A esquerda dos direitos


escafandro,

Portugal arde. O ministro do Ambiente afirma que os valores de área ardida são inferiores aos de 2015. Portugal continua a arder. O primeiro-ministro manda dizer que interromperá as férias para se deslocar à Protecção Civil. Portugal arde cada vez mais. O governo parece sair finalmente do estupor veranil. O Funchal arde. O primeiro-ministro promete enviar 30 elementos para ajudar no combate às chamas, entre bombeiros, polícias e elementos da protecção civil. Depois aumenta a oferta para 110. Ainda assim, Portugal continua a arder. Várias pessoas morrem. O governo pede ajuda aos parceiros europeus. Espanha envia dois aviões. A ministra da Administração Interna mostra-se insatisfeita com a resposta europeia ao pedido de ajuda. O primeiro-ministro diz que a União Europeia tem que ter noção de que é necessário um reforço de meios. Um representante da União Europeia lembra que os meios são limitados, pertencem aos países-membros e que vários destes também enfrentam incêndios (França, por exemplo) ou encontram-se em situação de risco elevado. Entretanto, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista vão discretamente exprimindo preocupação e – pasme-se – impotência.

A «geringonça» transformou Portugal num dos paradigmas da esquerda actual. Só existem direitos. O direito a receber ajuda imediata e sem condições (seja ela financeira ou material); o direito a violar as regras; o direito a manter políticas que os parceiros europeus consideram erradas; o direito a fazer o que, soberanamente, muito bem se entender. Para os outros, ficam os deveres.

0 comentários em “A esquerda dos direitos”

  1. E a culpa das florestas e matas do Estado e particulares ( Buçaco p/e não estarem limpas é , mais uma vez, do governo anterior e pasme-se da EU!

  2. Precisamente, é a Esquerda e sua grande Industria da Vitimização.

    Fazem-se de vítimas para poder fazer dos outros culpados e assim terem justificação para ser arrogantes, exploradores e usar violência usando a chantagem moral.

    Como as pessoas não estão preparadas para esta exploração que se aproveita do substrato da cultura cristã ocidental não resistem.

    Foi assim que criaram, alimentaram, justificaram o terrorismo nos últimos 50 anos.

  3. as conquistas de abril duram até acabar o dinheiro dos outros

    Margaret Thatcher: O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.

    Quando alguém lhe disser: “Não é uma questão de dinheiro, mas de princípio”, trata-se de uma questão de dinheiro.

    Kin Hubbard

    Quando a esquerda começa a contar dinheiro, converte-se em direita.

    Carlito Maia

    Para quê dinheiro se temos um violão e um pandeiro?

    Milena Palladino

  4. Verão chuvoso: o governo anuncia que controlou os incêndios, verão seco: a oposição diz que a culpa dos incêndios é do governo.
    É mais certo no verão do que bolas de Berlim na praia.
    Entretanto a única coisa significativa que todos os governos fizeram nos últimos anos na área florestal foi desativar serviços florestais e liberalizar a plantação de eucalipto.

  5. Ao colapso moral da extrema direita portuguesa, PSD/CDS, sobreveio a necessidade de demonstrar que só se pode funcionar num todo se à individualidade lhe for dada a oportunidade de se formar.
    O fenómeno Deus, Pátria e Autoridade, uma bandeira ao lusco-fusco ondulante no imaginário desses partidos, traduziu-se na entrega da individualidade aos torneiros-mecânicos de Bruxelas.
    Acontece que para se ser torneiro é necessário possuir as noções que a vida colectiva não só se constrói com as múltiplas individualidades como também são necessários os mínimos conhecimentos de matemática, onde se inclui a geometria, e aritmética para que as peças saiam perfeitas e possam encaixar umas nas outras.

    Perante o descalabro e ruína que ocorreu na tentativa de reconstrução desse imaginário infantil, o da bandeira ondulante ao lusco-fusco, seguem-se outros descalabros que se prenunciavam por evaporação da individualidade.
    Ainda nesse contexto, Portugal deixou de ser uma país na geometria das nações para se transformar num armazém de experiências onde todos os que aí habitam se transformaram em ratos, aparentemente dirigidos por ratazanas clonadas em laboratórios de deveres.

    Pois é, se bem me lembro, a questão teológica da dívida e do dever consiste em perceber que a dívida é o que se deve fazer. E para isto ninguém espere recompensa.

  6. Comunas, bloquistas e socialistas para sul do Tejo — gente normal e trabalhadora para norte.

    É assim que vai ter de ser um dia. Quanto mais cedo esse dia chegar melhor para todos. A bandeira azul e branca fica a Norte, os outros podem ficar com uma merda qualquer que expresse o progresso do socialismo e da república ranhosa que andam a tentar impingir sem sucesso há 100 anos.

  7. Para a direita só existem deveres, deveres, deveres e pôr o povo a pagar os desmandos dos governantes. Que pode fazer o governo perante tal catástrofe, senão pedir ajuda? Que pode fazer um governo, em que os seus antecessores, em vez de comprarem meios para o combate às chamas, compraram submarinos para combater o inimigo, no fundo do atlântico? Pasme-se que essa compra, foi tão absurda e tão esquisita que na Alemanha prenderam-se os vendedores e aqui, os compradores sumiram os documentos. Pare-se de dizer mal do governo e antes de acusar os governantes e o Primeiro Ministro, acuse Miguel Albuquerque que disse não precisar de apoios do continente. A UE é uma união de interesses e nada mais.

      1. Não, a diteita é um sonho mau de que alguns adultos gostam muito. Gostam tanto que nesse sonho os trabalhadores são tratados abaixo de cão, enquanto os outros saem nas listas dos mais ricos do mundo. Antes os comunistas eram os papões, agora virou a direita em papão. Haja um mais honestidade e coerência no que se escreve, é que depois não bate a bota com a perdigota.

  8. A direita bem diz às florestas que elas têm o dever de não arder. Elas sendo esquerdistas (cruz-credo) vestem-se do vermelho do fogo.
    Não vir um Salazar por ordem nisto!!!

  9. Este (des)governo da ‘geringonça’ é um caso perdido, mas, para mal de todos nós, está de vento em popa a dar cabo do país. Uma desgraça. Veja-se a desvergonha deste tipo de gente: há um ano, justamente em 12/08/2015, a menina Catarina Martins, com a indignação a embargar-lhe a voz esganiçada, debitava na RTP: “O Bloco de Esquerda acusa o governo de incompetência no combate aos fogos florestais. O BE considera que a explicação para a vasta área ardida não se pode atribuir às condições meteorológicas, mas sim que o governo não apostou na prevenção nem está a usar meios suficientes no combate”, blá blá blá.
    Ó Kerida-bloquista-hipócrita-zeladora-do-quanto-pior-melhor catarina martins, por onde raio anda você que, com o país em chamas, várias casas queimadas e pelo menos 4 vidas ceifadas pelo fogo, não aparece a dar um pio!?

    1. Que pena não ter visto a Catarina, eu via-a e muito bem. Que quer que a Catarina faça? Que vá apagar os fogos? Para si a geringonça é um desgoverno e um caso perdido, para a maioria dos portugueses é uma benção e a salvação.

  10. permita-me considerar que este é um daqueles momentos em que deveria ter pensado duas vezes ante de postar este texto. Concordando ou não com os considerandos aqui apresentados, não me parece que esta grave tragédia possa ser cavalgado politicamente. Vivemos momentos de horror, de tragédia, que deviam ser neste momento de luta, união e solidariedade. Depois da tragédia será, sem duvida, o momento de fazer contas, ver os erros, reconstruir e avançar. Para já, não havia necessidade.

  11. Se o meu amigo não fosse um tanto lerdo, sabia bem o que eu queria dizer. Claro que a catarinha nem podia apagar fogos porque simplesmente não tem físico para isso… Estivesse o partido de direita que ganhou as eleições no governo, aí a catariniha não parava de andar aí pelas televisões do regime, que a adoram, a berrar, que nem uma desalmada, que a culpa dos fogos era toda, mas todinha, do governo de direita, que… blá-blá-blá. Como se trata da ‘geringonça’ de esquerda (que perdeu as eleições) que está a (des)governar e a levar o país, irresponsavelmente, para a quarta bancarrota, pior, para o fundão do abismo, a Catarina e o Tio Gerónimo, os dois jarrões que adornam o castiçal António Costa, não abrem a boca contra os incêndios. Absurdo, é?
    Quanto ao resto do que você diz, são simples tretas que, de tão parvas, não merecem resposta.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *