censórios. E nem precisam de ter pela frente um terrorista para dobrarem a cerviz: basta imaginarem que um dia poderão cruzar-se com um barbudo de turbante que lhes lance mau olhado.
Em Paris também “Prayer rug artwork pulled due to Muslim concerns” http://www.thelocal.fr/20150128/muslim-a rtwork-prayer-rug-silence-high-heels
Mais um para esta triste e lamentável colecção de cromos. Presumo que em breve terei a caderneta cheia.
Não deixa de ser irónico, ou trágico, esta decisão acertar em cheio com a comemoração da libertação de Auschwitz.
É verdade, Tiago. Nem me lembrava disso, mas tens toda a razão.
Talvez sim ou pior ainda, a mediocridade das nossas cabeças pensantes que não sabem o que é liberdade face a uma ameaça e a mascaram de outros termos. chmed-aboutaleb.html
Um exemplo que mostra que são os filhos do ocidente os que pior se comportam nestas situações:
http://tempocontado.blogspot.pt/2015/01/a
Talvez seja por ter um líder deste que a cidade que melhor me impressionou na Holanda tenha sido mesmo Roterdão.
Excelente exemplo que aqui nos trouxe, Carlos. Infelizmente, nos dias que correm, casos como este são cada vez mais raros.
E o mais curioso disto tudo é que, segundo o que se sabe, esta situação é conhecida devido ao denominado “efeito Streisand”.
Sim. Não conhecia o termo, e até diria ser uma coisa “bárbara”, e afinal remete mesmo à Barbra Streisand!
Diga-se o que se disser, é uma decisão razoável. Não faz sentido estar a expôr essa obra de arte quando se arrisca reações violentas.
Eu também tenho todo o direito de andar pela rua, mas se passo por um cão potencialmente agressivo evito fazer qualquer coisa que o possa provocar.
É isso “pá”.
Os tipos que lutaram contra a PIDE foram uns inconscientes.
Os tipos que lutaram contra o Comunismo foram uns inconscientes.
Os tipos que lutaram contra os Nazis foram uns inconscientes.
Os tipos que lutaram contra a Escravatura foram uns inconscientes.
Os tipos que lutam contra o Islamismo são inconscientes.
Ah mas Lavoura já não dizes que os tipos que lutam contra os EUA ou Israel são inconscientes, pois não?
E Farage agradece…
Não tenho a menor dúvida quanto a isso. Lamentavelmente, os partidos tradicionais continuam a recuar na defesa dos direitos mais básicos, cedendo terreno aos extremistas em nome da “correcção política”. Essa defesa acaba por ser feita, em larga medida, pelos populismos emergentes. É o caso do UKIP, no Reino Unido.
Esta foi mais uma facada da Esquerda Ocidental nos Árabes/Persas etc Liberais ou de Esquerda.
Depois admiram-se disto: oes-trial-accused-contempt-islam-1644550 90.html
https://ca.news.yahoo.com/egyptian-poet-g
Estamos a assistir na Europa, dia após dia, ao triunfo do medo. Este é um dos piores sinais do nosso tempo.
Mesmo o jornal colocou:
“Warning: this article contains the image of the prophet Muhammad, which some may find offensive.”
As imagens de Maomé são tratadas com o mesmo cuidado das imagens de conteúdo sexual.
Está tudo a ficar maluco.
Até sentir náuseas ao ler esse “aviso à navegação” no liberalíssimo e laicíssimo Guardian.
Liberalissimo? O The Guardian foi sempre tudo menos liberal.
Liberal, sim. No sentido clássico.