A entrevista de António Costa.


Luís Menezes Leitão,

Da entrevista de António Costa de hoje retira-se o seguinte:

1- Ainda não conseguiu qualquer acordo com o PCP, esperando, no entanto, vir a consegui-lo no fim-de-semana.

2- Não haverá qualquer acordo único, mas antes três acordos, com o PCP, o BE, e o PEV.

3- Os partidos celebrantes desses acordos não irão para o governo, limitando-se a viabilizar o governo do PS:

4- Para as questões da NATO e do Tratado Orçamental, António Costa está à espera de acordos pontuais com a PàF.

 

Eu, se fizesse parte da Comissão Política do PS, perguntaria se o líder tinha enlouquecido. Não há memória em Portugal de um “acordo” destes, nem sequer quando o PS fez um governo com personalidades do CDS, em que ao menos havia algum envolvimento do parceiro no governo. O que António Costa propõe é apenas trocar um governo minoritário da coligação por um governo ultra-minoritário do PS, que obviamente se estampará na primeira curva, se Cavaco Silva alinhar nisso. Em qualquer caso hoje ficou muito claro o amadorismo político e a irresponsabilidade de António Costa. Mas como os partidos políticos estão cheios de seguidores acéfalos, calcula-se que o PS o acompanhe neste caminho até ao desastre total. Para mal de todos nós.

0 comentários em “A entrevista de António Costa.”

  1. Entrevista ou choradeira? Nunca vi tanto vazio, tanto medo, tanto cinzento e tanta tragédia anunciada por um naufrago á deriva.

    1. A “austeridade” é para continuar até termos défice zero ou quase.

      Se ainda não percebeu a simples aritmética que não pode ir buscar dinheiro para o défice ao estrangeiro para sempre depois destes anos todos…

    2. Enquanto não reduzirem,a função pública para metade da metade que está a pensar hão-de vir muitos 4 anos como estes.

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