0 comentários em “A Europa rendida ao medo (3)”

  1. O entusiasmo “je suis Charlie” sempre me pareceu balofo. Diga-se que se eu fosse responsável por algo semelhante também obviamente pensaria duas vezes. Antes pegas de cernelha.

    1. Pois. Eis-nos perante as indignações com curtíssimo prazo de validade: duram o tempo de um telejornal e de uns cliques no facebook. No dia seguinte, os ‘charlies’ da véspera começam a praticar actos censórios. E nem precisam de ter pela frente um terrorista para dobrarem a cerviz: basta imaginarem que um dia poderão cruzar-se com um barbudo de turbante que lhes lance mau olhado.

  2. Talvez sim ou pior ainda, a mediocridade das nossas cabeças pensantes que não sabem o que é liberdade face a uma ameaça e a mascaram de outros termos.
    Um exemplo que mostra que são os filhos do ocidente os que pior se comportam nestas situações:
    http://tempocontado.blogspot.pt/2015/01/achmed-aboutaleb.html
    Talvez seja por ter um líder deste que a cidade que melhor me impressionou na Holanda tenha sido mesmo Roterdão.

  3. E o mais curioso disto tudo é que, segundo o que se sabe, esta situação é conhecida devido ao denominado “efeito Streisand”.

    1. Sim. Não conhecia o termo, e até diria ser uma coisa “bárbara”, e afinal remete mesmo à Barbra Streisand!

  4. Diga-se o que se disser, é uma decisão razoável. Não faz sentido estar a expôr essa obra de arte quando se arrisca reações violentas.
    Eu também tenho todo o direito de andar pela rua, mas se passo por um cão potencialmente agressivo evito fazer qualquer coisa que o possa provocar.

    1. É isso “pá”.
      Os tipos que lutaram contra a PIDE foram uns inconscientes.
      Os tipos que lutaram contra o Comunismo foram uns inconscientes.
      Os tipos que lutaram contra os Nazis foram uns inconscientes.
      Os tipos que lutaram contra a Escravatura foram uns inconscientes.
      Os tipos que lutam contra o Islamismo são inconscientes.

      Ah mas Lavoura já não dizes que os tipos que lutam contra os EUA ou Israel são inconscientes, pois não?

    1. Não tenho a menor dúvida quanto a isso. Lamentavelmente, os partidos tradicionais continuam a recuar na defesa dos direitos mais básicos, cedendo terreno aos extremistas em nome da “correcção política”. Essa defesa acaba por ser feita, em larga medida, pelos populismos emergentes. É o caso do UKIP, no Reino Unido.

  5. Mesmo o jornal colocou:
    “Warning: this article contains the image of the prophet Muhammad, which some may find offensive.”
    As imagens de Maomé são tratadas com o mesmo cuidado das imagens de conteúdo sexual.
    Está tudo a ficar maluco.

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