À espera do Nobel da Literatura


Pedro Correia,

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 Amos Oz

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 John Le Carré

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  Rubem Fonseca

 

Aberta a época da distribuição dos prémios Nobel (apelido que a maioria dos jornalistas televisivos em Portugal continua a pronunciar erradamente com acento no o, quase emudecendo o e da sílaba tónica em sueco), faço desde já um desafio aos leitores do DELITO DE OPINIÃO: deixem aqui os vossos vaticínios sobre quem será o escritor que vai receber o galardão destinado a distinguir a literatura. Só o conheceremos no próximo dia 13, mas a gente arrisca. Ao contrário do outro, que só fazia prognósticos no fim.

Tomo a liberdade de antecipar desde já três escritores que a meu ver há muito mereciam receber o Nobel: Amos Oz, John Le Carré e Rubem Fonseca. Ainda vão a tempo, embora eu duvide do critério da academia de Estocolmo, que em 1978 – só para dar um exemplo – excluiu Graham Greene e Jorge Luis Borges.

Quem vos parece que vai ganhar?

104 comentários em “À espera do Nobel da Literatura”

  1. Philip Roth – cujas narrativas, de forma abreviada ou concisa, são como as imagens no aforismo de Michelangelo Antonioni:
    “Noi sappiamo che sotto l’immagine rivelata ce n’è un’altra più fedele alla realtà, e sotto quest’altra un’altra ancora, e di nuovo un’altra sotto quest’ultima, fino alla vera immagine di quella realtà, assoluta, misteriosa che nessuno vedrà mai”

    .. Mas ontem, acho que o “The Guardian” referia “odds” de 1/3 -1/4 para Haruki Murakami… 🙁

    1. Roth é um clássico candidato ao Nobel. Como antes dele foi Updike, que bem merecia ter sido galardoado.
      A partir do momento em que a Academia Nobel, para premiar escritores, passou a cumprir quotas étnicas, geográficas, de religião e de sexo – e nem sei se já também de orientação sexual – tudo se tornou muito mais previsível e também muito mais desinteressante.

      1. Será realmente um clássico candidato? Dizem o mesmo de Murakami.
        Somos nós a achar que são. Sendo assim também Bob Dylan é um clássico candidato. Há sempre um tolinho que o nomeia, mas entre serem nomeados e considerados vai uma diferença bem grande.
        Roth escreveu sempre o mesmo livro, com os mesmos temas e ainda se deu ao luxo de fazer birras por não lhe darem o prémio.

      2. Se Murakami ou Carol Oates (14/1 segundo a Ladbrokes) forem os laureados, é a morte definitiva do Nobel para mim.

        1. Este prémio começou de algum modo a perder interesse para mim no ano em que decidiram atribuí-lo a Toni Morrison para colmatar duas quotas simultâneas: quota de “género” e quota racial.
          A literatura tem pouco ou nada a ver com isto. E a grande literatura, já ensinava o Gide, nunca se faz com boas intenções.

  2. apelido que a maioria dos jornalistas televisivos em Portugal continua a pronunciar erradamente com acento no o, quase emudecendo o e da sílaba tónica em sueco

    Lêem como se leria em português, à falta de saberem a pronúncia sueca. Não é natural que o façam?

    Não conhecer a pronúncia sueca não é muito chocante, quase ninguém a conhece. Chocante, isso sim, é, em minha opinião, que não se conheça a pronúncia alemã e se diga, por exemplo “Mârcâl” referindo-se a Angela Merkel (que se lê Merrcâl”, com o primeiro e perfeitamente aberto).

    1. Não é nada natural que Nobel seja pronunciado de forma incorrecta. Aliás se fosse pronunciado à portuguesa, com acentuação natural na última sílaba, estaria correcto pois é assim mesmo que se diz.
      Basta abrir a página Nobel na wikipédia para ficar a saber-se, em poucos segundos, qual é a forma correcta de pronunciar: vem logo na primeira linha.
      https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_Nobel
      Mas opta-se reiteradamente pela forma incorrecta, excepto na RTP onde há a preocupação de respeitar nomes estrangeiros e pronunciá-los da forma certa. Lá não se ouve dizer Mârcâl”, como se tornou moda na SIC (outro disparate que parece ter pegado como fogo em palha lá na redacção).

      1. se fosse pronunciado à portuguesa, com acentuação natural na última sílaba

        A acentuação natural das palavras em português é com o acento na PENúltima sílaba e não na última!

        1. Nobel para ser pronunciado á portuguesa terá o acento na última (como dizia o Saramago). Se fosse palavra grave teria um acento no o uma vez que termina em l.
          E o que dizer da pronuncia dos nomes russos, sendo que, ao contrário do sueco, a língua russa é conhecidíssima?

          1. Não cumprem os mínimos. Ainda há dias, quando cá veio o Legia de Varsóvia jogar, com a tradutora polaca a pronunciar “Lé-guia” de forma bem audível, todos os jornalistas futebolísticos iam papagueando “Lé-gia”.
            Nada a ver.

          2. Oh, e o eterno Xélsia, o Laiséster entre outros.
            Não se interessam minimamente. Custa dizer “Txélsi” e “Léster”?

          3. E há os que lêem o G sempre à inglesa, com o som ‘dj’. Nas situações mais absurdas.
            Volto ao exemplo do Legia de Varsóvia. Lê-se ‘Léguia’. Pois aqui, nomeadamente na SIC, não faltou quem lesse ‘Ledgia’. Vá lá saber-se porquê.

          4. Fui à wikipedia ouvir a pronúncia sueca de Nobel, conforme recomendado pelo Pedro Correia mais acima. E a minha conclusão é que tanto em português como em sueco o acento é colocado na sílaba “bel”. A diferença não está aí. A diferença está em que os portugueses pronunciam a sílaba “No” com o aberto, enquanto que os suecos pronunciam-na “Nô”. Como os portugueses pronunciam o “No” aberto pode dar a ideia que essa é a sílaba tónica, mas não é – continua a ser o “bel”. Em sueco, com o “Nô”, torna-se muito mais claro que o acento está em “bel”.
            Já agora, se fosse uma palavra portuguesa ler-se-ia, evidentemente, “nubel”. O “o” ler-se-ia “u”, tal como, por exemplo, em “tonel”.

          5. Nobel não é uma palavra portuguesa. Pronuncia-se como deve pronunciar-se.

            Experimente ir explicar a um norte-americano que Soares é um apelido português e que se pronuncia como se deve pronunciar, e ele manda-o às malvas…

            Ou experimente vir explicar que Wroclaw é uma cidade polaca e que se pronuncia “vrotsuav”, e verá quem o ouve… Ou que outra cidade polaca se chama “crácuv” embora se escreva Kraków… Ou que o conhecido jogador polaco Blaszczikowski tem por apelido “buástchicovsqui”…

            Prontos, ficamos a saber que Nobel se pronuncia “nôbel”, o que até nem é difícil de aprender. Discussão encerrada (por mim).

  3. Pedro, este prémio está (cada vez mais) tão politizado que, parece-me já nada ter a ver com mérito.
    Mas, tomarei também a liberdade de adiantar possíveis vencedores:
    Bem sei que não é um candidato consensual, mas muito me alegraria ver António Lobo Antunes receber o prémio.
    Penso que, em poesia poderão optar por Adonis, tendo em conta a situação na Síria. Contudo, também pode ser um ponto negativo. Ko Un também deverá ser considerado na categoria de poesia. Mas terá passado tempo suficiente desde que o poeta Tranströmer venceu?
    Ngugi Wa Thiong´o preenche a quota africana (e, de inglês passou a escrever em língua kikuyu); bem como Nuruddin Farah.
    Se cá estivermos daqui a 50 anos saberemos quem foi realmente considerado.
    Concordo consigo quanto a Oz, mas quanto a Roth nem pensar.
    Se nem o próprio comité parece estar a chegar a consenso, que dizer de nós, meros mortais 😉

    1. Oz seria sempre um dos meus três candidatos (quatro, contando com Kundera). Roth é ciclicamente mencionado, embora eu concorde com aqueles que não o colocam entre os maiores da literatura contemporânea.

      1. Pedro, sou absolutamente apaixonada por livros.
        Mas já li por aqui nos comentários muitos nomes que me são desconhecidos e não publicados no nosso país. Já pesquisei e parecem-me nomes bastante sólidos.
        Quiçá possa fazer uma rubrica sobre as maravilhas que não nos chegam, ao contrário de tanto lixo que nos chega quase imediatamente, pode ser que algumas editoras o ouçam 🙂

        1. Julgo que só podemos pronunciar-nos sobre quem conhecemos. Podemos navegar mil vezes na Rede à procura de favoritos, mas isso não substitui o nosso juízo pessoal.
          E foi isso que eu pedi aos leitores.

          1. Mas podemos sempre tentar descobrir novos escritores. Não custa nada e até nos enriquece. O mundo editorial português é uma poça onde (quase) só entram os “conceituados” ou os best sellers.
            Ver para além do nosso panorama só nos enriquece.

          2. É fundamental estabelecermos sólidos padrões de comparação. Para isso – ainda que só numa determinada fase – há que ler um pouco de tudo.

  4. Esta distinção começa a não fazer sentido. Preenchimento de quotas não é talento.
    Penso que Kundera já o merece há muito, apesar de o seu último livro não ser excelente. Ainda assim a sua obra é extraordinária.

          1. Estava a ver que se esqueciam do sr. arquitecto: falha imperdoável, eheheh.
            🙂 Antonieta

          2. Barreiros é ligeiramente superior a Sá Raiva. Há na sua arte poética uma dicotomia entre o naturalismo e o simbolismo que resulta de um processo natural de assimilação das formas de arte ditas tradicionais, transfigurando-as com o seu olhar inequivocamente original num activismo de expressão que julgo não despiciendo considerar como herdeiro da imagética pessoana no seu lirismo transubstancial.
            Penso eu de que.

  5. Em jeito de provocação Michel Houellebecq, ou Don Dellilo, embora o primeiro não me pareça por ser tão corrosivo e francês quando muitos franceses já venceram, e o segundo porque é americano e os americanos não tem vencido

      1. Mas essas razões não deveriam fazer qualquer diferença num prémio Literário, não é? Ou é novo demais ou velho demais, da mesma nacionalidade que o vencedor do ano anterior, etc etc.
        É absurdo

  6. Não faço a mínima ideia, nunca tenho palpites e sou sempre surpreendida, aliás gosto de ser surpreendida e descobrir um novo autor.
    Mas posso dizer que ficaria muito feliz se o escolhido fosse um destes escritores:
    – Rubem Fonseca
    – Mia Couto
    – Milan Kundera
    – Ian McEwan
    Se me lembrar de mais algum volto aqui.
    🙂 Antonieta

      1. Talvez, não sei, eu ainda só li um livro dela e o Nobel, ao contrário do Man Booker, premeia toda a obra literária de um autor.
        Mas até que seria engraçado ser ela…
        🙂 Antonieta

          1. Lembrei-me do Amin Maalouf – gostei de todos os livros que li, e foram vários. Mas ele nem sequer está nas apostas, é só mesmo atirar barro à parede.
            🙂 Antonieta

          2. Pois, parece que não. E tudo por causa da quebra do sigilo bancário…
            🙂 Antonieta

          3. O que fizeram com a suposta Senhora Ferrante é vergonhoso e abjecto. Foi uma devassa, até esmiúçaram os registos bancários (como?), foi ao notário investigar compras de propriedades. Um despropósito, um desrespeito profundo por uma pessoa que não quer ser conhecida nem reconhecida. Mas um “jornalista” acha-se na na autoridade. Enfim, é fazer nome com quem não o quer ter.
            (Caso fosse o caso de um político corrupto não se afoitava assim.)

        1. Acho que não pode ser o Rubem Fonseca. Li que o Brasil indicou ao Comité a Lygia Fagundes Telles. Gosto de ambos, mas ver o Rubem Fonseca ganhar seria qualquer coisa de extraordinário.

      1. É mil vezes melhor que o Modiano, por exemplo.
        Mas isto é a minha opinião, claro.
        E o caro anónimo já leu algum livro do Mia Couto?
        🙂 Antonieta

          1. Óptimo, assim é que deve ser, mas o que não falta por aí é gente a dizer mal do que não leu.
            E o Saramago, acha que mereceu ganhar ou também não tem gabarito?
            🙂 Antonieta

    1. McEwan?
      Eu gosto muito de Teresa Veiga, mas não deixo que isso me cegue.
      O Nobel implica qualidade superior, um patamar em que poucos estão e onde muitos jamais chegarão.
      Claro que o gosto pessoal de cada um conta, conta nestas adivinhações que fazemos mas há que ser realistas.

      1. Confesso que estou a ficar baralhada com tanto anónimo: é o mesmo a quem respondi mais acima ou é a Clara que se identifica mais abaixo?
        Talvez pudesse acrescentar x, y ou z, ou um *, sei lá.
        Era bom saber se estou a responder à mesma pessoa, só isso, pouco me interessa o nome verdadeiro ou se é der, die ou das.
        🙂 Antonieta

        1. Estamos apresentados, Antonieta.
          Fui eu que a interroguei sobre Couto e McEwan. E sim, Saramago merecia muito o prémio que lhe foi atribuído.

          1. Encantada, José!
            E ainda bem que concordamos relativamente ao Saramago.
            🙂 Antonieta

  7. Em boa verdade, a grande maioria dos meus escritores do coração não ganhou o prémio.
    Se pensarmos que, por cada laureado perdem-se vários outros que por x ou y razão nunca o ganharão, apenas por “falta de sorte”.
    Aconteceu com Kazantzákis e Camus, o último ganhou por um voto.
    Gostaria que Kundera finalmente tivesse o devido reconhecimento. Talvez Marsé.
    Dos nossos: ALA (sei que não gosta) e quiçá Rui Nunes. Qualidade não lhes falta, mas será que servem para a “agenda” 2016?

  8. Olga Tokarczuk é uma das grandes escritoras/es da Polónia (não publicada por cá).
    Lyudmila Petrushevskaya escreve um género de contos de fadas negros interessantes.
    Mikhail Shishkin é um escritor russo (apesar de se afastar da nacionalidade) bastante proeminente mas talvez a sua obra seja ainda incipiente para o comité, assim como a sua idade (também não publicado cá).
    Gerald Murnane, um escritor recluso e altamente reverenciado na Austrália e na Suécia.
    As hipóteses são imensas e há muito ainda para se editar em Portugal.
    Tenho um pressentimento que será alguém muito rebuscado.

  9. Há razões absurdas para negarem o prémio a certos escritores.
    Tólstoi, por exemplo. Tiveram 10 anos, até à sua morte, para lho darem. Razão essa que foi explicada pelas normas deixadas pelo Sr. Nobel. Que o prémio teria que ser atribuído a quem tomasse a Literatura numa direcção ideal ou idealista.
    Se pensarmos bem, as suas obras e especialmente os seus ensaios são bastante mais idealistas e continham um efeito muito mais positivo do que qualquer outro escritor do séc XX.
    Que o prémio tenha sido atribuído em 1907 a quem escreveu “The White Man’s Burden” ao invés de quem influenciou Ghandi na sua conquista de não violência é no minímo irónico.

    1. Tem razão. Lamento que apareça aqui como anónimo, pois gostaria de seleccionar este seu comentário como Comentário da Semana no DELITO. Em regra os anónimos ficam excluídos.

          1. Gostei imenso do comentário da Clara, não fazia ideia do que se passou com Tolstoi, na minhaignorância até pensei que tivesse morrido antes de haver Nobel. Muito menos sabia quem teria escrito tal livro, vencedor de Nobel. Estamos sempre a aprender.

  10. Não imagino quem poderá ganhar, se alargaram o prazo algo se passa…
    Mas posso dizer-lhe quem tinha mérito para receber o prémio e que nunca o recebeu:
    O maior flagrante? Tólstoi. Uma grande influência para inúmeros escritores.
    Tchékhov;
    Maugham;
    Woolf, Proust, Fitzgerald (ainda que nestes casos as suas mortes prematuras não tenham ajudado);
    Borges (que viveu muitos anos!);
    Ibsen (que influenciou Shaw, Wilde entre outros);
    Nabokov, (que em 1974 foi preterido juntamente com Borges, Greene e Bellow. O prémio foi partilhado pelos pouco conhecidos suecos Eyvind Johnson e Harry Martinson. Que haviam sido ou eram ainda membros do Comité.
    Tudo isto se passou muito antes de eu nascer, incluíndo o flagrante de que o Pedro fala atrás, acerca de Morrison, de quem aliás requisitei um livro há anos e não acabei de ler…

    1. Acho que a nova secretária traz desavenças, como já se viu pela vencedora do anos transacto.
      A ver vamos. Espero que seja alguém merecedor.

    2. Woolf foi de uma injustiça flagrante. E Conrad. E John dos Passos. E tantos outros – de Ibsen e Tólstoi, sim, de Machado de Assis ao inultrapassável Borges. Passando por tantos outros, de Henry James a Tolkien, de Verne a Mishima.
      Já não falo de Pessoa e Kafka, por terem morrido antes de ser conhecido o essencial da obra de cada um.

      1. Para juntar a Virginia Woolf e a Borges (ambos no topo das minhas preferências), mais dois escritores que poderiam e deveriam ter recebido o Nobel:
        W.G. Sebald e Umberto Eco.
        🙂 Antonieta

          1. Este convívio está bastante animado. A Literatura não está morta.
            Para além dos grandes preteridos, e nos quais incluo também Cortázar, Sena, Tanizaki, Cather, Murdoch, Akhmatova, Bassani e Vesaas temos também os outros que com um ou dois livros/novelas batem a oeuvre de vários vencedores.
            Fournier com o seu “Le grand Meaulnes, Rulfo e o inolvidável “Pedro Páramo” .
            Aos 22 anos não tenho a bagagem cultural nem intelectual de muitos dos comentadores mas ainda assim optei por comentar.
            Como o objectivo é “fazermos apostas”, aqui vai. Kundera, Klima ou Marsé.
            Bom fim-de-semana a todos.

          2. Que bom haver jovens como a Catarina. Não, a Literatura não está morta.
            🙂 Antonieta

  11. Caro Pedro, nunca li nada de Rubem Fonseca. Tenho-o na minha lista extensa mas resolvo-me sempre por outros autores. Gostaria que me indicasse o melhor livro para quem nunca leu nada do autor. E já nem falo dos muitos que por aqui aparecem!
    Obrigado.

  12. Com as voltas que este prémio tem dado desinteressei-me deveras. O Nobel da Lit passou a ser como os Óscares.
    Vou ficar-me pela leitura de “A brasileira de Prazins” que me delicia

  13. Se o Murakami ganha o Nóbel, Nôbel ou o Nubel, o dito prémio passa a ser o indicador de escritor proscrito das minhas estantes. Daí para a frente será muito mais honroso afirmar que não se ganhou o dito prémio (não atino com o sueco).

  14. O Pedro é efectivamente extraordinário, sem desprestígio para os colegas, bem entendido. Aprendo muito por aqui, nunca comento mas vou-me deliciando com o que escreve.
    Se me permite deixarei também o meu “voto”: Kundera.

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