
Os jornais espanhóis, com o El País à cabeça, demonstram uma parcialidade e um ódio ao independentismo catalão, como eu nunca vi em jornal algum, nem sequer nos jornais portugueses de 1975. Não há um mínimo esforço de objectividade, tudo aquilo é propaganda, e a mesma parece ter contaminado todo o Estado espanhol, desde os políticos à magistratura, que se unem no ódio aos independentistas. Esta entrevista de Felipe González é um cabal exemplo disso. Por muito que eu concorde que a fuga de Puigdemont foi um acto de cobardia, acho que um político não deve chamar cobarde a um seu adversário, ainda mais quando esse adversário fugiu para não ser preso. Aliás, corre o risco de lhe devolverem essa acusação, sabendo-se que Felipe González também se exilou em França, depois de ter sido detido por participar em manifestações contra o regime franquista. E falar na independência de uma juíza que colocou todo o governo catalão na prisão é perfeitamente ridículo. Para sermos independentes, termos que estar distantes de ambas as partes em conflito. Não está a ser o caso.

Sobre Filipe González e os seus Governos (Mr. X):
GAL (an acronym for Grupos Antiterroristas de Liberación, “Antiterrorist Liberation Groups”) were death squads established illegally by officials of the Spanish government to fight ETA, the principal Basque separatist militant group. They were active from 1983 until 1987, under Spanish Socialist Workers Party (PSOE)-led governments. It was proven at trial that they were financed by important officials within the Spanish Interior Ministry. The Spanish daily newspaper El Mundo played an important role in revealing the plot when it ran a comprehensive series of articles on the matter.
É claro, caro Vlad, que os tribunais espanhóis, escorados nas motivações políticas dos GAL (afinal de contas, eles eram uma organização terrorista de cariz unionista que assassinava membros de outra organização terrorista de cariz secessionista que, por sua vez, largamente assassinou espanhóis – entre eles crianças, mulheres e homens catalães – que cometeram o indesculpável crime de… estarem vivos e falarem castelhano), fizeram tábua rasa da Constituição e do Código Penal espanhóis e mandaram os bons dos mercenários (entre eles estando, pelo menos, um português) recolher a suas casas na paz do Senhor. A assim não ser, teríamos de considerar tais mercenários como “presos políticos”, pelo menos tão “políticos” quanto “políticos” eram os etarras presos.
Se tivermos a honestidade de reparar que os atuais “presos políticos” catalães secessionistas estão na prisão devido à aplicação das regras e das leis da mesmíssima Constituição e do mesmíssimo Código Penal que prenderam, julgaram e condenaram os mercenários e os organizadores dos GAL, que nos dirá isso acerca da coerência de determinadas posições por não pouco aqui defendidas? Valem elas – essa Constituição e esse Código Penal – num caso, não valendo no outro?
“Poucos” e não “pouco” como erradamente escrevi.
Se odeiam o independentismo catalão apenas devolvem o ódio que os independentistas dizem, aos gritos, sentir pelo resto dos espanhóis. Não é minimamente normal que as indicações de trânsito estejam escritas somente em catalão e inglês, por exemplo ; não é normal que nas escolas ensinem o ódio a Espanha.
E sim, é um cobarde, um caganet , que deixou as tropas para trás. É por sua causa que a prisão dos outros é sem direito a fiança, agravou a situação dos colegas.
E , por enquanto , grandes manifestações a pedir a libertação dos políticos presos não há.. Nem disturbios . A vida segue normal.
“Não é minimamente normal que as indicações de trânsito estejam escritas somente em catalão e inglês”
Concordo consigo
Eu também. Nem sabia que isso acontecia na Catalunha, o que é motivo para um ódio brutal. Por que razão é que as indicações de trânsito não hão-de estar também em português, que é a língua que aqui o pessoal fala?
Na Europa a normalidade tem sido essa que refere: assobiar para o lado enquanto se sacrificam direitos que eram considerados fundamentais. Não estranhemos, portanto, que o “normal” continue a ser aplaudido.
Mas não se esqueça que a calma precede sempre a tempestade.
Marina, para Madrid deve ser uma anormalidade que Puigdemont continue a afectar a normalidade: alunha-puigdemont-apela-para-frente-unid a-de-independentistas
http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cat
Obrigada ,por acaso já tinha visto . Pode apelar e exigir o que quiser , lá do “exilio”, falta ver se alguém lhe faz caso .
E se entendem as eleições autonómicas como aval ao independentismo devem fazer assim : todas os Ayuntamientos onde ganhar a tal de lista ficam independentes , onde não ganhar , continua a ser Espanha.. Faz-se como Salomão e todos contentes. Até se pode fazer por freguesia , eta pa mim , eta pa ti
É uma perspectiva. Mas vamos ver se a ETA 😉 não começa a reivindicar a independência do país Basco. Olhe que já li que eles, os Bascos, também querem. Claro está que dizem querer seguir o modelo catalão, sem armas e sem sangue. Eu também apoio esta via. Espero que Rajoy não comece a malhar como fez na Catalunha.
Permita-me uma sugestão de leitura : o artigo de (D.) Fernando Ónega , de hoje, em La Voz de Galicia. inion/2017/11/04.
https://www.lavozdegalicia.es/noticia/op
Factos, não propaganda.
E ter por “compagnons de route” pássaros bisnaus da laia da colau e do “coletas” não será propriamente recomendável…
num rectângulo inviável dirigido pelo zombie churrascador antónio das mortes e tropa fandanga
cada dia mais endividado
‘não dou para esse peditório’
> “nem sequer nos jornais portugueses de 1975”
• Claro que em 1975 só se podia ser favorável às independências – qualquer opinião contrária era designada de ‘fascista’…
• Manifestamente não se lembra: nem as populações foram consultadas!…
• Portugal fez – e com apoio total… – o que o estrangeiro queria que fizesse, ONU, EUA, Suécia, URSS, Cuba, China, Europa e encontra mais com facilidade…
Era muito moderno e chique – fazer o que os outros queriam que nós fizéssemos…
“Para sermos independentes, termos que estar distantes de ambas as partes em conflito.”
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duas partes em conflito!!!??? só existe uma parte em conflito, em conflito com a Constituição!…os violaram flagrantemente Constituição Espanhola logo a Justiça de Espanha tinha que reagir…independentes!!!???
“Os jornais espanhóis, com o El País à cabeça, demonstram uma parcialidade e um ódio ao independentismo catalão, como eu nunca vi em jornal algum, nem sequer nos jornais portugueses de 1975.”
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foi a mesma parcialidade que usaram contra a ETA e é natural que tenham ódio ao independentismo catalão que assumiu o controle das instituições na Catalunha, que utiliza a educação e os seus meios de comunicação para doutrinar as ideias independentistas na região, bem como para promover o ódio contra o resto de Espanha…
«Não julgues para não seres julgado.»
Escrito há uns 2000 anos.
Só para Vexa tomar conhecimento.